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que acreditam que o conhecimento crítico e o combate a alienação é a libertação do homem e a transformação do mundo. Sinta-se indignado, proteste, lute,
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Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O QUE É FÍSICA-TEÓRICA?

 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Física
\nabla \cdot \mathbf{B} = 0

\nabla \times \mathbf{E} = -\frac{\partial \mathbf{B}} {\partial t}

\nabla \cdot \mathbf{E} = \rho

\nabla \times \mathbf{B} = \frac{\partial \mathbf{E}} {\partial t} + \mathbf{J}
As Equações de Maxwell: campo magnético gerado por campo elétrico que varia com o tempo e vice-versa
Física
História da Física
Filosofia da Física

A Física Teórica utiliza modelos matemáticos e conceitos físicos, juntos com técnicas de dedução como a lógica e a análise crítica com o objectivo de explicar de modo racional e prever os fenômenos físicos. É também o ramo da Física que tem por finalidade elaborar, aperfeiçoar e eventualmente corrigir uma determinada teoria física, transposta a uma linguagem matemática apropriada. A teoria assim formulada é alimentada por dados obtidos em experiências e, em contrapartida, oferece explicações para os dados existentes e prevê novos efeitos e fenómenos que possam ser testados experimentalmente, sendo assim submetida à falseabilidade.

Até ao Séc. XIX não existia realmente separação entre as físicas teórica e experimental. Em geral, os cientistas que se dedicavam à física faziam ou modelos matemáticos que permitiam entender os resultados das suas experiências, ou pequenas experiências que lhes permitiam corrigir os seus modelos matemáticos. É importante não esquecer que a física é uma ciência e por isso se baseia essencialmente na experiência. É por isso que apenas com a enorme sofisticação dos métodos matemáticos e laboratoriais que surge a partir do séc. XX e que obriga à especialização em uma ou outra destas áreas, que surge a necessidade de definir a física teórica.

Relação com a Física experimental e a Matemática

Ela forma junto com a Física Experimental, que utiliza em vez métodos de observação experimental, o todo da Física. No entanto estas duas não são partes independentes da Física, mas pelo contrário têm uma forte relação de interdependência e simbiose. Um modelo físico não têm interesse ou validade em física teórica se não explica e prevê resultados obtidos pela física experimental, mas também o resultado experimental necessita de um modelo teórico que o explique para ter o seu lugar na Física. Já que o objectivo primordial da Física é, tal como o da Física Teórica, explicar racionalmente e prever os fenómenos físicos. O progresso da Física surge assim desta simbiose: novas observações geram novas teorias, que por sua vez, através das suas previsões, geram novas experiências. A comprovação experimental de hipóteses teóricas constitui a base do método científico.

Os requerimentos fundamentais para a validade de uma teoria científica são, além da sua capacidade de explicação e previsão dos fenómenos físicos, já referidos acima, a consistência e o rigor matemático. Deste ponto de vista, a Física Teórica tem também com a Matemática uma relação de simbiose. Um muito bom exemplo disso é o densenvolvimento simultâneo do Cálculo Infinitesimal e da Mecânica Clássica, mas muitos outros exemplos existem.

Origem de novas teorias

Uma nova teoria física tanto pode surgir de observações experimentais que não são explicadas no âmbito das teorias anteriores, quanto do requerimento de rigor matemático e consistência ou da generalização de conceitos. Exemplo do primeiro é a Mecânica Quântica que surge a partir da explicação da radiação do corpo negro e do efeito fotoeléctrico por Max Planck e Albert Einstein, respectivamente. Exemplo do segundo são as duas teorias da Relatividade de Einstein que surgem da aplicação às leis de Maxwell do conceito de invariância das leis da Física em referenciais de inércia, no caso da Relatividade restrita, e da generalização deste conceito a referenciais acelerados, no caso da Relatividade geral. No entanto, independentemente de como surge, uma teoria física só está completa quando une ambos aspectos. Um bom (contra)exemplo disto é a chamada teoria de cordas, esta surge da necessidade teórica de unir de forma consistente a Mecânica Quântica e a Relatividade Geral. No entanto, no seu atual estado de desenvolvimento, ela não tem ainda capacidade de explicar ou prever nenhum fenómeno físico e não pode ser por isso considerada uma teoria física completa. É precisamente para isso que trabalham os cientistas que se dedicam a esta área da física.

Existem outros requerimentos normalmente impostos a uma teoria científica. Um dos mais importantes é a falseabilidade que está relacionada com a sua capacidade de prever fenômenos, e que implica também que nenhuma teoria física é definitiva (ver mais abaixo), já que é sempre possível que no futuro se encontre algum fenómeno que a refute. Outro é a simplicidade, que se enuncia usando a regra da navalha de Occam: "se há várias explicações igualmente válidas para um facto, então devemos escolher a mais simples". Este requerimento, que pode ser um ideal difícil de manter, é normalmente imposto a nível dos conceitos e não necessariamente ao nível dos métodos matemáticos utilizados. Mais informalmente os cientistas exigem também de uma teoria que esta seja bela. A beleza é obviamente um conceito subjectivo, e logo não científico, que tem no entanto na prática científica um valor importante. No entanto, este conceito está ligado de modo intuitivo aos requerimentos objectivos de rigor matemático, lógica e simplicidade. Uma teoria muito rebuscada, que parece desnecessariamente complicada, que recorra a excessivas hipóteses, etc., é em geral descartada, mesmo que tenha um bom poder de explicação e previsão dos fenómenos, prosseguindo-se na busca de uma teoria mais adequada.

Regime de validade

Um aspecto importante de uma teoria física é o seu regime de validade. Como já referimos acima, a falseabilidade é característica de qualquer teoria científica, o que implica que nenhuma teoria científica pode ser definitiva. Consideremos, por exemplo, a mecânica newtoniana. Esta é uma teoria física perfeita no sentido que obedece a todos os requerimentos acima mencionados. Ela explica todos os fenómenos mecânicos observados no nosso dia-à-dia, mas não explica fenómenos relativistas ou quânticos. Podemos dizer que a observação de fenómenos relativistas ou quânticos vem refutar as leis de Newton. No entanto os cientistas preferem, de modo mais pragmático, pensar que, pelo contrário, estes fenómenos estão fora do seu regime de validade. Seria impensável que cada vez que alguém quisera prever a trajectória de um projéctil, tivera que recorrer à teoria de cordas. Pelo contrário, continua-se com esse objectivo a utilizar a lei da queda livre de Galileu. Esta é válida sempre que a trajectória seja suficientemente curta para que se possa desprezar a curvatura da Terra, o projéctil suficentemente compacto para que se possa desprezar o atrito do ar, a dimensão deste suficientemente grande para que se possam desprezar os efeitos quânticos e por último a sua velocidade suficientemente baixa para que se possam desprezar os efeitos relativistas. Estas condições formuladas de modo quantitativamente rigoroso formam o regime de validade da lei da queda livre de Galileu. Esta lei é generalizada pelas leis de Newton e a sua lei da gravitação universal, que prescindem das duas primeiras condições, tendo um regime de validade muito maior. Por sua vez a Mecânica Quântica e a Relatividade Restrita vêm generalizar a mecânica newtoniana prescindindo também das outras duas condições, mas tendo estas por sua vez um regime de validade que se relaciona com a curvatura do espaço ser desprezável de acordo com a Relatividade Geral (que por sua vez só é válida se se desprezarem os efeitos quânticos). Deste modo pode-se dizer que se por um lado todas as teorias físicas têm um regime de validade, por outro lado, dentro deste regime, elas são definitivas, pelo menos desde que as leis do Universo permaneçam inalteradas. O que em nada contradiz o requerimento de falseabilidade. Pode-se ainda acrescentar que as novas teorias sendo mais abrangentes que as anteriores têm que ser compatíveis com estas, isto é têm de reduzir-se a estas dentro do seu regime de validade. Por exemplo, a Relatividade Geral reduz-se trivialmente à lei da gravitação universal de Newton ao desprezarem-se os efeitos relativistas. Outro exemplo menos trivial, é a redução da Mecânica Quântica à Mecânica Clássica. Isto sem desprezar as enormes mudanças conceptuais na nossa maneira de entender o Mundo Físico que as novas teorias vêm trazer.

Teorias da Física

Exemplos das principais teorias da física são a Teoria da relatividade de Albert Einstein e a Mecânica quântica, que são os dois principais pilares da Física Moderna. Da física clássica fazem parte a Mecânica Analítica, a Teoria Newtoniana da Gravitação Universal, a Óptica, a Teoria de Maxwell do Electromagnetismo, etc. Além disso existe ainda outras áreas associadas à Física teórica, como a Física estatística, a Teoria quântica de campos, o Modelo Padrão da Física de Partículas, ou a Cosmologia. No entanto a maior parte das áreas da física teórica não são específicas a esta, mas áreas da física com forte componente experimental, como por exemplo a Física de partículas, a Astrofísica ou a Física da Matéria Condensada.

História da Física Teórica

Foi na antiga Grécia que os primeiros estudos físicos foram realizados. Os fenómenos da natureza eram estudados pelos recém-surgidos "filósofos naturais" que tinham por objetivo racionalizar o mundo, deixando de lado os conceitos míticos e religiosos. Os filósofos pré-socráticos tentavam entender a Physis — o mundo natural. E assim Leucipo de Mileto, e seu aluno Demócrito de Abdera, formularam as primeiras hipóteses do que viria a ser a teoria atómica, no século V a.C. Segundo eles, o Universo era formado por átomos infinitos e indivisíveis, sólidos porém tão pequenos que não podem ser vistos, e estão em constante movimento no vácuo.

Outro pensador importante entre os pré-socráticos foi Pitágora, que contribuiu de modo decisivo à filosofia natural através sobretudo dos seus estudos da matemática. Pitágoras descobriu a relação entre o comprimento de uma corda vibrante e o tom que emite. À sua escola se deve também a ideia de que a Terra é esférica, os planetas se movem em diferentes velocidades em suas várias órbitas ao redor da Terra. Pela cuidadosa observação dos astros, surge a ideia de que há uma ordem que domina o Universo e que essa ordem se pode expressar através da matemática.

Aristóteles contribui também decisivamente à filosofia natural. Ele estabelece as primeiras ideias de movimento, a queda de corpos rígidos e geocentrismo. O seu pensamento é dominante na Física até ao final da Idade Média. É de realçar que muitas destas ideias não são necessariamente originadas por Aristóteles, mas é ele que as ordena e estabelece dentro de um edifício filosófico completo.

A Gravidade na Antiguidade era, por exemplo, explicada através do seguinte princípio: Os corpos tendem a voltar ao seu lugar natural. Acreditava-se que o mundo era formado por quatro elementos básicos: a terra, a água, o ar e o fogo. Quanto mais pesado ele fosse, mais terra ele era e consequentemente mais rápido ele cairia no chão. A água se espalha pelo chão porque seu lugar natural é a superfície da Terra. O ar tende a ficar em torno da Terra. O fogo pertence aos círculos superior, acima do ar e por isso as chamas se "dirigem" para cima. A Cosmologia ficou, até ao surgimento do heliocentrismo no Renascimento, definida pelo modelo geocentrismo|geocêntrico do universo estabelecido de forma completa por Ptolomeu no qual os planetas se moviam em pequenos círculos, chamados de epiciclos.

Arquimedes e a hidrostática Arquimedes é sem dúvida o maior físico da Antiguidade. A ele se devem muitos estudos importantes, dos quais se destacam a lei da Hidrostática.Existe uma lenda que conta que o rei de Siracusa desafiou Arquimedes a encontrar uma maneira de verificar, sem a estragar, se a coroa que o mesmo havia encomendado era de ouro maciço ou não. Arquimedes tomando banho reparou que a quantidade de água deslocada quando ele entrou na banheira era igual ao volume de seu corpo. Ao descobrir esta relação, vai ao palácio e mede a quantidade de água que transborda de uma bacia cheia de água quando nele mergulha o volume de um peso de ouro igual ao da coroa, de um peso de prata igual ao da coroa e por fim o da própria coroa. Como o volume de água da coroa foi intermédio ao dos dois pesos, ele calculou a proporção de prata que foi misturada com o ouro. Após essas experiências, Arquimedes formulou o seguinte princípio: todo corpo mergulhado em um fluido recebe pressão do fluido por todos os lados, e a resultante dessas pressões é um impulso de baixo para cima, igual ao peso do volume do fluido deslocado. Concluiu por isso que os corpos mais densos do que o fluido afundam e os menos densos flutuam.

Idade Média

A idade média foi um período em que muito pouco se evoluiu a nível da filosofia natural. Tomás de Aquino estabelece a síntese do cristianismo e da filosofia aristotélica. Nesta se inclui assim a explicação dos fenómenos naturais na visão de Aristóteles e seus sucessores. Em particular a Igreja adopta o modelo geocentrico de Ptolomeu como o seu modelo cosmológico.

Galileu e a revolução científica

O Renascimento trás no entanto uma verdadeira revolução nesta área. As ideias há muito tempo tidas como quase sagradas foram postas em causa. Surgem novas ideias e novos métodos. Nicolau Copérnico defende o heliocentrismo no seu livro "Das revoluções dos corpos celestes". A observações astronómicas muito rigorosas de Tycho Brahe, sugerem a Johannes Kepler o modelo de órbitas dos planetas elípticas. O heliocentrismo tem uma influência decisiva na evolução do pensamento humano ao retirar o Homem do centro do Universo, separa também definitivamente a ciência da religião. Galileu Galilei "o pai da ciência" moderna teve um papel decisivo na chamada revolução científica. Ele contribui decisivamente para a aceitação do heliocentrismo devido às primeiras observações astronômicas feitas com a ajuda do telescópio: descobre quatro dos satélites de Júpiter e as fases de Vénus e que a Via Láctea é formada por miríades de estrelas invisiveis a olho nu. Mas é sobretudo pelo estabelecimento definitivo do chamado método científico que Galileu contribui ao nascimento da física moderna. Utilizando este método ele revoluciona as leis do movimento. Ele estabelece, por exemplo, que todos os corpos sem atrito caem à mesma velocidade, e que é a resistência do ar que faz uma pena cair mais devagar e não uma propriedade inerente a esta. Estabelece também o conceito de inércia que seria incluido por Isaac Newton no seus Principia Mathematica como a primeira lei. Newton estende ampliamente as leis do movimento nesta obra e estabelece as teorias da mecânica clássica e da Gravitação Universal. Ele define a luz como constituida por partículas e a gravidade como uma força instantânea exercida à distância. Christiaan Huygens, opõe-se à teoria corpuscular da luz e é o primeiro a descrever a luz como uma onda. Newton é ainda junto com Leibniz, o fundador do cálculo infinitesimal.

Física Clássica

O trabalho de Newton é no séc. XVIII generalizado por Euler, Lagrange, Laplace e William Hamilton (já no séc. XIX) entre outros formando o edifício completo da Mecânica Clássica incluindo a Mecânica Celeste devida a Laplace.


Ver também

domingo, 28 de agosto de 2011

O QUE É ARTE?


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 
Pintura: Mona Lisa, de Da Vinci: uma das pinturas mais conhecidas.
Arte (Latim Ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a actividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores, dando um significado único e diferente para cada obra de arte.

 Definições

A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura. Pode ser separada ou não em arte rupestre, como é entendida hoje na civilização ocidental, do artesanato, da ciência, da religião e da técnica no sentido tecnológico.
Assim, entre os povos ditos primitivos, a arte, a religião e a ciência estavam juntas na figura do xamã, que era artista (músico, ator, poeta, etc.), sacerdote e médico. Originalmente, a arte poderia ser entendida como o produto ou processo em que o conhecimento é usado para realizar determinadas habilidades.
Este era o sentido que os gregos, na época clássica (século V a.C.), entendiam a arte: não existia a palavra arte no sentido que empregamos hoje, e sim "tekné", da qual originou-se a palavra "técnica" nas línguas neo-latinas. Para eles, havia a arte, ou técnica, de se fazer esculturas, pinturas, sapatos ou navios. Neste sentido, é a acepção ainda hoje usada no termo artes marciais.
No sentido moderno, também podemos incluir o termo arte como a atividade artística ou o produto da atividade artística. Tradicionalmente, o termo arte foi utilizado para se referir a qualquer perícia ou maestria, um conceito que terminou durante o período romântico, quando arte passou a ser visto como "uma faculdade especial da mente humana para ser classificada no meio da religião e da ciência".
A arte existe desde que há indícios do ser humano na Terra. Ao longo do tempo, a função da arte tem sido vista como um meio de espelhar nosso mundo (naturalismo), para decorar o dia-a-dia e para explicar e descrever a história e os diversos eus que existem dentro de um só ser (como pode ser visto na literatura) e para ajudar a explorar o mundo e o próprio homem. Estilo é a forma como a obra artística se mostra, enquanto que Estética é o ramo da Filosofia que explora a arte como fundamento.
Uma obra artística só se torna conhecida quando algo a faz ficar diante de um dos sentidos do ser humano. Os avanços tecnológicos contribuem de uma forma colossal para criar acessibilidade entre a pessoa que deseja desfrutar da arte e a própria arte. A pessoa e a obra se unem então, por diversos meios, como os rádios (para a música), os museus (para pinturas, esculturas e manuscritos), e a televisão, que talvez seja, entre esses itens citados, o que mais capacidade tem para levar a obra artística a um número grande de interessados, por utilizar diversos sentidos (visão, audição) e por utilizar também satélite. A própria Internet é fonte de transmissão entre a obra e o interessado, com sites (que distribuem E-books e por softwares especializados em conectar o computador do usuário a uma rede com diversos outros computadores.
Entretanto, exploradores, comerciantes, vendedores e artistas de público (palhaços, malabaristas, ator, etc.) também costumam apresentar ao público as obras, nos mais diversos lugares, de acordo com suas funções. A arqueologia transmite ideias de outras culturas; a fotografia é uma forma de arte e está acessível por todos os cantos do mundo; e também por almanaques, enciclopédias e volumes em geral é possível conhecer a arte e sua história. A arte está por todos os cantos, pois não se restringe apenas em uma escultura ou pintura, mas também em música, cinema e dança.
O ser que faz arte é definido como o artista. O artista faz arte segundo seus sentimentos, suas vontades, seu conhecimento, suas ideias, sua criatividade e sua imaginação, o que deixa claro que cada obra de arte é uma forma de interpretação da vida.
A inspiração seria o estado de consciência que o artista atinge, no qual vê a percepção, a razão e emoção encontram-se combinados de forma parte para realizar suas melhores obras. Seria o insight de algumas teorias da psicologia.

Escultura: Davi, de Michelangelo.
Ernst Gombrich, famoso historiador de arte, afirmou que nada existe realmente a que se possa dar o nome de Arte. Existem somente artistas.
Arte é um fenômeno cultural. Regras absolutas sobre arte não sobrevivem ao tempo, mas em cada época, diferentes grupos (ou cada indivíduo) escolhem como devem compreender esse fenômeno.

Fotografia

Teatro
Arte pode ser sinônimo de beleza, ou de uma beleza transcendente. Dessa forma, o termo passa a ter um caráter subjetivo, qualquer coisa pode ser chamada de arte, desde que alguém a considere assim, não precisando ser limitada à produção feita por um artista. Como foi mencionado, a tendência é considerar o termo arte apenas relacionado, diretamente, à produção das artes plásticas.
Os historiadores de arte buscam determinar os períodos que empregam certo estilo estético, denominando-os por 'movimentos artísticos'. A arte registra as ideias e os ideais das culturas e etnias, sendo assim, importante para a compreensão da história do Homem e do mundo.
Formas artísticas podem extrapolar a realidade, exagerar coisas aceitas ou simplesmente criar novas formas de se observar a realidade.
Em algumas sociedades, as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou. Geralmente consideram que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação. Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista. Outra maneira de se pensar sobre talento é como se fosse um dom individual do artista. Os povos judeus, cristãos e muçulmanos possuem esta visão sobre a arte.
Outras sociedades consideram que o trabalho artístico pertence à comunidade. O pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho. Nessa visão, a sociedade é um coletivo que produz a arte através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte, é visto com importância para sua concepção. Existem contradições quanto à honra ou ao gosto pela arte, indicando assim o tipo de moral que a sociedade exerce.
Também pode ser definida, mais genericamente, como o campo do conhecimento humano relacionado à criação e crítica de obras que evocam a vivência e interpretação sensorial, emocional e intelectual da vida em todos os seus aspectos.A verdadeira essencia da arte e a do artista poder transformar a realidade de acordo com seus ideais e pensamentos.

 Utilidade


Dança

Música: um organista.
Uma das características da arte é a dificuldade que se tem em conferir-lhe utilidade. Muitas vezes esta dificuldade em encontrar utilidade para a arte mascara preconceitos contra a arte e os artistas.
O que deve ser lembrado é que a arte não possui utilidade, no sentido pragmatista e imediatista de servir para um fim além dele mesmo. Assim, um quadro não "serve" para outra coisa, como um desenho técnico, como uma planta de engenharia, por exemplo, serve para que se construa uma máquina. Mas isso não quer dizer que a arte não tenha uma função.
A arte possui a função transcendente, ou seja, manchas de tinta sobre uma tela ou palavras escritas sobre um papel simbolizam estados de consciência humana, abrangendo percepção, emoção e razão (segundo Charles S. Peirce, fundador da semiótica). Essa seria a principal função da arte.
A arte também é usada por terapeutas, psicoterapeutas e psicólogos clínicos como terapia. Nise da Silveira foi uma importante psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung, que utilizou com sucesso em seus pacientes, a partir de 1944, a arte a partir da terapia ocupacional. Graças a este trabalho, fundou o Museu do Inconsciente, em 1952, no Rio de Janeiro.
Paul McCartney, ex-Beatle, diz que a música é capaz de curar. Ele afirmou que em uma de suas visitas a um hospital que realiza tratatamento de autistas, estes respondiam quando se dedilhava algo no violão. Sabe-se que as pessoas vítimas de autismo respondem muito pouco a estímulos externos, de acordo com o grau de autismo.
A arte pode trazer indícios sobre a vida, a História e os costumes de um povo, inclusive dos povos e nações já extintos. Assim, conhecemos várias civilizações por meio de sua arte, como a egípcia, grega antiga e muitas outras. A História da Arte é a disciplina que estuda as manifestações artísticas da humanidade através dos séculos.
Grafite e outros tipos de arte de rua são gráficos e imagens pintadas por spray. São vistos pelo público em paredes de edifícios, em ônibus, trens, pontes e, normalmente sem permissão do governo. Este tipo de arte faz parte de diversas culturas juvenis. Nos EUA, na cultura hip-hop, são comumemente usadas para a expressão de opiniões sobre política, e outras vezes trazem mensagens de paz, de amor e união.
A arte, como qualquer outra manifestação cultural humana, pode ser utilizada para a coesão social, reafirmando valores, ou os criticando, de acordo com a civilização.
Assim, a arte é utilizada como instrumento de moralização, doutrinação política e ideológica, assim como ferramenta na educação em vários campos do conhecimento, desde o ensino básico até o treinamento de funcionários em empresas. Segundo a sistematização de conhecimento artístico e fisiológico sobre o funcionamento do cérebro realizado por Betty Edwards, principalmente a partir de sua obra Desenhando com o lado direito do cérebro, as habilidades artísticas são regidas pelo lado direito do cérebro, e a lógica e outras habilidades ligadas à racionalidade são regidas pelo lado esquerdo. A utilização da arte como ferramenta pedagógica seria uma forma de utilizar os dois lados do cérebro, de forma complementar para um aprendizado mais eficaz.
As obras de arte também podem fazer críticas a uma sociedade. Les Misérables, de Victor Hugo, é um exemplo de obra literária que critica a sociedade francesa do início do século XIX. A obra do pintor espanhol Goya, Os fuzilamentos de 3 de maio é outro exemplo disso.
A interpretação da obra depende do observador. Portanto, inversamente a própria subjetividade da arte demonstra a sua importância no sentido de facilitar a troca e discussão de ideias rivais, ou para prestar um contexto social em que diferentes grupos de pessoas possam reunir e misturar-se.

 Formas, gêneros, mídias, e estilos

Uma forma de arte é uma forma específica de expressão artística para tomar, é um termo mais específico do que arte em geral, mas menos específico do gênero.
Alguns exemplos incluem:
  • Arquitectura
  • Artes cénicas
  • Arte digital
  • Arte-educação
  • Artes plásticas
  • Artes visuais
  • Banda desenhada
  • Cinema
  • Dança
  • Desenho
  • Escultura
  • Graffiti
  • Fotografia
  • Literatura (Poesia e Prosa)
  • Música
  • Pintura
  • Poesia
  • Teatro
As mídias (meios) para uma obra de arte ser construída são as mais diversas. Precisa-se de materiais propícios para ela ser realizada pelo artista. Assim, por exemplo, pedra e bronze são duas mídias capazes de construir uma obra de arte, como, no caso, uma escultura. A música e a poesia usam o som, a pintura usa tintas, telas, cores, óleo.

Detalhe da famosa pintura Mona Lisa, onde Leonardo da Vinci utilizou o sfumato, um tipo de material para dar sensação de forma, volume e profundidade. Repare os lábios e as bochechas.

Um estilo de arte digital, onde o material usado é completamente diferente do material que se usa para uma tela.
Um gênero artístico é o conjunto de convenções e estilos dentro de uma forma de arte e mídia. Por exemplo, o Cinema possui uma gama de gêneros: filmes ocidentais, filmes de horror, comédia, romance. É assim também na literatura. Na música, há centenas de gêneros musicais, que variam de região, cultura e etc., e vão desde rock, até Mpb. Na pintura, as correntes de artistas (como o Naturalismo), incluem paisagem ou cotidiano (ruas, pessoas em suas atividades diárias, etc.).
As estruturas compositivas de uma obra (arranjo de formas, cores, ritmo, texturas, e linhas) são as estruturas que expressarão as ideias e as emoções que a obra passar, segundo os olhos do espectador. Diante de um quadro, cada espectador terá uma sensação, de acordo com sua disposição, seus conhecimentos e seus gostos.
Imagine-se que você é um crítico de arte cuja missão consiste em comparar os significados que você encontra em uma ampla gama de diferentes trabalhos artísticos. Como você irá executar sua missão? Uma maneira de começar o trabalho é separar, por grupos, que tipo de mídia usa-se em cada trabalho artístico: é um vídeo?, é através do som?, é pela escrita?, e assim por diante. Os materiais de uma arte são tão importantes quanto a arte em si; um exemplo é uma escultura que foi realizada com bronze: ela não tem a mesma estética de uma escultura que fora realizada à pedra, embora a forma seja a mesma. Assim, outro exemplo é uma música que utiliza guitarras: o som desta música não será o mesmo de uma música que apenas utilize piano, embora a melodia continue sendo a mesma. Portanto, sendo um crítico de arte cuja missão é comparar os significados de cada obra artística, há um outro passo interessante: você pode analisar a forma como os materiais em cada obra tornaram-se a arte pronta. O sfumato, na Mona Lisa, deu um toque especial no rosto da figura pintada no quadro. Analisar como cada material é importante para a composição da obra, é uma forma de conhecer mais profundamente a obra.
Mas, no final, você iria concluir que a maioria das obras de arte não são um conjunto de materiais e mídias, e estética. Cada obra de arte é mais que isso, pois os materiais são utilizados de acordo com a técnica de cada artista e, no final, suas interpretações envolveriam também uma discussão sobre ideias e sentimentos que o trabalho artístico quis propor.

[editar] Arte: classe e valor


Pormenor da fachada do jardim de Versailles: influência por toda a Europa.

Aspecto de uma das galerias do Hermitage.
A arte é entendida por alguns como um pertence de apenas algumas classes sociais, principalmente das mais ricas. Esta definição exclui a classe inferior, em questão financeira. Nesse contexto, a arte é vista como uma atividade de classe superior associada à riqueza, a capacidade de venda e compra de arte, o lazer e o prazer para desfrutar de uma obra. Por exemplo, o Palácio de Versailles ou o Hermitage, em São Petersburgo, com sua vasta coleção de arte, acumuladas pela realeza da Europa exemplificam esta visão. Coletando tal arte é o de preservar o rico, ou de Governos e instituições.
Entretanto, tem havido um empurrão cultural na outra direção, pelo menos desde 1793, quando o Louvre, que tinha sido um palácio privado dos Reis de França, foi aberta ao público como museu de arte durante a Revolução Francesa. A maioria dos museus públicos modernos e arte programas educacionais para as crianças nas escolas pode ser rastreada até este impulso de mostrar a arte a todos. Nos Estados Unidos, há museus de todos os tipos: dos mais ricos, até os mais públicos, como acontece no Brasil, e em Portugal.
Há tentativas de criar arte que não podem ser compradas pelos ricos, como se fossem objeto de um estatuto. No final dos anos 1960 e 1970 foi justamente isto: criar arte que não podia ser comprada e/ou vendida. "É necessário apresentar algo mais do que meros objectos", disse que o grande artista pós-guerra alemão Joseph Beuys. Este período viu o surgimento de coisas como arte performática, vídeo arte e arte conceitual. A ideia era que, se o trabalho artístico foi um desempenho que iria deixar nada para trás, ou era simplesmente uma ideia, não podia ser comprada e vendida.
Muitas dessas performances de criar obras que são apenas compreendido pela elite, resultaram nas razões pelas quais uma ideia ou vídeo ou um aparente "pedaço de lixo" pode ser considerado arte.

[editar] História


Desenho em Lascaux, França: local famoso por sua arte rupestre.
  • O método formalista mais antigo, entende que a obra de arte se dá pelas formas e sua compreensão .
  • O método histórico entende que a obra de arte é um fato histórico, portanto reflexo e ação em um determinado contexto histórico.
  • O 'método sociológico entende a obra de acordo com o estudo da sociedade a qual ela pertence.
  • O método iconográfico entende a obra pelos ícones e símbolos que ela carrega.
Se formos analisar a arte ao longo da história, podemos começar pela Arte da Pré-História, que é o período onde se mostram as primeiras demonstrações de arte que se tem notícia na história humana. Retratavam animais, pessoas, e até sinais. Havia cenas de caçadas, de espécies extintas, e em diferentes regiões. Apesar do desenvolvimentos primitivo, podem-se distinguir diferentes estilos, como pontilhado (o contorno das figuras formado por pontos espaçados) ou de contorno contínuo (com uma linha contínua marcando o contorno das figuras). Apesar de serem vistas como mal-feitas e não-civilizadas, as figuras podem ser consideradas um exemplo de sofisticação e inovação para os recursos na época. Não existem muitos exemplos de arte-rupestre preservada, mas com certeza o mais famoso deles é o das cavernas de Lascaux, na França.
Se pularmos um bocado, chegaremos à Arte do Antigo Egipto, o palco para uma das mais interessantes descobertas do ser humano. A arte egípcia, à semelhança da arte grega, apreciava muito as cores. As estátuas, o interior dos templos e dos túmulos eram profusamente coloridos. Porém, a passagem do tempo fez com que se perdessem as cores originais que cobriam as superfícies dos objectos e das estruturas.

Catedral de Chartres - exemplo de Arquitetura gótica
.
Os criadores do legado egípcio chegam aos nossos dias anónimos, sendo que só em poucos casos se conhece efectivamente o nome do artista. Tão pouco se sabe sobre o seu carácter social e pessoal, que se crê talvez nem ter existido tal conceito no grupo artístico de então. Por regra, o artista egípcio não tem um sentido de individualidade da sua obra, ele efectua um trabalho consoante uma encomenda e requisições específicas e raramente assina o trabalho final. Também as limitações de criatividade impostas pelas normas estéticas, e as exigências funcionais de determinado empreendimento, reduzem o seu campo de actuação individual e, juntamente com o facto de ser considerado um executor da vontade divina, fazem do artista um elemento de um grupo anónimo que leva a cabo algo que o transcende.
As grandes tradições na arte têm um fundamento na arte de uma das grandes civilizações antigas: Antigo Egito, Mesopotâmia, Pérsia, Índia,China, Grécia Antiga, Roma, ou Arábia (antigo Iêmen e Omã). Cada um destes centros de início civilização desenvolveu um estilo único e característico de fazer arte. Dada a dimensão e duração dessas civilizações, mais das suas obras de arte têm sobrevivido e mais da sua influência foi transmitida a outras culturas e tempos mais tarde. O período da arte grega viu uma veneração da forma física humana eo desenvolvimento de competências equivalentes para mostrar musculatura, pose, beleza e anatomia em geral.

Retrato de Celso Lagar, uma pintura do Expressionismo, pintada por Amedeo Modigliani.
A arte gótica surgiu tempos depois, já na Arte pré-românica. Os monumentos construídos nessa época marcaram todo um modo especial de criar arquitetura e desenvolveu métodos preciosos e estilos definidos como sombrios e macabros.
A Arte Bizantina e a gótica da Idade Média ocidental, mostraram uma arte que centrou-se na expressão das verdades bíblicas e não na materialidade. Além disto, enfatizou métodos que mostram a glória em mundos celestes, utilizando o uso de ouro em pinturas, ou mosaicos.
A Renascença ocidental deu um retorno à valorização do mundo material, bem como o local de seres humanos, e mesmo essa mudança paradigmática é refletida nessa arte, o que mostra a corporalidade do corpo humano, bem como a realidade tridimensional da paisagem.

A pop art é completamente caracterizada como algo de humor e muito diferente da arte antiga, pois retrata, de maneira irônica, o que utilizamos nos dias de hoje, só que com outros tamanhos, ambientes e formas.
Os ocidentais do Iluminismo no século 18 faziam representações artísticas de modo físico e racional sobre o Universo, bem como visões de um mundo pós-monarquista, como a pintura que William Blake fez de um Newton divino. Isto reforçou a atenção ao lado emocional e à individualidade dos seres, exemplificados em muitos romances de Goethe. O século 19, em seguida, viu uma série de movimentos artísticos, tais como arte acadêmica, simbolismo, impressionismo, entre outros.
O aumento de interação global durante este tempo fez uma grande influência de outras culturas na arte ocidental, como Pablo Picasso sendo influenciado pela cultura da África. Do mesmo modo, o Ocidente tem tido enorme impacto sobre arte oriental no século XIX e no século XX, com ideias ocidentais originalmente como comunismo e Pós-Modernismo exercendo forte influência sobre estilos artísticos.
O Modernismo baseou-se na ideia de que as formas "tradicionais" das artes plásticas, literatura, design, organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassados, e que fazia-se fundamental deixá-los de lado e criar no lugar uma nova cultura. Esta constatação apoiou a ideia de re-examinar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as "marcas antigas" e substituí-las por novas formas, e possivelmente melhores, de se chegar ao "progresso". Em essência, o movimento moderno argumentava que as novas realidades do século XX eram permanentes e iminentes, e que as pessoas deveriam se adaptar as suas visões-de-mundo a fim de aceitar que o que era novo era também bom e belo. No modernismo, surgiu vários estilos, os mais destacados são Expressionismo, Simbolismo, Impressionismo, Realismo, Naturalismo, Cubismo e Futurismo, embora tenham sido desenvolvidos diversos outros.
Atualmente, na Arte Contemporânea (surgida na segunda metade do século XX e que se alonga até os dias atuais), encontramos, entre outros estilos secundários, a Pop Art.

 Características

A arte tende a facilitar a compreensão intuitiva, em vez de racional, e normalmente é, conscientemente, criada com esta intenção. As obras de arte são imperceptíveis, escapam de classificação, porque elas podem ser apreciadas por mais de uma interpretação.
Tradicionalmente, os maiores sucessos artísticos demonstram um alto nível de capacidade ou fluência dentro de outras obras, por isso se destacam.

 Habilidade


Uma escultura do Antigo Egito: Note que o artista precisou utilizar uma percepção da forma que iria fazer para a obra sair com o resultado de um rosto.
A arte pode utilizar a imagem para comover, emocionar, conscientizar; ou palavras profundas para se apaixonar por um certo poema ou livro. Basicamente, a arte é um ato de expressar nossos sentimentos, pensamentos e observações. Existe um entendimento de que é alcançado com o material, como resultado do tratamento, o que facilita o seu processo de entendimento.
A opinião comum diz que para se fazer uma arte que tenha como resultado uma obra de qualidade, é preciso uma especialização do artista, para ele alcançar um nível de conhecimento sobre a demonstração da capacidade técnica ou de uma originalidade na abordagem estilística. Notamos nas peças de Shakespeare uma profunda análise de psicologia sobre os personagens, como em Hamlet.
As críticas quanto à algumas obras, deve-se muitas vezes, segundo o crítico, à falta de habilidade ou capacidade necessária para a produção do objeto artístico. Habilidade e capacidade necessária para a produção do tal objeto são dois itens completamente importantes. No entanto, é importante definir que nem toda obra de arte vale através da arte. Vemos, como exemplo, a obra My Bed, da artista britânica Tracey Emin. A cama demonstra desorganização. A artista usou pouco ou nenhum reconhecido tradicional de conjunto de competências, embora tenha demonstrado uma nova habilidade (diferente do mais comum, que seria uma cama arrumada).
A montagem dos materiais de uma obra requer técnica e criatividade e também conhecimento. Um exemplo é um dramaturgo ter em mente que o material que usará para criar sua peça de teatro será a palavra e um aprofundamento sobre as personagens, o enredo e etc. Depois disto, basta usar toda sua criatividade e conhecimento para ir moldando o texto da peça.

 Estética

A beleza de uma obra torna-a mais destacada quando é comparada às outras. O material usado pelo artista e suas técnicas são o que tornam uma obra de arte bonita, com uma boa aparência. Entretanto, é importante destacar novamente a obra My Bed, de Tracey Emin, onde a cama não possui uma beleza comum, embora apresente uma situação.
A estética é fundamental numa obra de arte. Vemos como exemplo a arquitetura com seus edifícios majestosos, grandes, esbeltos, o que faz com que as pessoas admirem. Assim é também com um bom conto, em questão de literatura, e com uma boa pintura. Como já foi falado, o material usado é o que irá mostrar a beleza da arte.
É importante ter um estudo mais profundo sobre a estética. Conseguimos isso separando quais conceitos formam a estética, a começar pela beleza. A beleza é uma percepção individual caracterizada normalmente pelo que é agradável aos sentidos. Esta percepção depende do contexto e do universo cognitivo do indivíduo que a observa. O belo depende muito da sociedade e de suas crenças. Um exemplo disto é o quadro Abaporu, de Tarsila do Amaral. Para ela, a figura do quadro era um monstro e para a maioria das pessoas. Mas por quê? Será que por que não corresponde ao padrão de beleza da nossa sociedade? Na época de Leonardo da Vinci, as mulheres eram tidas bonitas quando eram rechonchudas. Exemplo disto é a Mona Lisa.
Outro aspecto da estética é o equilíbrio. O equilíbrio se encontra quando todos os elementos que compõe a imagem estão organizados de tal forma que nada é enfatizado, todos passando uma sensação de equilíbrio visual. O equilíbrio é mais utilizado nas pinturas. O que influencia o equilíbrio são as cores, as imagens, as superfícies, os tamanhos e as posições dos itens presentes na pintura, ou numa outra arte plástica. Reflita sobre um quadro cujo desenho seja um horizonte, o pôr do sol e um lindo mar refletindo a luz alaranjada do sol. No fundo do mar, há um enorme navio, quase ocupando todo o espaço do quadro. Esta figura, o navio, dá ou não dá equilíbrio à pintura como um todo? Se não, o que seria necessário fazer para dar mais equilíbrio? Por qual motivo a figura do navio é enorme?
Harmonia é relacionada à beleza, à proporção e também à ordem. Um exemplo, é a música: todos os ritmos precisam estar bem delineados, bem ordenados para que haja uma harmonia, uma beleza no som. Quanto ao design, podemos definir harmonia como efeito da composição de formas, não de maneira aleatória, mas de modo que contornos e enchimentos sejam bem definidos, variando segundo um grau de importância pré-estabelecido e se relacionando ao esquema geral da organização do objeto. Este objeto pode ser um quadro, um site, enfim, qualquer entidade que esteja sendo composta por partes (engrenagens) menores.
Na escultura e na arquitetura, a forma também é uma das coisas mais importantes. Nas esculturas de Michelangelo, ou nas de Rodin, como, por exemplo, Davi, notamos que é um ser ali esculpido e este ser possui um corpo. Portanto, a forma do corpo precisa ser bem definida, bem adquirida para que se assemelhe a um corpo humano. NO entanto, se o escultor for esculpir um monstro, como exemplo, é preciso haver a mesma coisa, embora ele tenha em mente um corpo totalmente diferente do comum.
O que define uma obra como esteticamente bonita e importante, além dos recursos que fora usado nela e de suas técnicas, é também seu valor, o que veremos a seguir.

 Valor

Uma outra característica da arte é o valor. Esta vem depois de sua realização pelo artista. É quando já está exposta ao público. Aqui, não é discutido especialmente a estética, e sim o valor relacionado a importância da obra, segundo a maioria. Podemos exemplificar esse raciocínio com a seguinte pergunta: por qual motivo o quadro Mona Lisa tem um grande valor? Ou até mesmo: por que as obras de Shakespeare são tão famosas e tidas como as melhores do mundo? E até: por que várias músicas do Beatles são tão prestigiadas?
Para começar, é importante relacionar quais elementos tornam uma obra de arte tão glamurosa. Quanto à Mona Lisa e as peças de Shakespear

O Pensador, de Rodin: o que a levou ter o valor que tem hoje?.
e, podemos notar algo semelhante: um elemento novo até então. Por exemplo: na Mona Lisa, há o sfumato. Nas peças mais famosas de Shakespeare, há técnicas ímpares para o teatro, como, p. exemplo, em Hamlet: o teatro no teatro. As músicas dos Beatles possuem ritmos e melodias pioneiros. Mas será que é apenas um elemento novo que faz uma obra ficar em destaque?
Além da distribuição e divulgação de uma obra, coisas que contribuem bastante para a sua fama, há também um outro item: a forma como a obra é criada e, assim, como ela sobrevive depois de anos. Este item é mais aplicado na literatura, onde diversos romances permanecem prestigiados mesmo depois de muito tempo escritos, por terem um valor social e emocional ainda muito presente no ser humano, como as peças de Shakespeare.
Além disto tudo, quando uma obra influencia outras por conter coisas novas e quando essa mesma obra possui aspectos que atraiam o espectador por algum motivo (seja motivacional, de reflexão, ou outro), ela então se torna valiosa pelos que gostaram.

 Ver também

  • Trattato della Pittura por Leonardo da Vinci

 Bibliografia

  • GOMBRICH, Ernst H. A história da arte; São Paulo: LTC. Editora, 2000; ISBN 85-216-1185-4
  • ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna.

Referências

  1. NOVA ESCOLA - PLANO DE AULA - Quem é o dono de uma obra de arte?
  2. http://masp.uol.com.br/

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Conflito na Serra Pelada - Sebastião Salgado

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"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

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