"Este Blog foi criado para aproximar aqueles que se sentem indignados ao presenciar a injustiça, ocorra ela em qualquer parte do planeta. Ele foi criado para aqueles
que acreditam que o conhecimento crítico e o combate a alienação é a libertação do homem e a transformação do mundo. Sinta-se indignado, proteste, lute,
liberte-se, liberte o outro, transforme o mundo..." Prof. Claudenir

Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

sábado, 21 de maio de 2011

TOLERÂNCIA RELIGIOSA

Nunca se falou tanto em tolerância religiosa como hoje. Há, decerto, uma razão para esse apreço do conceito, que reside em ser o tempo atual um período de extremos, qualificação que se justifica pelos seus paradoxos: paz e violência, tecnologia e miséria, crescimento econômico e injustiça social e etc. Por um lado aguça-se entre religiões e culturas a sensibilidade pela dignidade humana. O discurso sobre a inviolabilidade dos direitos humanos fundamentais pauta-se como imperativo para todos os povos. Por outro lado, a dignidade humana jamais esteve tão ameaçada, seja pelo armamento nuclear, pela fome, pela manipulação genética, pelos conflitos políticos, religiosos, étnicos, ou seja, por razões múltiplas. A realidade confirma, portanto, a atualidade da reflexão sobre a tolerância. Nesse debate uma questão crucial que se aborda é saber qual o limite da tolerância? Ou dito de outra maneira, é possível ser tolerante com o intolerável? Existe um meio-termo nessa história, uma terceira via que se tece para além da mera aceitação ou do recurso à violência? O limite da tolerância torna-se cada vez mais evidente. Tolerância não significa tolerar o intolerável, o que seria a própria negação da tolerância, sendo que esta consiste na aceitação mínima do diferente como tradução da coexistência pacífica. Se a tolerância não equivale a tolerar o intolerável, que via se lhe aponta, já que a utilização das mesmas armas da intolerância rejeitaria pelo oposto a própria tolerância? Em termos concretos, com que atitude enfrentar as ações do braço de terrorismo do fundamentalismo religioso e político? O recurso às armas da intolerância comprovou-se historicamente como gerador de mais violência. A ofensiva de Bush, em resposta às ações terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, não trouxe nenhuma resolução para a questão, pelo contrário, desencadeou um processo gradativo de violência e insegurança. O exercício da tolerância exige o difícil equilíbrio entre razão e emoção. Tarefa que se torna ainda mais desafiadora quando se está diante do impacto provocado pelo intolerável (11 de setembro de 2001, EUA; 11 de março de 2004, Espanha; julho de 2005, Inglaterra). Mas é exatamente nesse momento que a busca do consenso racional pode contribuir, evitando-se a traição pela emoção e, consequentemente, uma justificativa cuja lógica possui em sua estrutura a mesma forma de pensar fundamentalista: o império do bem contra o império do mal. Com que atitude, então, enfrentar o fundamentalismo? O caminho que se vislumbra racionalmente é o do diálogo incessante, do acordo justo e transparente e parece não haver outro meio sensato. Leonardo Boff, afirma em seu livro, Fundamentalismo: a globalização e o futuro da humanidade, ser necessário dialogar até a exaustão, negociar até o limite intransponível da razoabilidade, na esperança de que o fundamentalismo venha a reconhecer o outro e o seu direito de existência. Talvez essa estratégia possibilite romper as bases de sustentação de qualquer fundamentalismo, instaurando uma comunidade de povos. Embora rejeita-se por inteiro o método, a justificativa e a finalidade das violentas ações fundamentalistas, elas não deixam de indicar algo. Conforme o teólogo Hans Küng, elas apontam os débitos de uma Era Moderna muitas vezes individualista-libertinista que deveriam ser levados em conta quando se rejeita as soluções do fundamentalismo. Enzo Pace e Piero Stefani, no livro, Fundamentalismo religioso contemporâneo, argumentam que as ações fundamentalistas denunciam a fragilização do pacto social (...) e, por isso, [tornam-se] uma espécie de sinal de alarme que indica níveis baixos de solidariedade social e níveis totais de desconfiança no sistema político (...). Esses aspectos devem ser considerados ao se buscar uma razão para as ações intolerantes decorrentes dos fundamentalismos. A terceira via, o como enfrentar o intolerável se constrói pela sensibilização pacífica, através de protestos e outras atitudes e, sobretudo, pela busca incessante de diálogo como tentativa de encontrar um meio-termo para os extremos. O exemplo de Jesus ao convidar seus discípulos para baixar a espada é inspirador. Contudo, além da atitude democrática e tolerante, é necessário também que sejam suprimidas as condições que fazem surgir as atitudes intolerantes, principalmente, aquelas originárias do fundamentalismo. Do contrário, também a tolerância será insuficiente.


Dicas de leitura:BOFF, Leonardo, Fundamentalismo: a globaliza


ção e o futuro da humanidade. Rio de Janeiro: Sextante, 2002. LIBANIO, João Batista, A arte de formar-se. São Paulo: Loyola, 2001.

1º DE MAIO - DIA DE LUTA

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Conflito na Serra Pelada - Sebastião Salgado

DIA DAS MÃES - UM GRANDE DIA

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08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

PENSAMENTO VIVO

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

A Terra em 100 Anos

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A FORMAÇÃO DA TERRA

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O UNIVERSO MACROSCOPICO E O MICROSCOPICO

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O Universo que existe em você, e você que existe no universo

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LOVE IS LOVE

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Reflita sobre o mundo

Simone de Beauvoir

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Pense sobre o mundo