"Este Blog foi criado para aproximar aqueles que se sentem indignados ao presenciar a injustiça, ocorra ela em qualquer parte do planeta. Ele foi criado para aqueles
que acreditam que o conhecimento crítico e o combate a alienação é a libertação do homem e a transformação do mundo. Sinta-se indignado, proteste, lute,
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Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

sábado, 9 de abril de 2011

ÔNIBUS ESPACIAL

Ficheiro:NASA Space Shuttle Atlantis landing (STS-110) (19 April 2002).jpgUm ônibus espacial  (em inglês: space shuttle) é o veículo parcialmente reutilizável usado pela NASA como veículo lançador e nave para suas missões tripuladas. Ele tornou-se o sucessor da nave Apollo usada durante o Projeto Apollo. O ônibus voou pela primeira vez em 1981.

História

O projeto de construção de veículos espaciais reutilizáveis remonta a 1975, quando foram feitos os primeiros testes de um protótipo acoplado a um avião Boeing 747 adaptado a testes de vôo a grande altura. O objectivo foi testar a aerodinâmica e a manobrabilidade do Ônibus Espacial.

Foram construídas cinco naves deste tipo, chamadas Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour, que foram usadas em diversas missões no espaço. Destas apenas a Discovery, a Atlantis e a Endeavour ainda existem, já que as outras acabaram destruídas em acidentes que se tornaram tragédias da história da exploração espacial.

Ainda foram construídas mais duas naves, uma chamada Enterprise, usada apenas para testes de aterragem, mas sem capacidade de entrar em órbita, e a outra chamada Pathfinder, um simulador usado para treino dos astronautas.

Ainda devemos citar os dois veículos reutilizáveis da URSS, chamados Buran e Ptichka. Destes apenas o Buran chegou a voar, em 1988, em uma missão não tripulada. Ambas as naves foram desmontadas em novembro de 1995 após o abandono do projeto.

 

Estrutura

 
O ônibus Espacial é constituído por três partes: o veículo reutilizável, um tanque externo e dois foguetes propulsores de combustível sólido. O ônibus Espacial é operado por motores traseiros e 44 mini-jatos de controle de órbita. A decolagem é feita na vertical, auxiliada pelos foguetes e aterra como avião (em uma pista convencional).
O veículo reutilizável possui asas em formato delta largo. É composto por uma estrutura de alumínio, sendo coberto/revestido por uma superfície de isolamento reutilizável , em formas de placas cerâmicas adensadas , cor preto , estas placas resistem aos 2.500 graus celsius da reentrada e são peças únicas projetadas uma à uma , individualmente por computador e coladas manualmente com um adesivo térmico especial ao corpo da espaçonave , em especial no Nariz e Bordos de ataque das asas e leme. O nariz, parte das asas e toda a parte inferior da nave estão cobertos por pequenas peças de cerâmica, a fim de resistir à elevada temperatura gerada através do atrito com a atmosfera quando o veículo regressa à Terra. Estas peças são numeradas, colocadas manualmente, e não existem duas peças iguais. Os 49 foguetes da nave possuem diferentes funções. Entre as principais funções estão a de descolagem, controle de reentrada e controle de rota.
 
Ônibus Espacial Columbia na torre de lançamento
 

Discovery em órbita.

 

 

A energia elétrica da nave é fornecida por células de combustível que produzem, como subproduto da operação , água potável , que é aproveitada pela tripulação porém seu excedente é descartado no espaço , saindo imediatamente como gelo quando em sombra ou vaporizando-se se em contato com a luz do Sol no espaço . A parte central da nave possui um compartimento de carga, capaz de levar ao espaço até quatro satélites. Esta estrutura está adaptada a transportar o laboratório Spacelab, assim como seu resgate de volta ao planeta. Um braço mecânico, chamado Remote Manipnulator System, de construção Canadense é operado pelos tripulantes na cabine de controle. Esse sistema é responsável em colocar os carregamentos em operação para fora do ônibus .

A parte frontal da nave possui o alojamento da tripulação e a cabine de comando. Esta área do ônibus espacial é semelhante às cabines dos aviões convencionais, porém, algumas características diferenciam os comandos de vôo espacial e vôo aéreo. A parte anterior do convés têm quatro estações de serviço, como o controle do sistema de manipulação à distância. O compartimento de carga tem seu ar retirado quando é necessário aos astronautas realizarem alguma actividade fora da nave. A entrada dos tripulantes na nave é através de uma escotilha, localizada na frente da nave, no alojamento da tripulação.

 

 

Tanque externo de combustível liberado no espaço pelo Atlantis.

O tanque externo possui os mesmos propelentes utilizados pelos propulsores principais. Sua estrutura externa protege três tanques internos. Na parte frontal, um tanque contém oxigênio líquido sob pressão. Outro tanque interno contém a maioria dos equipamentos electrônicos, e um tanque traseiro comporta hidrogênio líquido sob pressão. As paredes do tanque externo são formadas por uma liga de alumínio, com 5,23 centímetros de espessura. Os propelentes são liberados para os sistemas principais de propulsão da nave, através da pressão do gás libertado pela própria combustão. Tal procedimento é feito de forma controlada.

Os 2 foguetes propulsores principais , dispostos lateralmente ao tanque fornecem a maior parte do impulso de lançamento. O propulsor é formado por quatro unidades tubulares de aço. Na parte frontal do foguete há uma cápsula em forma de ogiva que contém 4 pára-quedas, que são acionados em dois estágios para que ele caia no mar sem ser danificado para que possa ser reutilizado. A parte inferior do foguete tem um bico dirigível. O propulsor também é formado por oito pequenos foguetes, responsáveis pela separação deste do veículo espacial. Cada propulsor contém combustível sólido, que é acionado por um pequeno foguete motor. As chamas do foguete passam pelo interior do propulsor, atingindo o máximo impulso em menos de meio segundo.

Os ônibus espaciais são exclusivamente de trajetória orbital, ao contrário das naves Apollo e das naves Orion, já que suas limitações de vôo os impedem de sair da órbita terrestre baixa ; assim sendo , seria impossível por exemplo , que eles - os ônibus espaciais , viajassem até a lua.

Lançamento

O lançamento feito da mesma maneira que os foguetes: numa plataforma móvel, com o veículo na posição vertical preso ao tanque de combustível líquido central (hidrogênio e oxigênio líquidos ), que por sua vez é preso aos dois foguetes laterais. No momento do lançamento, os sistemas de propulsão do veículo exercem um impulso de aproximadamente 30.800.000 Newton. A maioria da "fumaça" liberada no lançamento, é na verdade vapor d'água, uma vez que sob a base do foguete, existe um grande volume de água, como uma piscina que é responsável pela absorção do calor na plataforma, água esta que se evapora rapidamente durante o lançamento, dando a impressão de ser fumaça. Este valor de 30.800.000 newtons equivale a soma do impulso de decolagem de 30 aviões do modelo Jumbo/Boeing 747. Quando o ônibus espacial atinge 45km de altitude, os 2 foguetes propulsores se separam do tanque principal central cor laranja e pousam no mar - primeiramente com a abertura de um para-quedas para em seguida e próximo ao mar, totalizar a abertura de 3 para-quedas cada foguete, pousando com relativa suavidade para em seguida serem recuperados por navios que os rebocam de volta à base através de longos cabos. Já o tanque central - elemento cor laranja de pouco mais de 700 toneladas, ao chegar a 110km da superfície, quando o combustível deste se esgota; acaba, este tanque externo, separa-se da nave, sendo descartado - ele é o único elemento que não é reutilizável em cada missão, pois destróe-se completamente na operação de reentrada na atmosfera, sendo necessário a construção de um novo tanque para cada lançamento do ônibus, já que a estrutura toda deste tanque acaba se desintegrando ao reentrar na atmosfera. Um dado notável é leveza deste tanque, apesar das quase 700 toneladas, este pode ser considerado leve pois tem uma espessura de parede menor do que 2 centímetros! Sendo feito em alumínio, com soldas robóticas de altíssima precisão, foi alvo de muita pesquisa pela NASA, visando a redução de seu peso, para uma maior economia no lançamento.

Peso comparativo do Ônibus Espacial : 99 toneladas em média (variando conforme modelo , sendo o Endeavour mais leve )- peso considerado durante o retorno (sem tanque e sem os 2 foguetes). Contribuição - Arq.Fernando Butinholle ; IGCE Rio Claro 1994 (SP) - instituto de Geociências e Ciências Exatas , Unesp , Rio Claro.Brasil.

Os sistemas de manobras orbitais encarregam-se de colocar o ônibus espacial em órbita. No espaço, o veículo está apto a realizar diversas missões. O transporte de satélites e sondas espaciais, a reparação ou resgate de artefatos que estão em órbita e a realizações de pesquisas científicas são as principais funções do Space Shuttle- ônibus espacial.

Diferenças entre os Ônibus Espaciais ( ou Vaivéns-Termo utilizado em Portugal)

Nas fotos, pouca diferença.

 

Estatisticas de Vôo

vaivém

Dias de vôo Orbitas Distancia
-mi-
Distancia
-km-
Vôo Viagem mais longa
-dias-
Passageiros EVAs Acções na Mir/ISS Satélites
Lançados
Columbia 300.74 4,808 125,204,911 201,497,772 28 17.66 160 7 0 / 0 8
Challenger 62.41 995 25,803,940 41,527,416 10 8.23 60 6 0 / 0 10
Discovery 255.84 4,027 104,510,673 168,157,672 34 13.89 192 28 1 / 5 26
Atlantis 220.40 3,468 89,908,732 144,694,078 29 12.89 161 21 7 / 6 14
Endeavour 206.60 3,259 85,072,077 136,910,237 21 13.86 130 29 1 / 6 3
Total 1,045.99 16,557 430,500,333 692,787,174 114 *17.66 703 91 9 / 17 61

NASA logo.svg

 

Outros países pensaram em algo parecido, como a ESA, a agência espacial europeia, que idealizou o Hermes (que não vingou) e a URSS, que construiu o Buran, cujo projeto parou por falta de verbas. O Japão também havia pensado em algo, mas parou na prancheta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VEJA AS FOTOS ABAIXO

 

Reuters / Ônibus espacial Atlantis foi lançado do Cabo Canaveral, no estado americano da Flórida

 

 

 

O CONFLITO NORTE E SUL

cop_15Emissão de CO2 no mundo cai; líderes discutirão pacto
A recessão deve causar a mais profunda queda nas emissões de gases do efeito estufa em 40 anos, segundo uma estimativa divulgada nesta segunda feira, enquanto líderes mundiais seguem rumo a Nova York para tentar romper o impasse sobre a formatação de um novo pacto climático global.
As emissões em todo o mundo de dióxido de carbono, principal gás resultante da ação humana causador do efeito estufa, vão cair cerca de 2,6% em 2009, como resultado da queda da atividade industrial em todo o mundo, informou nesta segunda-feira a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
O mundo tem de aproveitar essa queda para conduzir uma luta global contra as mudanças climáticas em vez de permitir que as emissões cresçam novamente, como aconteceu em recessões anteriores, disse Fatih Birol, economista-chefe do IEA, em entrevista à Reuters.
"Esta queda nas emissões e em investimentos em combustíveis fósseis somente terá significado com um acordo em Copenhague, que envie um sinal para investidores na direção do baixo teor de carbono," disse ele, referindo-se à cúpula da ONU em dezembro na capita da Dinamarca.
As negociações estão estancadas na questão da divisão entre países ricos e pobres do quanto de emissões cada parte terá de reduzir até 2020 e, também, em como arrecadar talvez 100 bilhões de dólares por ano para ajudar as nações pobres a combaterem o aquecimento e se adaptarem às consequências das mudanças climáticas, como a elevação das marés e a desertificação.
Alguns especialistas expressaram dúvidas de que a recessão e a queda da produção industriam possam levar a um desenvolvimento mais sustentável.
As emissões de carbono dos EUA vão diminuir 6% este ano, informou a IEA duas semanas atrás, e as da Europa vão cair entre 4 e 5%, disse à Reuters o analista Mark Lewis, da Deutsche.
Em contrapartida, as emissões de carbono e a produção industrial estão crescendo nos países em desenvolvimento, especialmente no maior emissor mundial de carbono, a China, mas o total do planeta vai se reduzir de modo geral, de acordo com a IEA.
2963China e EUA
A China e os EUA, principais emissores, responsáveis por mais de 40 por cento do total mundial.
O presidente chinês, Hu Jintao, deve apresentar na cúpula planos para o enfrentamento do aquecimento global. A especulação é de que ele definirá metas para contenção da "intensidade do carbono" .
Migração e xenofobia
No final do século XIX e começo do século XX, muitos imigrantes italianos vieram para o Brasil, também em busca de uma vida melhor. Essa situação mudou. Agora é a Itália que recebe imigrantes de outras partes do mundo.
Os movimentos populacionais da globalização mudaram de direção: realizam-se de países subdesenvolvidos para países desenvolvidos. A grande distância econômica que separa os dois grupos de países fez surgir esse novo tipo de migração internacional.
Além disso, os conflitos étnicos, religiosos e políticos da última década deslocaram compulsoriamente milhares de pessoas de sua pátria.
Podemos distinguir, entre os movimentos migratórios, duas categorias principais: as migrações por motivos econômicos e as migrações por motivos políticos, que compreendem os refugiados e os perseguidos políticos.
i112676Migrações por motivos econômicos
Os Estados Unidos e os países da União Europeia são os "paraísos" mais procurados pelos imigrantes da globalização. Para a União Europeia convergem populações da Europa oriental, do Norte da África e, principalmente, da Ásia, sendo a Turquia a maior fornecedora de imigrantes para a Europa ocidental.
Como esses países possuem severas leis que regulamentam a imigração, suas fronteiras são fortemente vigiadas e, muitas vezes, acontecem confrontos entre policiais e imigrantes ilegais. Duas importantes fronteiras geopolíticas destacam-se no mundo atual: a fronteira México - Estados Unidos e as cidades espanholas de Ceuta e Melilla, na costa do Marrocos.
A fronteira entre México e EUA é um constante foco de tensão entre os dois países, em virtude do grande número de pessoas procedentes de vários países latino-americanos que procuram entrar nos Estados Unidos clandestinamente.
Os Estados Unidos construíram uma cerca severamente monitorada por policiais na fronteira com o México. Os 3 200 km de fronteira sempre foram um foco de tensão entre os dois países. A Espanha já cogitou fazer algo semelhante em Ceuta.
O movimento de população já foi mais intenso entre os países da União Europeia. Entretanto os benefícios concedidos a países membros de economia mais fraca têm ajudado a diminuir os movimentos no interior dessa comunidade.
HISPÂNICOS NOS EUA
Em 1990, os Estados Unidos tinham 148.709.873 habitantes, dós quais 9% eram hispânicos. Hoje, o percentual é de 12,5%.
O aumento expressivo da população hispânica dos Estados Unidos, nos últimos anos, não significa essa contingente esteja integrado na sociedade americana. Uma prova disso é que não são considerados brancos no censo demográfico, Os "não brancos" de origem hispânica, ou melhor, da América Latina, vivem segregados, formando "colônias", conforme as nacionalidades, nas maiores cidades do país. Mexicanos, cubanos, colombianos, porto-riquenhos e outros nativos de vários países da América Central são todos hispânicos para o censo americano.
Entretanto, cada um tem seu perfil definido pela polícia americana: os colombianos são acusados dê tráfico de drogas e quase todos os outros, juntamente com os negros, são tidos como suspeitos de crimes.
tio_samProblemas da imigração
Os imigrantes que conseguem entrar nos países mais ricos enfrentam inúmeros problemas. Geralmente em condições ilegais, fazem trabalhos que os habitantes locais não se dignam a fazer.
A imigração ilegal ocasiona outro grave problema: o tráfico de imigrantes. Esse é um negócio lucrativo e que está crescendo cada vez mais. A prática é comum em países da América Latina, inclusive no Brasil. No entanto é mais ativa no Leste europeu e no Norte da África, onde há um grande número de pessoas que pretendem ingressar na União Europeia.
O imigrante enfrenta, ainda, a intolerância, o racismo e a discriminação.

A xenofobia e a intolerância
O ódio ao estrangeiro, ou xenofobia, e o racismo crescem rapidamente no mundo globalizado. A concorrência no mercado de trabalho tem sido a principal causa da discriminação de imigrantes nos países ricos. Mas não é a única.
Grupos extremistas unem a xenofobia à intolerância contra as minorias (negros e homossexuais) e praticam atos de extrema violência. É o caso dos skinheads, organização neonazista que age sobretudo na Alemanha.

Fuga de cérebros
Os países desenvolvidos disputam os melhores cientistas e pesquisadores para suas áreas de tecnologia de ponta. O Brasil, embora subdesenvolvido, conta com bons profissionais e instituições para o desenvolvimento de novas tecnologias, na área da agricultura, da saúde, da informática, etc. Outros países, como índia, Argentina e Chile, estão na mesma situação.
Muitos desses profissionais são cobiçados por países ricos e tentados por ofertas compensadoras de salário. Outros buscam apenas um maior aperfeiçoamento para, mais tarde, retornar ao seu país de origem.
As baixas taxas de natalidade e as aposentadorias tornam os países da União Europeia os maiores candidatos a precisar importar "cérebros", nos próximos anos. O Brasil conta com um conceituado número de cientistas e pode sofrer baixas em suas equipes de pesquisas.
Alguns países da União Europeia (Alemanha, França e Reino Unido) têm adaptado suas legislações imigratórias, que ficam mais flexíveis para receber "cérebros" de países subdesenvolvidos, principalmente da índia, da Colômbia, da Argentina e do Brasil.
Migrações por motivos políticos e religiosos
Como vimos, além da procura por trabalho, conflitos étnicos e religiosos também são motivo de mudança de populações.
salgado-campRefugiados
Atualmente, grande parte dos imigrantes pertence a um grupo especial: são os refugiados - pessoas que fogem de guerras ou de perseguições em sua pátria.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR, em português, e UNHCR, em inglês) define como refugiados "pessoas que saem de seu país de origem (podendo ou não regressar) porque correm o risco de ser mortas por perseguições religiosas, políticas e raciais". O Alto Comissariado foi criado em 1951 para tentar solucionar essa situação, que é uma das grandes tragédias da atualidade. O ACNUR calcula que, em cada 280 pessoas no mundo, uma seja refugiada.

O Alto Comissariado realiza as seguintes tarefas:
- Providencia asilo a refugiados que não querem voltar ao seu país de origem.
- Ajuda os refugiados que preferem retornar ao seu país, depois que a situação se acalma.
- Consegue recolocação para refugiados que não podem regressar ao seu país de origem.
- Presta auxílio a pessoas que sofrem perseguições em seu próprio país, mas não podem fugir (IDPs, sigla do inglês Internally Displaced Persons Instruments).
Os IDPs
São pessoas que sofrem perseguições dentro do seu próprio país, sem poder contar com a proteção do governo. São o grupo de imigrantes que mais cresce no mundo, Esses casos são comuns na Bósnia - Herzegovina, no Sri Lanka, no Azerbaijão, em Serra Leoa, na Rússia e no Afeganistão. Nesse país, o movimento de refugiados aumentou consideravelmente após os ataques dos Estados Unidos, em resposta ao atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, em Nova York.
Movimento de populações nos continentes
África, Refugiados das guerras civis procuram áreas mais estáveis e menos pobres. Nigéria e Camarões têm sido muito procurados.
Ásia. Japão, Israel, países produtores de petróleo e tigres asiáticos são os que recebem mais imigrantes do continente. No exterior, os três destinos preferidos dos asiáticos são:
- Austrália (23,6%), Canadá (31,4%) e Estados Unidos (25,2%).
- Europa. O Eldorado do continente é a União Europeia (Europa ocidental), que recebe imigrantes da Ásia, África, América e de outras partes da Europa. A Albânia, o país mais pobre do continente, já teve sérios problemas com a Itália por causa de imigração ilegal.
- América do Norte. Recebe, principalmente, imigrantes da América Latina e da Ásia.

AS REGIÕES DA ONU

 
fmi_logoFMI Fundo Monetário Internacional.
Criado em 1944, o FMI tem como missão fundamental reduzir o desequilíbrio das balanças de pagamentos dos países-membros mediante a concessão de créditos procedentes de seus próprios recursos e a estabilização do câmbio. A adesão ao FMI implica a aceitação de uma carta monetária internacional que impõe aos estados-membros obrigações relativas à estabilidade e à conversibilidade monetária.
Banco Mundial.
O Banco Mundial foi criado em 1944, na conferência de Bretton Woods, da mesma forma que o FMI. Tem entre seus objetivos conceder créditos a países subdesenvolvidos para o financiamento de projetos e facilitar-lhes ajuda técnica. Integram o Banco Mundial ou Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD); a Corporação Financeira Internacional (CFI), criada em 1956 para complementar a ação do BIRD, especialmente na criação e expansão de empresas privadas; e a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), constituída em 1960 para a concessão de empréstimos em melhores condições que as oferecidas pelo BIRD.
Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT).
Conhecido universalmente pelas iniciais de sua denominação inglesa (General Agreement on Tariffs and Trade), o GATT foi criado em Genebra, em outubro de 1947. Seus objetivos fundamentais são o fomento dos acordos de redução tarifária, a supressão de barreiras aos intercâmbios comerciais e a eliminação de discriminações nesse campo. O GATT consolidou-se como organização que rege o comércio mundial.
Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento.
A6C36A United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD) foi criada em 1964, para levar as reivindicações dos países subdesenvolvidos aos países industrializados.
Organização de Alimentação e Agricultura.
Conhecida também por sua sigla em inglês, a Food and Agriculture Organization (FAO) foi fundada em Québec, Canadá, em 1945, e tem sede em Roma. Seu objetivo principal é o incremento da produtividade mundial dos setores agrícola, florestal e pesqueiro.
Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Estabelecida em 1919, a OIT passou a fazer parte das Nações Unidas em 1946. Encontram-se entre seus objetivos a promoção do pleno emprego, a melhoria dos níveis de vida, o estabelecimento de políticas que incentivem uma divisão equitativa da renda, o reconhecimento do direito à negociação coletiva e, em geral, o trabalho em favor da justiça social.
Organização para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
Fundada em 1946, a UNESCO tem por finalidade aprofundar a relação entre todos os povos do mundo por meio da educação, da ciência e da cultura. Tem sede em Paris e promove freqüentes campanhas de esclarecimento da opinião pública. Assumiu a defesa de muitos dos grandes temas do século XX, como a universalização das oportunidades educacionais, a democratização das artes, os direitos da mulher e de todas as minorias discriminadas.
Organização Mundial de Saúde (OMS).
A OMS foi criada em 1946 e tem sede em Genebra. Colabora com os organismos encarregados das questões sanitárias de todos os países, particularmente os subdesenvolvidos. Empenha-se em obras de socorro e assistência direta a comunidades atingidas por todo tipo de catástrofe natural, guerra civil, epidemias etc.
A estrutura geral de todos os organismos especializados é semelhante. Cada um deles tem uma conferência geral em que todos os membros estão representados. Essa conferência elege um conselho executivo, que se encarrega de propor iniciativas e de cumprir as decisões da conferência geral. Cada organismo tem uma secretaria permanente, com um diretor. Muitos organismos têm subcomissões regionais que operam em diferentes partes do mundo.
Direito internacional.
Em novembro de 1947, a Assembléia Geral estabeleceu a Comissão de Direito Internacional com vistas a codificar progressivamente as leis que regem as relações internacionais, inclusive questões pertinentes ao direito dos tratados e ao direito marítimo. Ocupa-se também de estudos sobre os procedimentos judiciais, sobre a jurisdição internacional no que concerne ao direito penal e sobre o conceito, a definição e as especificações da agressão entre os estados.
AsIndicadores econômicos e sociais
Variáveis quantitativas que permitem a comparação de aspectos sociais e econômicos de determinadas áreas, por exemplo, países ou estados. O indicador econômico reflete o estado de uma economia durante um determinado período. Como exemplo, podem ser citados o Produto Interno Bruto (PIB), a renda per capita e a inflação. Já o indicador social quantifica a qualidade de vida e o desenvolvimento social de uma população. Entre os mais conhecidos estão a mortalidade infantil, o analfabetismo e a taxa de desemprego.
Como se trata de uma média, um indicador sozinho não reflete a realidade de uma região. Por exemplo, se um país apresenta uma alta renda per capita, sua população não necessariamente vive bem, pois essa renda pode estar mal-distribuída. Somente a comparação de vários indicadores é que fornecerão um quadro mais próximo da realidade da área analisada.
O levantamento de dados estatísticos socioeconômicos é feito, em geral, por órgãos dos governos nacionais, estaduais ou municipais, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil. Instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial e os vários órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) - como a Unesco, FAO e OMS - são as principais fontes de indicadores comparativos em nível mundial.
Expectativa de vida - Estimativa do tempo de vida que a criança, ao nascer, terá. Nos países mais desenvolvidos, os homens vivem em média, 71,2 anos e as mulheres, 78,6 anos. Nos menos desenvolvidos, as médias de idade caem para 62,4 e 65,3, respectivamente.
Exportações e importações - Valor monetário de todos os bens e serviços que um país vende ou compra do resto do mundo. Quanto maior o valor dessa participação, maior é a dependência do país em relação à economia internacional.
Fecundidade - Estimativa anual do número de filhos que cada mulher teria durante seu período reprodutivo. Considera os filhos nascidos vivos e as mulheres entre 15 e 49 anos. A média nos países mais desenvolvidos é de 1,71 filhos por mulher e, nos menos desenvolvidos, 3,29.
Força de trabalho - Total da população economicamente ativa, ou seja, as pessoas que geram riquezas para o país. Inclui, além dos trabalhadores, as Forças Armadas e os desempregados. Exclui os trabalhadores domésticos, os voluntários não-remunerados e os empregados no setor informal.
Índice de desenvolvimento humano (IDH) - Desenvolvimento da população de um país em três aspectos: vida longa e saudável, conhecimento e padrão de vida decente. Os indicadores que representam essas condições são: expectativa de vida, grau de escolaridade e renda per capita da população. O IDH é uma média simples desses três indicadores, variando em uma escala de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor é a qualidade de vida. Quanto mais próximo de 0, pior ela é.
Índice de Pobreza Humana (IPH) - Indica a privação da população de um país em três elementos essenciais: longevidade, conhecimento e padrão de vida adequado. O primeiro elemento é dado pela porcentagem de pessoas que não esperam sobreviver aos 40 anos, e o segundo, pela porcentagem de adultos analfabetos. O terceiro elemento é formado por três variáveis: o total de pessoas sem acesso à água potável, o número de adultos sem acesso aos serviços de saúde e o total de crianças com menos de cinco anos subnutridas. O IPH é dado a partir de uma média simples desses três elementos. Quanto maior a porcentagem obtida, maior a pobreza do país.
Mortalidade infantil - Número de crianças que morrem no primeiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um determinado período. A média nos países mais desenvolvidos é de nove mortes por mil nascidos vivos e, nos menos desenvolvidos, 63.
Oferta diária de calorias -Mede o equivalente, em calorias, da oferta líquida de alimentos de um país, dividido pelo número de habitantes, por dia.
Paridade de poder de compra (PPP) -A quantidade de moeda do país que é necessária para comprar o mesmo que um dólar americano (moeda de referência) pode comprar nos Estados Unidos.
Participação no PIB - Indica o porcentual com que cada estado contribui para o PIB do Brasil.
PIB - Representa o produto interno bruto da economia de um país. É a soma do valor monetário final de bens e serviços produzidos dentro do país. Mede sua capacidade produtiva: quanto mais alto o PIB, mais rico ele é.
PNB
Compreende o PIB mais o rendimento líquido do exterior. Esses rendimentos são pagamentos que os residentes do país recebem do exterior, e que contribuem para a economia interna.
População com 1º grau -Porcentagem da população que completou ou está cursando o 1º grau (ensino básico).
PNUD
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (ou PNUD) é o órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem por mandato promover o desenvolvimento e eliminar a pobreza no mundo. Entre outras atividades, o PNUD produz relatórios e estudos sobre o desenvolvimento humano sustentável e as condições de vida das populações, bem como executa projetos que contribuam para melhorar essas condições de vida, nos 166 países onde possui representação. É conhecido por elaborar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), bem como por ser o organismo internacional que coordena o trabalho das demais agências, fundos e programas das Nações Unidas - conjuntamente conhecidas como Sistema ONU - nos países onde está presente.
Além disso, o PNUD dissemina as metas de desenvolvimento do milênio, conjunto de 8 objectivos, 18 metas e 48 indicadores para o desenvolvimento do mundo, a serem cumpridos até 2015, definidas pelos países membros da ONU em 2000, e monitora o progresso dos países rumo ao seu alcance.
AID - Associação Internacional de Desenvolvimento
Criada em 24 de setembro de 1960, a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID) é o organismo do Banco Mundial que fornece empréstimos sem juros e subsídios aos países mais pobres. Suas intervenções visam a apoiar o crescimento econômico, reduzir a pobreza e melhorar as condições de vida das populações.
Os empréstimos da AID são de longo prazo e sem juros. Servem para financiar programas que reforçam as políticas, as instituições, as infra-estruturas e o capital humano para que os países possam se desenvolver de maneira equitativa e ecologicamente sustentável. Os subsídios da AID são destinados aos países pobres vulneráveis ao endividamento excessivo ou com surtos de HIV/Aids ou atingidos por catástrofes naturais.
Quem pode ser beneficiado
Três fatores determinam a possibilidade de um país ser um receptor de recursos da AID:
A PNB per capita do país deve ser de menos de 965 dólares americanos por ano.
A falta de solvência do país, o que impede o país de adquirir empréstimos com as taxas praticadas pelo mercado, o que torna imprescindível a obtenção de recursos para financiar seu desenvolvimento.
Um bom desempenho em matéria de adoção de políticas, ou seja, a colocação em prática de obras políticas, econômicas e sociais que incentivem o crescimento econômico e reduzam a pobreza.
Os países que podem receber recursos da AID porque possuem baixo PNB per capita, tais como Indonésia e Índia, mas possuem crédito internacional para captarem empréstimos do mercado, são chamados de países com financiamento misto.

TERRITÓRIO BRASILEIRO - ARQUIPÉLAGO AO CONTINENTE

Assim, para falar dos meios geográficos, que são meio natural, meio técnico e meio técnico-científico-informacional, utilizarei os conhecimentos disponibilizados por Santos (1992). Na sequencia, irei tratar sobre os setores da economia, que podem ser entendidos como primário, secundário, terciário e quaternário. Por fim, nas notas conclusivas, revisarei brevemente meus escritos e relacionarei os setores da economia e suas respectivas atividades econômicas, aos meios geográficos.

untitledATIVIDADES ECONÔMICAS E MEIOS GEOGRÁFICOS.

É por meio das atividades econômicas1 que os seres humanos podem obter as coisas que precisam para suas vidas. Elas constituem a essencial fonte de emprego e renda para a população. É por meio delas, também, que o espaço é criado e transformado em função do processo produtivo geral da sociedade. Tanto a criação, quanto à transformação do espaço, depende dos recursos e das técnicas que os homens utilizam. As técnicas, assim como a sociedades, passaram e passam por um processo evolutivo. E por intermédio dessa evolução no tempo e no espaço, a sociedade foi construindo uma história dos diferentes usos que faz do espaço, pois, nas palavras de Santos & Silveira (2001) a construção dessa história: São as lógicas e os tempos humanos impondo-se à natureza, situações em que as possibilidades técnicas presentes denotam os conflitos resultantes da emergência de sucessivos meios geográficos, todos incompletamente realizados, todos incompletamente difundidos. Para os autores citados acima, a periodização da evolução da técnica divide-se em três períodos distintos, o meio natural, o meio técnico e o meio técnico-científico-informacional.

MEIO NATURAL

O meio natural é marcado pelos tempos lentos da natureza, e pela adaptação humana aos sistemas naturais. Esse período se caracterizou pela escassez de instrumentos artificiais necessários ao domínio desse mundo natural, e pode ser chamado também de pré-técnico.

MEIO TÉCNICO

Pode-se chamar de meio técnico, o período a partir do qual a produção se tornou social. Esse período é marcado pelas inovações técnicas e o consequente aperfeiçoamento dos instrumentos de trabalho. Nesse sentido, a aceleração e a difusão das inovações técnicas, bem como a concepção de domínio da natureza pelo homem, tiveram o surgimento do Capitalismo4 como marco fundamental, nos séculos XV e XVI. Assim sendo, a cada período são implementadas novas transformações nas técnicas e, por consequência, no espaço também.

MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL

O terceiro período começa praticamente depois da Segunda Guerra Mundial, onde os grandes instrumentos políticos e os grandes provedores das ideias que iriam guiar a reconstrução ou a remodelação dos espaços nacionais, juntamente com a da economia, da sociedade e da política, foram às ideologias do consumo, do crescimento econômico e do planejamento. Desse modo, o fim da referida guerra marca, também, o início de um novo rearranjo do capitalismo, abrindo-se perspectivas para a revolução científico-técnica. Portanto, esse novo período que é também uma nova fase do capitalismo, se diferencia dos anteriores devido à profunda interação da ciência e da técnica. A ciência, particularmente a pesquisa, é colocada cada vez mais a serviço da descoberta de novas técnicas, quase exclusivamente voltadas para a produção. A ciência direciona-se, de modo geral, para o setor produtivo. Nunca a ciência e a técnica estiveram tão interligadas como nesse período. Esse período também se diferencia pela expansão e predominância do trabalho mental e de um movimento do capital à escala mundial, que atribui à circulação (movimento das coisas, valores, ideias) um papel principal. Assim, a produção diversifica-se extraordinariamente, objetivando a acumulação de riqueza e fomentada por uma verdadeira corrida tecnológica. O prazo para que os bens produzidos, inclusive os instrumentos de trabalho, se tornem obsoletos, impondo sua substituição por outros mais "modernos", passa a ser mais curto, ocasionando um consumo maior de recursos naturais.

Nesse contexto, as técnicas alimentadas pelas ciências, evoluíram de tal forma que provocaram um considerável avanço na tecnologia da informação e da comunicação, microeletrônica, computadorização, produtos intensivamente baseados em conhecimentos e padrões de consumo que são muito mais diferenciados e individualizados. Essa evolução tecnológica que privilegia a informação e a comunicação alterou profundamente as noções de tempo e de distância, pois, segundo as palavras de Moreira (2002): ... A quase instantaneidade nas transmissões de palavras, sons e imagens – por cabo, fibra óptica ou satélite – torna o mundo muito menor, com uma aparente proximidade entre as pessoas. Isso é facilitado pela generalização do uso do computador, o qual, conectado a uma rede, permite aos seus milhões de usuários comunicarem-se diretamente entre si a qualquer hora do dia ou da noite.

Além disso, esse período também é marcado pela mundialização da produção, da circulação e do consumo, ou seja, de todo o ciclo de reprodução do capital, pois, com a derrocada do Socialismo, ocorreu à internacionalização do capitalismo, que passa a atingir praticamente todo o planeta e recebe uma denominação especial: Globalização. Assim sendo, os avanços tecnológicos, particularmente nos transportes e nas comunicações, possibilitaram as grandes corporações, decompor o processo produtivo e dispersar suas etapas em escala mundial. Tanto a produção quanto o consumo deixam de ser local para se tornarem mundiais.
Desse modo, esse novo período conhecido como meio técnico-científico-informacional, que é uma nova fase do modelo produtivo, se diferencia dos outros pela profunda interação da ciência e da técnica, sendo que, a ideia de ciência, de tecnologia e de mercado global, deve ser encarada conjuntamente.
Nesse sentido, podemos entender que os sucessivos meios geográficos citados até aqui, foram produzidos pela relação do homem com a natureza. Portanto, na sua relação com a natureza, o homem, através do trabalho, cria e transforma o espaço tentando obter as condições necessárias à sobrevivência da espécie humana. Nessas condições, o espaço geográfico enquanto produto do processo de trabalho da sociedade deve ser concebido como um produto histórico e social das relações que se estabelecem entre a sociedade e o meio circundante.

untitlediSETORES DA ECONOMIA

As atividades econômicas diversificaram-se à medida que o conhecimento humano e a tecnologia foram se aprimorando, tornando-se necessário dividi-las em três setores da economia. O setor primário, que engloba as atividades ligadas ao campo, como a agricultura, a pecuária e o extrativismo. O setor secundário, no qual as atividades industriais estão inclusas, e, o setor terciário, o qual inclui as atividades ligadas ao comércio e a prestação de serviços. Porém, a partir da década de 1950 emerge outro setor, o quaternário, ligado à informação e a comunicação. No entanto, esses sucessivos setores da economia foram predominantes por um determinado tempo, perdendo parte de sua importância a partir das inovações da ciência e da técnica. O setor primário já foi predominante, empregando a maior parte da mão de obra ocupada, respondendo pela produção da maior parte da riqueza, porém, a evolução da ciência e da técnica faz emergir um novo modo de produzir baseado na produção em série e em massa, através do uso de máquinas e ferramentas. É a emergência do secundário, que ganha importância predominando por algum tempo como modelo hegemônico, trazendo no seu bojo, a especialização de trabalhadores, a descoberta de novos modos de produzir energia, etc. Assim, tal modelo, por atuar também como poupador de mão de obra, é suprimido por um novo paradigma baseado no comércio e no setor de serviços, o terciário. Agora as atividades de maior relevância fazem crescer enormemente o número de produtos, mercadorias e pessoas circulando. Quando o terciário se torna insatisfatório devido ao avanço da técnica alimentada pela ciência, acontecem mudanças profundas fazendo emergir um novo paradigma tecno-econômico baseado em informação, isto é, na geração de serviços e na produção e transmissão da informação.

OS SETORES DA ECONOMIA E AS PRINCIPAIS ATIVIDADES ECONÔMICAS.

Setores da economia Principais atividades econômicas

Primária Agricultura, pecuária e extrativismo (atividades ligadas principalmente ao meio rural).

Secundário Inclui as atividades industriais

Terciário Inclui as atividades ligadas ao comércio e a prestação de serviços

Quaternário Atividades ligadas à informação e a comunicação

ATIVIDADES LIGADAS AO SETOR PRIMÁRIO

As atividades econômicas mais antigas são as extrativas: a caça, a pesca e a coleta de frutos nas matas. Tais atividades poucas transformações causaram no espaço geográfico, pois, o extrativismo animal (a caça e a pesca) e o extrativismo vegetal (a coleta de frutos nas matas) eram praticados em pequena escala, somente para a sobrevivência da espécie humana.

Assim sendo, neste trabalho, o extrativismo passa a ser entendido como a atividade de extrair da natureza os recursos que a mesma disponibiliza ao homem, sendo que no extrativismo animal, como já citado anteriormente, é extraído da natureza, a caça e o peixe, e, no vegetal, são extraídos produtos vegetais que não foram cultivados pelo homem. Ainda falando de extrativismo, existe outro modelo, o extrativismo mineral, que consiste na extração de minerais úteis que existem na crosta terrestre. Desse modo, se percebemos que as atividades extrativas poucas transformações causaram no espaço, o mesmo não pode ser dito quando do surgimento da agricultura e da pecuária, na chamada Revolução Neolítica, que, corresponde ao período em que o homem começou a cultivar a terra e a domesticar os animais, ao mesmo tempo em que passou a utilizar instrumentos de pedra polida. Sendo que, a criação de animais (pecuária) e o cultivo de plantas úteis aos homens (agricultura), foram às primeiras atividades econômicas pré-industriais a modificar com mais intensidade o espaço, pois, o referido período coincide também com a época em que o homem deixa de ser nômade e passa a sedentário, se fixando a terra. Dessa forma, o aumento da produção de alimentos e a produção de excedentes, só foram possíveis devido ao aperfeiçoamento das técnicas e dos instrumentos. Nesse contexto, as atividades ligadas ao setor primário da economia (aquele que produz para suprir as necessidades básicas, como a alimentação), predominaram durante muito tempo, deixando de ser a atividade econômica principal apenas nos séculos XIV e XV, com a transição para o capitalismo.

ATIVIDADES LIGADAS AO SETOR SECUNDÁRIO

As modificações no espaço provocadas pelas formações sociais na prática do extrativismo, da agricultura e da pecuária no período pré-capitalista, foram pequenas se comparadas às do período a partir da Revolução Industrial8. A Sociedade Moderna ou Industrial foi a que mais modificação causou na natureza até hoje. A sociedade moderna, também chamada sociedade industrial, modificou a natureza num grau nunca visto anteriormente.
Desse modo, a transformação social do espaço circundante é decorrente da ampliação dos conhecimentos científicos e da disponibilidade de instrumentos de trabalho cada vez mais poderosos e eficientes.

Nessas condições, o setor da economia no qual estão inclusas as atividades industriais, é aquele que trouxe no seu bojo elementos como máquinas e ferramentas, trabalhadores especializados, produção em série e energia, entre outros. Perdurou como sinônimo de desenvolvimento do século XVIII até o século XX. Nesse período, esse setor econômico fez emergir um novo modo de produzir e uma nova sociedade, a chamada sociedade moderna ou industrial, pois, produzir através da indústria se tornou moderno e bastante difundido em quase todo o mundo.

Desta forma, a Sociedade Moderna ou Industrial, tem estado em um constante processo de transformação do espaço, tanto para extrair recursos, quanto para produzir, transportar e consumir mercadorias. No entanto, a indústria nem sempre foi moderna, ela passou por um processo evolutivo, vindo da manufatura, e os motivos foram à inovação das técnicas e a organização do trabalho, pois, evolução da manufatura para indústria deveu-se principalmente a dois motivos: a organização do trabalho, caracterizada pela divisão e especialização das etapas do processo produtivo, e as inovações técnica da chamada Revolução Industrial.
Os instrumentos de trabalho, no início do século XVIII, haviam encarecido de tal modo que os artesãos e os trabalhadores das manufaturas sentiram dificuldades para adquiri-los. Nem todas as pessoas podiam adquirir os instrumentos de trabalho, apenas algumas que tinham um poder aquisitivo maior, como os ricos comerciantes, ou seja, os burgueses.

Devido a isso, os antigos artesãos e os trabalhadores manufatureiros viram-se obrigados a venderem suas forças de trabalho à burguesia em troca de salários, em decorrência de, principalmente, não serem mais os possuidores dos instrumentos necessários para o trabalho. A partir daí, a burguesia decidiu concentrar a produção e, por consequência, os trabalhadores em um determinado espaço, para poder ter um maior controle sobre a produção e a mão de obra. Esse espaço de concentração passa a ser a fábrica. Por isso, a consequência desse controle exercido pela burguesia, em relação aos trabalhadores, foi a perca do domínio da sua força de trabalho e da produção. Nesse contexto, no período conhecido como pré-industrial, a divisão social do trabalho não era tão diversificada, porém, a partir do surgimento da indústria moderna na segunda metade do século XVIII, se diversifica de tal forma que os trabalhadores passam a se especializar nas distintas tarefas oferecidas nas fábricas. Na divisão do trabalho o processo de produção é decomposto, de modo que cada operação ou tarefa seja realizada por um ou mais trabalhadores. Essa divisão social do trabalho é possível devido à especialização dos diversos grupos na execução das distintas tarefas, todas contribuindo para a produção e circulação de determinada quantidade de produtos, que podem ser bens ou serviços. Essa especialização do trabalho, aliada a mecanização, acabou aumentando consideravelmente a produtividade do trabalho, os lucros da burguesia e a alienação das forças produtivas.

Assim, devido a essa diversificação da divisão social do trabalho, alteram-se também, as relações entre os diferentes espaços, se intensifica a divisão territorial do trabalho. A possibilidade da especialização produtiva é criada com a difusão dos transportes e das comunicações. Os meios rápidos e eficientes de transporte possibilitam as regiões se especializarem, não mais precisando produzir tudo para a sua subsistência. A relação cidade-campo, por exemplo, já não é a mesma, pois, o papel de produtor de bens para abastecer a cidade, já não é de exclusividade do campo. A cidade intensifica a produção para seu próprio consumo e também do campo. O meio urbano produz bens industrializados (carros, móveis, sapatos, bebidas, etc.) e presta serviços (escolas, repartições públicas, hospitais, bancos, etc.). O meio rural produz alimentos e matérias-primas para as indústrias.

Desse modo, foram alteradas também, as relações entre os espaços vizinhos. Hoje, uma cidade pode manter relações intensas com outras muito distantes, mesmo fora de seu país, secundarizando o intercâmbio com sua vizinha imediata. Portanto, a melhoria das estradas e dos veículos, o encontro de combustíveis mais baratos representam modernizações que permitem a diminuição dos custos. De modo geral, o preço do transporte aumenta menos que o dos demais fatores da produção e a redução do custo das viagens possibilita às pessoas escolher onde adquirir bens e serviços, que frequentemente vão buscar em lugares mais distantes, mas onde os preços praticados oferecem maiores atrativos. Nesse sentido, o mundo encontra-se organizado em subespaços articulados dentro de uma lógica global. Devido à crescente especialização regional, com os inúmeros fluxos de todos os tipos, intensidades e direções têm de falar de circuitos espaciais da produção e não mais de circuitos regionais de produção. A especialização produtiva, que depende de maior inserção da ciência e da tecnologia para que aumente o número, a intensidade e a qualidade dos fluxos que chegam e saem desse espaço. Em suma, passa a ser criada uma tendência ao aumento do movimento derivado da diminuição relativa dos preços dos transportes, de sua qualidade, diversidade e quantidade. Cresce enormemente o número de produtos, mercadorias e pessoas circulando, aumentando a importância das trocas, pois elas não apenas se diversificam como se avolumam.

ATIVIDADES LIGADAS AO SETOR TERCIÁRIO

O setor terciário da economia é o setor que, nos países industrializados, tende a empregar a maior parte da mão de obra e corresponde ao comércio e aos serviços, como transporte, educação, saúde, comunicação e sistema financeiro. Assim sendo, devido ao desenvolvimento de novas tecnologias e a informatização, o setor terciário é o que tem apresentado um crescimento mais acentuado nos últimos anos. O setor secundário, geralmente, tem adotado tecnologias poupadoras de mão de obra, fazendo com que boa parte desses trabalhadores migre para o terciário, no entanto, essa força de trabalho que migra, agora necessita exercer um trabalho mais criativo em vez de executar tarefas mecânicas. Dessa forma, o referido setor assume importância decisiva, particularmente com os serviços de pesquisa, com a produção de tecnologia, com a propaganda e o marketing, além do comércio. É a chamada terceirização da economia, em que o setor terciário passa a comandar os demais setores, a utilizar a maior parcela da mão de obra ocupada e a responder pela maior parte da produção de riqueza dos países. Junto a esse processo, ocorre em todos os outros setores, a terceirização. Tomemos o setor secundário como exemplo, pois em tal setor, muitas indústrias contratam indústrias menores, especializadas, para realizar parte de sua produção.

Nesse contexto, o mencionado setor da economia tem apresentado as características que são características de uma sociedade pós-industrial, dirigida pelas altas finanças, impulsionada pela informática e pela robótica, preocupada com a produtividade e voltada para o consumo. As características citadas até então, marcam também uma crescente desigualdade socioeconômica, onde parte da mão de obra ociosa passa a fazer parte da economia informal, pois, a informática e a robótica passam a atuar, também, como poupadoras de mão de obra.

ATIVIDADES LIGADAS AO SETOR QUATERNÁRIO

A expansão da economia provocou a transferência das atividades produtivas de um setor para o outro, causando certo "inchaço" no terciário, que passa a não mais responder aos anseios da sociedade. A partir desse momento emerge, paulatinamente, a sociedade pós-industrial. Assim, notamos que o início da chamada era pós-industrial, ocorre a partir da década de 1950, marcando o começo dos esforços científicos, tecnológicos e políticos no sentido de informatizar a sociedade, fazendo surgir um novo setor econômico baseado na geração de serviços e na produção e transmissão da informação: o quaternário. Portanto, o surgimento do quaternário foi possibilitado pela chamada revolução tecnológica, que provocou alterações profundas na configuração social [e espacial] do ocidente, como a descentralização da economia, a alteração das práticas culturais, a democratização da informação e a redefinição do trabalho. Desse modo, no período atual, as economias dos países influenciam e são influenciadas umas pelas outras, pois, acontecimentos isolados passam a afetar a todos os países que estão ligados por diferentes relações. Como a produção e o consumo agora são mundializados, as grandes corporações estão presentes em quase todos os lugares do planeta, agindo como um grande sistema, onde ocorrem fluxos de todos os tipos, intensidades e direções. Nessa conjuntura, a telemática atua de forma a provocar alterações nas práticas culturais, numa tentativa de unificar as diversas culturas existentes em um mundo cada dia mais globalizado, pois, independentemente da localização geográfica, a informática influencia nos processos de difusão da informação. No entanto, tais avanços tecnológicos também provocam fragmentação, acarretando a diferenciação entre os espaços e culturas em vez de torná-los iguais. Concomitantemente a essas novas tecnologias de informação, a mídia, de modo geral, atua como agente de primeira grandeza, difundindo costumes e culturas, como o chamado "consumismo". Nesse sentido, agora estamos em um tempo que é o da televisão e da telerrealidade, em que as culturas tendem a extrapolar o real imediato, o aqui agora, emergindo no fluxo de um tempo virtual, de imagens virtuais, consolidando o advento das novas tecnologias de comunicação. Nessa abordagem, essas novas tecnologias da informação tendem a conduzir à formação de uma nova sociedade de consumidores, de sujeitos que ligam seus terminais para consumir informações insignificantes ou informações sobre mercadorias que poderão ser consumidas mais rapidamente, sendo que também se pode adquiri-las com o mínimo de esforço. Devido a essa nova configuração, notam que: ... As informações utilizadas nos processos produtivos, na tomada de decisões, na geração de novas tecnologias são rigorosamente controladas. Entretanto, as informações que geram dispersão, confusão, distração, divertimento, lazer ou veiculam um modus vivendi, ideologias desmobilizadoras e concepções fantasiadas do mundo são democraticamente divulgadas.

A GÊNESE DAS FRONTEIRAS BRASILEIRAS

 

5_GNES~1Território é um espaço submetido a um poder político. Nesse território existem propriedades privadas, onde o proprietário pode utilizá-la para fazer empreendimentos econômicos ou comercializá-la. Porém, não cabe a ele o domínio político do seu patrimônio, isso é exercido pelo Estado, através de leis. O patrimônio privado e a soberania pública constituem a base do território nacional.
As fronteiras são extremamente importantes na constituição do território. São elas que delimitam a atuação da soberania estatal. Para se criar uma fronteira, é preciso estabelecer três etapas:
Definição, que é uma operação conceitual onde se chegará a um acordo sobre os princípios gerais que levarão à formação da fronteira; delimitação, um processo cartográfico, no qual será marcado no mapa os limites fronteiriços; demarcação, uma operação física, onde são colocados marcos nas fronteiras.
A maior parte das fronteiras brasileiras foram criadas no período Imperial e na “era Rio Branco”. A minoria emergiu do período colonial. A “era Rio Branco” constitui um período marcado pela figura do Barão do Rio Branco, responsável pela política externa durante o início do período republicano brasileiro. A sua obra de fronteiras definiu grande parte das delimitações do território brasileiro. Defendeu o Brasil nos Arbitramentos internacionais, que era um modo de resolver os conflitos fronteiriços, por meio da escolha de um Terceiro Estado, neutro, que resolvia o problema. O seu principal feito foi a “questão do Acre”. Na época o Acre pertencia a Bolívia. Mas com a “corrida da borracha” inúmeros seringueiros brasileiros foram para o local. Chegaram até mesmo a conseguir uma efêmera independência. Para contra-atacar, a Bolívia assinou um acordo com um cartel de empresas norte-americanas, dando a elas o direito de exploração do Acre. Os seringueiros se revoltaram. O exército boliviano foi posto de prontidão. É nesse período que entra a figura do barão do Rio Branco, onde por meio de negociações diplomáticas, conseguiu tomar o Acre para o Brasil, através do tratado de Petrópolis. Em troca, o Brasil pagaria uma certa quantia e construiria a ferrovia madeira-mamoré, que escoaria a exportação boliviana para as partes navegáveis dos rios amazônicos.
Durante a formação das fronteiras brasileiras, o Brasil se apoiou no mito das “fronteiras naturais”, segundo o qual os limites do território já estariam preestabelecidos devido aos cursos dos rios e outros fatores naturais que constituem as fronteiras. Embora apresente certa semelhança, os limites fronteiriços brasileiros não estão ligados ao “natural”, mas sim a processos históricos e políticos.
O Brasil é “cortado” por quatro fuso horários. No entanto, o sistema de horas legais vigente no país é bastante prático, pois modifica, de certa forma, a posição do fusos, de modo que um mesmo estado não tenha horários diferentes ao longo do seu território.
Atualmente, o Brasil é um Estado Federal, ou seja, as unidades federais (estados) possuem autonomia, expressa pela constituição própria, embora esteja submetida à constituição nacional, o direito de eleger o seu próprio governante e fazer assembleias. O poder legislativo brasileiro possui um sistema bicameral, onde se tem a câmara baixa, que é a Câmara Federal, composta por deputados que representam o povo e a câmara alta, corresponde ao Senado Federal, composto por senadores, que representam os estados.
fronteirasAo longo de sua história, os estados que compõem o território brasileiro sofreram desmembramento, isto é, uma parte de um grande estado se emancipou e passou a constituir uma outra unidade federal. Isso acontece devido a valorização econômica, o crescimento demográfico vivido pela parte do estado que busca a sua emancipação. Além disso, um território muito grande se torna difícil de ser governado. Com a separação, o novo estado ganha autonomia e um sistema de administração que facilitam o planejamento do desenvolvimento econômico. E a elite regional ganha mais poder ainda. É bom ressaltar que um grande território não é sinônimo de grande população, principalmente no que diz respeito aos estados. O que atrai a massa populacional é oportunidade de emprego, boas redes de hospitais, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Um exemplo está na comparação entre o Amazonas e São Paulo. A população paulista é muito maior que a amazonense.
Durante o período da Ditadura, Getúlio Vargas, criou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com a finalidade de reunir informações, através de pesquisas, sobre o território brasileiro, para melhor planejar o desenvolvimento econômico e social das regiões pouco populosas do Brasil. Foi a partir de então que criou-se as macrorregiões geográficas, que dividem o país em sudeste, nordeste, norte, sul e centro-oeste. Os agrupamentos foram feitos mediante características semelhantes, como a economia, a população e os fatores naturais. Como era muito generalizado, não serviu para a verdadeira finalidade da divisão: a obtenção de dados para o planejamento. Portanto, fez-se uma nova divisão, as mesorregiões geográficas, onde se punha, em um mesmo grupo, regiões com estruturas de produção e características naturais semelhantes. Também era muito generalizada e, por isso, criou-se as microrregiões geográficas, que são os municípios. O agrupamento se dá pelo grau de influência dos centros urbanos e o modo de utilização do solo dominante.
Compete à Divisão de Fronteiras:
- Estudar as questões referentes aos limites do Brasil (inclusive opinar quanto à interpretação dos atos internacionais assinados pelo país) e à caracterização ou demarcação das fronteiras.
- Zelar pela observância dos atos internacionais relativos a limites assinados pelo Brasil e, quando for o caso, cuidar das providências necessárias ao seu cumprimento.
- Supervisionar os trabalhos afetos às duas Comissões Brasileiras Demarcadoras de Limites.
- Opinar sobre consulta a documentos relativos a limites guardados no Arquivo Histórico, no Arquivo Consolidado ou na Mapoteca Histórica.
- Colher informações sobre as áreas de fronteira, em cooperação com as Divisões da América Meridional.
Definições:
- Fronteira - termo genérico, relativo a uma região ou faixa de território abrangente.
- Limite - termo exato cuja concepção linear define precisamente o terreno.
- Delimitação - fixação dos limites por meio de tratados internacionais.
- Demarcação - implantação física dos limites, construção de marcos em pontos determinados.
- Densificação e caracterização: aperfeiçoamento sistemático da materialização da linha limite mediante intercalação de novos marcos, com o objetivo de torná-los mais intervisíveis.

Histórico
As atividades de fixação das fronteiras brasileiras tiveram início no século XIX e, nos primeiros anos deste século, os problemas de limites ainda pendentes foram solucionados pelo Barão do Rio Branco. Logo após foi iniciada a fase de caracterização, tarefa que, em algumas fronteiras, já está praticamente concluída, passando-se à etapa seguinte, que é a manutenção e inspeção sistemáticas dos marcos já construído.
Atividades das Comissões Mistas
A demarcação e caracterização da zona fronteiriça são executadas por comissões bilaterais demarcadoras de limites, denominadas Comissões Mistas de Limites. O Brasil mantém Comissão Mista com todos os países limítrofes. Entre as atividades das Comissões está a realização de conferência anual, na qual são avaliados as atividades do exercício anterior e planejadas as do exercício seguinte. Também são realizadas reuniões técnicas e reuniões preparatórias de campanha, em função da necessidade de maior nível de detalhamento técnico e cronológico dos trabalhos a serem executados.

2 UM CONT EM PE DE GUERRAFronteiras atuais das terras brasileiras
O Brasil limita-se ao norte com a Guiana Francesa, o Suriname, a Guiana e a Venezuela; a noroeste, com a Colômbia; a oeste, com o Peru e a Bolívia; a sudoeste, com o Paraguai e a Argentina; ao sul, com o Uruguai e a leste com o Oceano Atlântico.
Os pontos extremos do território brasileiro são:
• Ao norte, a nascente do Rio Ailã, no Monte Caburaí, Estado de Roraima (5º 16' de latitude norte), na fronteira com a Guiana;
• Ao sul, o Arroio Chuí no Rio Grande do Sul (33º 45' de latitude sul), fronteira com o Uruguai;
• O extremo leste da parte continental do Brasil é a Ponta do Seixas, em João Pessoa, na Paraíba (34º 47' de longitude oeste); porém, as ilhas oceânicas de Fernando de Noronha, Atol das Rocas, arquipélago de São Pedro e São Paulo, Trindade e Martim Vaz ficam ainda mais a leste, sendo o extremo leste absoluto do território brasileiro uma ponta sem nome na Ilha do Sul do arquipélago de Martim Vaz, a cerca de 28° 50' de longitude oeste;
• A oeste, a serra da Contamana ou do Divisor, no Acre (73º 59' de longitude oeste), na fronteira com o Peru.

Países que fazem fronteiras com o Brasil:
Fronteira é um limite (linha) que divide dois países, estados ou cidades. O Brasil possui uma extensa fronteira. No total são 15.179 km de fronteiras com diversos países da América do Sul. O Brasil não possui fronteira com o Chile e com o Equador.

As Fronteiras Brasileiras
- Guiana Francesa: 655 km de fronteira, situada totalmente no estado do Amapá.
- Suriname: 593 km de fronteira, sendo no estado do Amapá (52 km) e no Pará (541 km).
- Guiana: 1.606 km de fronteira, sendo no estado do Pará (642 km) e Roraima (964 km).
- Venezuela: 1.492 km de fronteira, sendo em Roraima (954 km) e Amazonas (538 km).
- Colômbia: 644 km de fronteira, situada totalmente no território do estado do Amazonas.
- Peru: 2.995 km de fronteira, sendo no Amazonas (1.565 km) e Acre (1.430 km).
- Bolívia: 3.126 km de fronteira, sendo no Acre (618 km), Rondônia (1.342 km), Mato Grosso (780 km) e Mato Grosso do Sul (386 km)
- Paraguai: 1.339 km de fronteira, sendo no Mato Grosso do Sul (1.131 km) e Paraná (208 km).
- Argentina: 1.263 km de fronteira, sendo no Paraná (293 km), Santa Catarina (246 km) e Rio Grande do Sul (724 km).
- Uruguai: 1.003 km de fronteira, totalmente com o Rio Grande do Sul.

O PAPAEL DOS EUA E A NOVA DESORDEM MUNDIAL

GUERRA~3A Transição da Bipolaridade para a Multipolaridade

O que realmente mudou com o fim da Guerra Fria, da corrida armamentista, da divisão bipolar do mundo entre Estados Unidos e União Soviética, foi que essa integração ganhou dimensões nunca antes experimentadas.

Quando a Guerra Fria acabou, com a dissolução da URSS no inicio dos anos 90, os neoliberais, apregoando a vitória do capitalismo, da economia de mercado sobre o socialismo real, anunciaram o inicio de uma Nova Ordem. Esta Nova Ordem, contrapondo-se à Ordem até então estabelecida, caracterizar-se-ia não mais pela bipolaridade, pela divisão política e ideológica do globo entre duas superpotências – EUA e URSS, ou pela manutenção dos pactos e das alianças militares que garantissem a essas potências suas áreas de influencia geopolítica-estratégica. A Nova Ordem Internacional, que começava a se configurar nos anos 90, seria a ordem da globalização capitalista. Ao invés de duas superpotências, e de um mundo bipolar, um novo arranjo começava a se esboçar.

Para os neoliberais, a falência do mundo bipolar cederia lugar a um mundo multipolar, com os Estados Unidos, Japão e a União Europeia como seus polos principais. As alianças militares, gradativamente, dariam lugar aos blocos econômicos, cujo objetivo seria o da otimização da integração em escala global, e que, consequentemente, possibilitaria um maior desenvolvimento econômico mundial com base na cooperação.

Para os realistas, no entanto, sobre a Nova Ordem que está se configurando, paira uma série de duvidas e incertezas. Se for um fato que com o fim da Guerra Fria houve grandes mudanças nas relações internacionais, e também verdade que essas relações mudaram mundialmente quanto à forma, mas seus objetivos permaneceram inalterados, ou praticamente inalterados. Por exemplo: com o fim da Guerra Fria, vários conflitos locais perderam sua razão de ser e extinguiram-se por falta de apoio externo, contudo, outros, em diferentes escalas, eclodiram, e isso se observa do Oriente Médio à Europa. Outro exemplo é que no âmbito político internacional, não há praticamente mais lugar para a oposição política e ideológica que outrora dividia os países do globo, mas estão longe os dias do desalinhamento econômico, principalmente o dos países pobres.

Guerra_Fria_1980Acontecimentos Que Marcaram A Passagem Da Ordem Bipolar Para Ordem Multipolar:

Do lado Socialista:

• A grande Crise econômica por que passava a URSS, sendo a um dos motivos dessa crise a permanência do modelo econômico conhecido como planificação econômica, que já não mais dava contar de desenvolver país.

• A Extrema concentração de poder nas mãos dos burocratas, que acabou por gera uma classe privilegiada, onde se verificava a presença de grande concentração de poder nas suas mão, e o surgimento de uma grande rede de corrupção.

• O bloco socialista não conseguiu repassar para a sociedade os avanços tecnológicos surgidos com os grandes investimento na industria bélica, além que o partido comunista pensava somente em investir em equipamentos militares o que acabou gerando um atraso tecnológico no campo civil, é por isso que alguns autores afirmam que a URSS conseguia mandar o homem a lua mas, no entanto, com conseguia produzir um liquidificador.

• Dentro da UNIÃO SOVIÉTICA existiam várias etnias, foi por isso que na metade da década de 80 quando Gorbatchev desenvolve a glasnost e a Perestróica surge a questão relacionada a crise de nacionalidade, onde verificou-se que as minorias passaram a reivindicar uma maior autonomia.
Do lado Capitalista:

• Avanço do capitalismo, representado pela sua fase atual conhecida como globalização, na qual, aparecem uma maior dependência entre os países, ou melhor, aparece uma interdependência entre os países do mundo:

• Revolução tecno-científico-informacional, que mudou o modo de produção do mundo capitalista, pois aliou de fato as inovações tecnológicas com a produção industrial, além de aumentar a circulação de pessoas e mercadorias no espaço mundial. Essa aliança gerou o surgimento de uma nova relação tempo-espaço vivenciado a partir das inovações nos transportes e nas telecomunicações.

• Aumento da competitividade fez com que aparecesse uma nova forma de organização do espaço mundial no campo econômico e político, pois a partir de então verificaremos que uma potencia mundial terá que ter grandes empresas, e grandes investimentos em ciência e tecnologia.

• Na década de 1980 aparecem no cenário mundial, duas novas potências econômicas: Japão e Alemanha, que polarizam com os EUA o mercado consumidor mundial.
untitledkjklA Nova Ordem Mundial ou Mulitpolaridade apresenta basicamente duas facetas: uma geopolítica e outra econômica.

GEOPOLITICA:
• Fim da Guerra Fria e da Bipolarização, ou seja, fim da disputa existente entre socialismo e capitalismo.

• Desaparecimento do PACTO DE VARSÓVIA, a partir de então some a aliança militar do bloco socialista, até porque estamos vivendo a derrocada do socialismo.
• Mudanças de perfil da OTAN, esse organismo passa a desenvolver novas funções, devido o fim da guerra fria e da bipolaridade.

ECONÔMICA:
• Aprofundamento do desenvolvimento do capitalismo, que apresenta novas característica produtiva.

• Globalização que é a fase atual o capitalismo onde se verifica uma interdependência entre os estados nações.

• Aparecimento de organizações entre países que ficaram conhecidas como blocos de poder, como é o caso a união europeia (EU) e do NAFTA.

Pax Americana:

A corresponde a forma como o EUA ver os outros países do mundo, pois a partir da utilização da Pax americana verificamos que o governo americano deixa de respeitar a soberania dos demais estados nações, por achar que são superiores a qualquer outra civilização inclusive a europeia. Um exemplo dessa Pax americana foi a Guerra do Golfo no início da década de 1990.

O papel OTAN na nova ordem mundial

• Manter a ordem política dentro do continente europeu, Proteger os interesses econômicos das potências ocidentais;

• Manter vivo os interesses da indústria armamentista norte americana e europeia;

• Reafirmar o poder militar dos estados unidos no mundo multipolar

• Conter de forma incisiva os avanços do terrorismo no continente europeu;

• Resguardar os países membros das instabilidades políticos existente no leste europeu.

• Proteger os países do continente europeu de uma possível ameaça russa

Obs.: Esta organização comporta hoje países que no passado eram seus inimigos, como por exemplo: Letônia, lituânia, Romênia, Bulgária etc.

Disputa pelo mercado:

Com o fim do comunismo, os antigos países socialistas abriram suas fronteiras e seus mercados. No ocidente, os países detentores de tecnologias avançadas, como Alemanha e Japão, já não precisavam se submeter à lógica da Guerra Fria e à liderança dos Estados Unidos. O resultado foi o início de uma feroz disputa pelo mercado mundial. Em junho de 91, os Estados Unidos lançaram uma ofensiva em seu comércio exterior com a "Iniciativa Para as Américas", um plano que pretendia criar um mercado unificado do Alasca à Terra do Fogo.

A REGIONALIZAÇÃO

Surge em decorrência do avanço do sistema capitalista. Este estágio de desenvolvimento capitalista provocou uma mudança estrutural no comércio mundial, e para acompanhar, tais mudanças, os estados nações tiveram que se adequar à nova forma de interação existente no mercado mundial.
Aparece um novo paradigma de produção, consumo e comercialização. Isso fez com que os países passassem a se organizar em blocos econômicos de poder, para que a partir de então conseguissem ingressar com sucesso na nova configuração econômica mundial.

O RETORNO AO LOCALISMO

Durante a guerra fria os conflitos, mesmo de dimensão regional, como as guerras tribais na África, tinham uma conotação mundial, já que havia direta ou indiretamente influência das duas superpotências em busca de ampliar ou defender suas áreas de influência.

Hoje, como os objetivos estão mais voltados a conquista de mercados, os conflitos regionais deixam de ter uma conotação mundial, pois as potências não mais se interessam, senão por conflitos que coloquem em perigo seus interesses econômicos, a exemplo da reação imperialista contra o Iraque por ocasião da anexação do Kuwait. “A mundialização tem alimentado a retomadas dos localismos, regionalismos e nacionalismos, muitas vezes retrógrados e especialmente segregadores. Como ocorreu na segregação da Iugoslávia e na ex- União Soviética”.

GLOBALIZAÇÃO
O atual estágio do capitalismo originou uma nova maneira de conceber o mundo (globalização) que nada mais é do que uma fase de desenvolvimento do capital. Ou seja, trata-se de uma expansão que visa aumentar os mercados e, portanto, os lucros que é o que de fato move os capitais produtivos ou especulativos na arena do mercado. A globalização representa a tendência da maior integração/ou interdependência entre os países, mesmos que distantes ou diferentes uns dos outros; onde o que acontece em uma região vai influenciar nas outras, ou seja, a cada dia os países vão deixando de ser autônomos. Esse processo é comprovado pelo aumento do fluxo de mercadorias, capitais, serviços e pessoas entre as nações do globo terrestre. Neste momento da história, o mundo está marcado pela universalização da produção, do Marketing, do capital e seu mercado, pela universalização do trabalho, das finanças, e dos modelos de utilização dos recursos, bem como da cultura e dos modelos da vida social, universalizando o espaço e a sociedade tornada mundial e do homem ameaçado por uma alienação total.

A nova ordem da nova ordem mundial! 11 de setembro de 2001

O dia 11 de setembro marcou o início de uma nova era no pensamento estratégico norte-americano. Os ataques terroristas daquela manhã tiveram impacto comparável ao ataque a Pearl Harbor em sete de dezembro de 1941, que lançou os Estados Unidos para a Segunda Guerra Mundial. Antes de 11 de setembro, o governo Bush encontrava-se na fase de desenvolvimento de uma nova estratégia de segurança nacional. Isso estava sendo feito com a Análise Quadrienal da Defesa, bem como em outros cenários. Em um momento, entretanto, os ataques de 11 de setembro transformaram o ambiente de segurança internacional. Uma ameaça totalmente nova e perniciosa subitamente tornou-se realidade e ditou uma nova e importante estratégia para os Estados Unidos. Esta nova política, agora cognominada "Doutrina Bush", concentra-se na ameaça do terrorismo e das armas de destruição em massa.

As fases da globalização e as Transformações do Mundo Contemporâneo

A globalização é o atual momento da expansão capitalista. Pode-se afirmar que ela está para o capitalismo informacional assim como o colonialismo esteve para a sua etapa comercial ou o imperialismo para o final da fase industrial e início da financeira. Trata-se de uma expansão que visa aumentar os mercados e, portanto, o lucro, o que de fato ela move os capitais, tanto produtivos quanto especulativos, no mercado mundial. Esta é a razão de, com o processo de globalização, haver disseminado, com base no governo norte-americano (além do britânico) e em suas instituições por ele controladas, como FMI e o Banco Mundial, o neoliberalismo – que se contrapõe ao keynesianismo. O neoliberalismo tem objetivo de reduzir as barreiras aos fluxos globais, o que beneficia notadamente os países desenvolvidos e suas corporações multinacionais, embora alguns países emergentes como a China, os Tigres Asiáticos, o México e o Brasil, tenham recebido investimentos produtivos e ampliando seu comércio mundial. Por esse motivo, os países em desenvolvimento têm sido pressionados, até para poderem obter novos empréstimos internacionais do FMI, adotar medidas como redução no papel do Estado na produção com a privatização de empresas estatais, abertura do mercado a produtos importados e flexibilização da legislação trabalhista. Deve ser mencionado, no entanto, que, mesmo em países desenvolvidos, as políticas neoliberais têm imposto perdas aos trabalhadores, com reformas previdenciárias e cortes nos gastos sócias, por exemplo.

A guerra no Iraque, na era da globalização a expansão capitalista é silenciosa, sutil e eficaz. Trata-se de uma “invasão” de mercadorias, capitais, serviços, informações e pessoas. As novas “armas” são a agilidade e a eficiência das comunicações, dos transportes e do processamento de informações, graças aos satélites de comunicação, a informática, aos telefones fixos e celulares, aos aparelhos de fax, aos enormes e rápidos aviões, aos super navios petroleiros e graneleiros e aos trens de alta velocidade.

Primeira fase – Data 1450-1850:

Expansionismo mercantilista A primeira globalização, resultado da procura de uma rota marítima para as Índias, assegurou o estabelecimento das primeiras feitorias comerciais europeias na Índia, China e Japão, e abriu aos conquistadores europeus as terras do Novo Mundo.

Politicamente, a primeira fase da globalização se fez quase toda ela sob a proteção das monarquias absolutistas que concentram enorme poder e mobilizam os recursos econômicos, militares e burocráticos, para manterem e expandirem seus impérios coloniais. A doutrina econômica da 1ª fase foi o mercantilismo,
adotado pela maioria das monarquias europeias para estimular o desenvolvimento da economia dos reinos.. Esta política levou cada reino europeu a terminarem se transformando num império comercial, tendo colônias e feitorias espalhadas pelo mundo.

Segunda fase – 1850-1950: Industrial-imperialista.

A segunda fase da globalização se caracteriza pelo processo de expansão da atividade industrial clássica. Nesse período, ocorre em alguns um forte processo de industrialização baseado na primeira Revolução Industrial que teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. As
burguesias industriais, em busca de maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscaram alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias. Avanços da Tecnologia. O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. A máquina a vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se por um lado à máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção. Na área de transportes, podemos destacar a invenção das locomotivas a vapor e os navios a vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos. A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzido mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou as desigualdades entre os países do mundo todo, ampliando a disputa entre os países industrializados por áreas fornecedoras de matéria-prima e mercados consumidores (Divisão Internacional do Trabalho).

Enraíza-se a visão imperialista-colonialista que no início do século XX levará o mundo a duas grandes guerras.

carreira-23Globalização Recente – Pós 1989: Cibernética - tecnológica.

A globalização recente é caracterizada pela revolução tecnocientífica e a integração do mundo.A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação (computadores, telefones e televisão) têm sido fundamentais para agilizar a produção industrial, o comércio e as transações financeiras entre os países. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental conseguia transmitir 138 conversas ao mesmo tempo. Atualmente, com a invenção dos cabos de fibra óptica, esse número sobe para l,5 milhão. As ligações telefônicas internacionais de 3 minutos, que custavam cerca de U$ 200,00 (cada uma) em 1930, hoje em dia não ultrapassam os US$ 2,00. O número de usuários da Internet, rede mundial de computadores, duplica a cada ano, o que faz dela o meio de comunicação que mais cresce no mundo. E o maior uso dos satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão – como as redes de notícias CNN, BBC e MTV – realizem transmissões instantaneamente para diversos países. Tudo isso permite uma integração mundial sem precedentes. Vale destacar como forte novidade na área de tecnologia, e instrumento de integração entre as nações, a Internet. Está que já está presente nos principais países do mundo e que representa um novo ramo de mercado, o mercado virtual. Este é caracterizado por ser de alto risco e de certa forma abstrata, sendo valorizado por seu valor virtual. Como fonte de divulgação de cultura e informações diversas, a Internet é a maravilha do século XXI, pois nunca a humanidade foi tão capaz e bem servida de informações como hoje em dia. Para nós já é simples fazer uma pesquisa para a escola em sites dos Estados Unidos, teclar com estudantes franceses, discutir com os ingleses e ainda pedir auxílio a um técnico do Canadá. Isso, com certeza, foi a grande revolução tecnocientífica. Fluxos de informações A Internet aumentou as possibilidades de acesso aos serviços (como troca de e-mails, pesquisas em bancos de dados e compra de produtos) e às informações, mudando até mesmo as concepções de tempo e espaço. Um espaço virtual se abre aos internautas (pessoas conectadas a rede) em tempo real. De um computador no México é possível pesquisar os arquivos da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, no Banco Mundial, em Washignton, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro, ou a mais atualizada edição da Enciclopédia Britânica; pode-se conhecer o acervo do Museu do Louvre, de Paris, do Museu Britânico, de Londres, ou do Museu de Arte de São Paulo (Masp); comprar livros na Amazon Book ou na Livraria Cultura; copiar livros virtuais ou músicas em MP3 e se comunicar com diversas pessoas pelo MSN, Orkut, etc.

1º DE MAIO - DIA DE LUTA

1º DE MAIO - DIA DE LUTA
Conflito na Serra Pelada - Sebastião Salgado

DIA DAS MÃES - UM GRANDE DIA

DIA DAS MÃES - UM GRANDE DIA

08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

PENSAMENTO VIVO

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

A Terra em 100 Anos

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A FORMAÇÃO DA TERRA

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O UNIVERSO MACROSCOPICO E O MICROSCOPICO

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O Universo que existe em você, e você que existe no universo

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LOVE IS LOVE

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Reflita sobre o mundo

Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir
Pense sobre o mundo