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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

sábado, 9 de abril de 2011

ÔNIBUS ESPACIAL

Ficheiro:NASA Space Shuttle Atlantis landing (STS-110) (19 April 2002).jpgUm ônibus espacial  (em inglês: space shuttle) é o veículo parcialmente reutilizável usado pela NASA como veículo lançador e nave para suas missões tripuladas. Ele tornou-se o sucessor da nave Apollo usada durante o Projeto Apollo. O ônibus voou pela primeira vez em 1981.

História

O projeto de construção de veículos espaciais reutilizáveis remonta a 1975, quando foram feitos os primeiros testes de um protótipo acoplado a um avião Boeing 747 adaptado a testes de vôo a grande altura. O objectivo foi testar a aerodinâmica e a manobrabilidade do Ônibus Espacial.

Foram construídas cinco naves deste tipo, chamadas Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, que foram usadas em diversas missões no espaço. Destas apenas a Discovery, a Atlantis e a Endeavour ainda existem, já que as outras acabaram destruídas em acidentes que se tornaram tragédias da história da exploração espacial.

Ainda foram construídas mais duas naves, uma chamada Enterprise, usada apenas para testes de aterragem, mas sem capacidade de entrar em órbita, e a outra chamada Pathfinder, um simulador usado para treino dos astronautas.

Ainda devemos citar os dois veículos reutilizáveis da URSS, chamados Buran e Ptichka. Destes apenas o Buran chegou a voar, em 1988, em uma missão não tripulada. Ambas as naves foram desmontadas em novembro de 1995 após o abandono do projeto.

 

Estrutura

 
O ônibus Espacial é constituído por três partes: o veículo reutilizável, um tanque externo e dois foguetes propulsores de combustível sólido. O ônibus Espacial é operado por motores traseiros e 44 mini-jatos de controle de órbita. A decolagem é feita na vertical, auxiliada pelos foguetes e aterra como avião (em uma pista convencional).
O veículo reutilizável possui asas em formato delta largo. É composto por uma estrutura de alumínio, sendo coberto/revestido por uma superfície de isolamento reutilizável , em formas de placas cerâmicas adensadas , cor preto , estas placas resistem aos 2.500 graus celsius da reentrada e são peças únicas projetadas uma à uma , individualmente por computador e coladas manualmente com um adesivo térmico especial ao corpo da espaçonave , em especial no Nariz e Bordos de ataque das asas e leme. O nariz, parte das asas e toda a parte inferior da nave estão cobertos por pequenas peças de cerâmica, a fim de resistir à elevada temperatura gerada através do atrito com a atmosfera quando o veículo regressa à Terra. Estas peças são numeradas, colocadas manualmente, e não existem duas peças iguais. Os 49 foguetes da nave possuem diferentes funções. Entre as principais funções estão a de descolagem, controle de reentrada e controle de rota.
 
Ônibus Espacial Columbia na torre de lançamento
 

Discovery em órbita.

 

 

A energia elétrica da nave é fornecida por células de combustível que produzem, como subproduto da operação , água potável , que é aproveitada pela tripulação porém seu excedente é descartado no espaço , saindo imediatamente como gelo quando em sombra ou vaporizando-se se em contato com a luz do Sol no espaço . A parte central da nave possui um compartimento de carga, capaz de levar ao espaço até quatro satélites. Esta estrutura está adaptada a transportar o laboratório Spacelab, assim como seu resgate de volta ao planeta. Um braço mecânico, chamado Remote Manipnulator System, de construção Canadense é operado pelos tripulantes na cabine de controle. Esse sistema é responsável em colocar os carregamentos em operação para fora do ônibus .

A parte frontal da nave possui o alojamento da tripulação e a cabine de comando. Esta área do ônibus espacial é semelhante às cabines dos aviões convencionais, porém, algumas características diferenciam os comandos de vôo espacial e vôo aéreo. A parte anterior do convés têm quatro estações de serviço, como o controle do sistema de manipulação à distância. O compartimento de carga tem seu ar retirado quando é necessário aos astronautas realizarem alguma actividade fora da nave. A entrada dos tripulantes na nave é através de uma escotilha, localizada na frente da nave, no alojamento da tripulação.

 

 

Tanque externo de combustível liberado no espaço pelo Atlantis.

O tanque externo possui os mesmos propelentes utilizados pelos propulsores principais. Sua estrutura externa protege três tanques internos. Na parte frontal, um tanque contém oxigênio líquido sob pressão. Outro tanque interno contém a maioria dos equipamentos electrônicos, e um tanque traseiro comporta hidrogênio líquido sob pressão. As paredes do tanque externo são formadas por uma liga de alumínio, com 5,23 centímetros de espessura. Os propelentes são liberados para os sistemas principais de propulsão da nave, através da pressão do gás libertado pela própria combustão. Tal procedimento é feito de forma controlada.

Os 2 foguetes propulsores principais , dispostos lateralmente ao tanque fornecem a maior parte do impulso de lançamento. O propulsor é formado por quatro unidades tubulares de aço. Na parte frontal do foguete há uma cápsula em forma de ogiva que contém 4 pára-quedas, que são acionados em dois estágios para que ele caia no mar sem ser danificado para que possa ser reutilizado. A parte inferior do foguete tem um bico dirigível. O propulsor também é formado por oito pequenos foguetes, responsáveis pela separação deste do veículo espacial. Cada propulsor contém combustível sólido, que é acionado por um pequeno foguete motor. As chamas do foguete passam pelo interior do propulsor, atingindo o máximo impulso em menos de meio segundo.

Os ônibus espaciais são exclusivamente de trajetória orbital, ao contrário das naves Apollo e das naves Orion, já que suas limitações de vôo os impedem de sair da órbita terrestre baixa ; assim sendo , seria impossível por exemplo , que eles - os ônibus espaciais , viajassem até a lua.

Lançamento

O lançamento feito da mesma maneira que os foguetes: numa plataforma móvel, com o veículo na posição vertical preso ao tanque de combustível líquido central (hidrogênio e oxigênio líquidos ), que por sua vez é preso aos dois foguetes laterais. No momento do lançamento, os sistemas de propulsão do veículo exercem um impulso de aproximadamente 30.800.000 Newton. A maioria da "fumaça" liberada no lançamento, é na verdade vapor d'água, uma vez que sob a base do foguete, existe um grande volume de água, como uma piscina que é responsável pela absorção do calor na plataforma, água esta que se evapora rapidamente durante o lançamento, dando a impressão de ser fumaça. Este valor de 30.800.000 newtons equivale a soma do impulso de decolagem de 30 aviões do modelo Jumbo/Boeing 747. Quando o ônibus espacial atinge 45km de altitude, os 2 foguetes propulsores se separam do tanque principal central cor laranja e pousam no mar - primeiramente com a abertura de um para-quedas para em seguida e próximo ao mar, totalizar a abertura de 3 para-quedas cada foguete, pousando com relativa suavidade para em seguida serem recuperados por navios que os rebocam de volta à base através de longos cabos. Já o tanque central - elemento cor laranja de pouco mais de 700 toneladas, ao chegar a 110km da superfície, quando o combustível deste se esgota; acaba, este tanque externo, separa-se da nave, sendo descartado - ele é o único elemento que não é reutilizável em cada missão, pois destróe-se completamente na operação de reentrada na atmosfera, sendo necessário a construção de um novo tanque para cada lançamento do ônibus, já que a estrutura toda deste tanque acaba se desintegrando ao reentrar na atmosfera. Um dado notável é leveza deste tanque, apesar das quase 700 toneladas, este pode ser considerado leve pois tem uma espessura de parede menor do que 2 centímetros! Sendo feito em alumínio, com soldas robóticas de altíssima precisão, foi alvo de muita pesquisa pela NASA, visando a redução de seu peso, para uma maior economia no lançamento.

Peso comparativo do Ônibus Espacial : 99 toneladas em média (variando conforme modelo , sendo o Endeavour mais leve )- peso considerado durante o retorno (sem tanque e sem os 2 foguetes). Contribuição - Arq.Fernando Butinholle ; IGCE Rio Claro 1994 (SP) - instituto de Geociências e Ciências Exatas , Unesp , Rio Claro.Brasil.

Os sistemas de manobras orbitais encarregam-se de colocar o ônibus espacial em órbita. No espaço, o veículo está apto a realizar diversas missões. O transporte de satélites e sondas espaciais, a reparação ou resgate de artefatos que estão em órbita e a realizações de pesquisas científicas são as principais funções do Space Shuttle- ônibus espacial.

Diferenças entre os Ônibus Espaciais ( ou Vaivéns-Termo utilizado em Portugal)

Nas fotos, pouca diferença.

 

Estatisticas de Vôo

vaivém

Dias de vôo Orbitas Distancia
-mi-
Distancia
-km-
Vôo Viagem mais longa
-dias-
Passageiros EVAs Acções na Mir/ISS Satélites
Lançados
Columbia 300.74 4,808 125,204,911 201,497,772 28 17.66 160 7 0 / 0 8
Challenger 62.41 995 25,803,940 41,527,416 10 8.23 60 6 0 / 0 10
Discovery 255.84 4,027 104,510,673 168,157,672 34 13.89 192 28 1 / 5 26
Atlantis 220.40 3,468 89,908,732 144,694,078 29 12.89 161 21 7 / 6 14
Endeavour 206.60 3,259 85,072,077 136,910,237 21 13.86 130 29 1 / 6 3
Total 1,045.99 16,557 430,500,333 692,787,174 114 *17.66 703 91 9 / 17 61

NASA logo.svg

 

Outros países pensaram em algo parecido, como a ESA, a agência espacial europeia, que idealizou o Hermes (que não vingou) e a URSS, que construiu o Buran, cujo projeto parou por falta de verbas. O Japão também havia pensado em algo, mas parou na prancheta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VEJA AS FOTOS ABAIXO

 

Reuters / Ônibus espacial Atlantis foi lançado do Cabo Canaveral, no estado americano da Flórida

 

 

 

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"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

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