"Este Blog foi criado para aproximar aqueles que se sentem indignados ao presenciar a injustiça, ocorra ela em qualquer parte do planeta. Ele foi criado para aqueles
que acreditam que o conhecimento crítico e o combate a alienação é a libertação do homem e a transformação do mundo. Sinta-se indignado, proteste, lute,
liberte-se, liberte o outro, transforme o mundo..." Prof. Claudenir

Liberté - Igualité - Fraternité / Revolução Francesa - 1789

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A Liberdade Guiando o Povo - Eugéne Delacroix

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Qual o tamanho da crise financeira e econômica?

Os últimos dias foram de pânico para os mercados financeiros. A quebradeira de tradicionais bancos de investimentos dos Estados Unidos provocou quedas históricas nas bolsas em todo o planeta. O governo norte-americano teve que intervir para salvar banqueiros e investidores.Em setembro, se revelou a situação de penúria de bancos centenários dos EUA e o governo anunciou uma ajuda bilionária às companhias Fannie Mae e Freddie Mac, que estavam à beira da falência.Em seguida, outro grande banco, o Lehman Brothers, entrou em agonia. Desta vez, o governo norte-americano apenas pressionou para que outros bancos e instituições financeiras ajudassem, porem não deu certo. A falência provocou queda nas bolsas e o governo Bush radicalizou a política de estatização do mercado financeiro.O Fed, banco central norte-americano, anunciou a compra da maior parte da AIG, a maior seguradora do mundo, que passava dificuldades, mas isso não foi suficiente para acalmar os investidores.A Casa Branca divulgou, no dia 19, um megaplano de ajuda para o mercado. O projeto, que deve passar pelo Congresso, prevê um gasto de US$700 bilhões para salvar as instituições financeiras.O pacote daria poder ao secretário do Tesouro para comprar ações de instituições à beira da falência. É a maior intervenção econômica do Estado na história do capitalismo.Estima-se que o dinheiro colocado pelo governo Bush para acalmar o mercado, supere o gasto na Guerra do Iraque. Analistas classificam a crise como a mais profunda desde a grande crise de 1929. A opinião corrente também dá conta de que estamos apenas no começo.
O pacote de ajuda do governo Bush, levou alívio aos mercados, mas segura apenas temporariamente a crise. Ao contrário do que é noticiado pela mídia, a crise não tem origem no mercado financeiro. É apenas expressão de uma crise econômica clássica de superprodução. É o prenúncio de uma recessão que já atinge os EUA e que deve se alastrar pelo resto do mundo no próximo período, podendo ter uma gravidade bem superior à da crise de 2000-2001.O Brasil será afetado pela crise?Para Lula, os reflexos da crise sobre o Brasil serão "quase que imperceptíveis", e faz parecer que se resume à economia dos EUA.Essa propaganda tem o objetivo, de capitalizar eleitoralmente o atual crescimento econômico. Entretanto, a propaganda se apóia numa realidade sensível para os trabalhadores: o ciclo de crescimento que possibilitou a implantação de fábricas em várias regiões do país.Isso significou um crescimento no emprego que, ao lado de migalhas, como o Bolsa Família, sustentam a popularidade do governo. Mas o país estará mesmo protegido da crise?
Mais frágilLula e seus ministros dizem que as reservas internacionais do país,colocam o Brasil numa situação confortável. No entanto, as reservas podem se reduzir a pó.Os capitais especulativos - aqueles que podem sair a qualquer momento do país - representavam 46% dos investimentos estrangeiros em 2005. Em 2007, já eram 54%.Segundo a Folha de S. Paulo, “os estoques de investimentos estrangeiros especulativos no Brasil equivalem hoje a cerca de três vezes o tamanho das reservas em dólares no BC, segundo os últimos dados (...) existem quase US$3 em capitais especulativos que podem sair a qualquer momento para cada US$1 em reservas. No momento em que esses investidores decidem tirar grandes volumes de dinheiro do país, como na semana passada, há forte pressão sobre o real, que tende a perder valor”O mercado financeiro aqui, assim como no resto do mundo, está totalmente integrado e dependente dos EUA.
Sob o controle das multinacionaisNão é apenas o mercado financeiro que está mais exposto. Grande parte da produção é voltada aos produtos primários para a exportação (commodities). O setor representava 45% da indústria em 2006. As exportações eram a parte mais importante no balanço comercial do país.Um dos reflexos da crise é a redução do preço das commodities. Seja pelo estouro da bolha, que inflacionou os preços nos últimos anos, seja pela inevitável redução da demanda com o agravamento da crise. Um dos maiores compradores do aço e minérios produzidos no Brasil é a China, que produz e exporta para os EUA. Com a recessão que se abate sobre o império, a produção diminuirá drasticamente.O superávit comercial brasileiro está caindo rapidamente. No primeiro semestre de 2008, caiu 45%. Já se fala na possibilidade de um déficit comercial em 2009.Isso contribui para o aumento do chamado déficit nas contas correntes, ou seja, a soma de todos os valores que entram e saem do país (veja o gráfico). Estima-se que, em 2008, o Brasil feche as contas com um saldo negativo de US$30 bilhões. Tal prejuízo ocorre pelo aumento das remessas de lucros das multinacionais aqui instaladas, diminuição do superávit comercial e fuga de capitais.
Conseqüências graves para os trabalhadoresA economia do país ainda cresce e provoca a sensação de que a crise não vai passar por aqui. Mas a dependência da nossa economia fará com que a crise afete diretamente a vida da grande maioria da população.Em algum momento, a indústria automobilística brasileira vai entrar em crise. Isso depois de tantas fábricas montadas no país. A produção e a venda de agosto sinalizam isso. Ainda que os propagandistas do governo possam dizer que foi o melhor agosto da história da indústria, em comparação com o ano de 2007,em julho, houve queda na produção de 1% e queda nas vendas de 15,1%. Será apenas uma acomodação do mercado como dizem as montadoras? Ou o início de uma desaceleração?A burguesia e os políticos sabem que a crise virá. Em todas as negociações salariais deste ano, empresários dizem que não podem conceder um reajuste maior devido à crise que se avizinha. Já os políticos, na campanha eleitoral, fazem promessas que não cumprirão.Mas quais as conseqüências da crise para o Brasil? Para tentar atrair investimentos estrangeiros, o governo vai impor juros exorbitantes, aumentar a dívida pública e um arrocho ainda maior no orçamento.Este é o plano do governo para a crise. Afeta diretamente serviços públicos essenciais, como saúde e educação. O crédito para as empresas vai ficar mais caro, significando menos empregos. Já o crédito ao consumidor vai ficar mais escasso e os juros vão subir.Hoje, grande parte das famílias já está endividada. Com a inflação no último período, atingindo principalmente os mais pobres, a inadimplência subiu mais de 6%. Com a alta dos juros, isso tende a aumentar ainda mais.Para os trabalhadores, a recessão vai significar inflação, desemprego, achatamento dos salários e deterioração dos serviços públicos. O governo Lula, como os outros que o antecederam, vai jogar a crise nas costas dos trabalhadores.
Um programa dos trabalhadores para combater a crise
O governo Lula semeia ilusões quando afirma que a crise não vai atingir o Brasil. Tanto o governo quanto os principais candidatos dessas eleições mentem quando prometem mundos e fundos sem mexer na política econômica. É um verdadeiro estelionato eleitoral.A verdade é que, mantendo a atual política, a crise vai pegar em cheio os trabalhadores. Precisamos, desde já, impor um programa para impedir que, mais uma vez, a grande maioria da população arque com os efeitos de uma crise econômica.É necessário estatizar o sistema financeiro e colocá-lo a serviço da população. Ou seja, impedir a fuga de capitais especulativos e as remessas de lucros ao exterior, que é um verdadeiro roubo das riquezas produzidas pelos trabalhadores no país.É preciso uma reforma agrária radical que entregue as terras aos camponeses e exproprie as grandes empresas do agronegócio. Da mesma forma, é preciso parar já de pagar a dívida pública, investindo em saúde, educação etc. O não-pagamento dessa dívida pode financiar um plano de obras públicas que enfrente o déficit habitacional, com a construção de casas populares, e acabe com o desemprego.Para combater a inflação, é necessário aumentar os salários, congelar os preços e impor um gatilho salarial, ou seja, o aumento automático dos salários de acordo com a inflação.
Leia Mais Sobre a crise:

domingo, 28 de setembro de 2008

KARL MARX MANDA LEMBRANÇAS - UMA LEITURA DA ECONOMIA ATUAL

CESAR
BENJAMIN

Karl Marx manda lembranças










O que vemos não é erro; mais uma
vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos
capitalistas






AS ECONOMIAS modernas
criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de
uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do
mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional".
Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma
sofisticação.
Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande
transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três
tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a
aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de
produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em
mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria
compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo
que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço
seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e
novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos
bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à
fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o
espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica
incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria
um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em
expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum
obstáculo externo a deteria.
Havia, porém, obstáculos internos, que seriam,
sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa
abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção,
organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de
uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo
demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da
condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro.
Marx denominou D - D" essa forma de acumulação e viu que ela teria peso
crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois
a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema
começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao
afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente
organizador da sociedade.
Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a
humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais
desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças
sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a
serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e
alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie
(com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo,
maior o poder destrutivo.
O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao
vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e
mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D". Abandonou as
mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas
e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais
uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos
capitalistas. Karl Marx manda lembranças.

CESAR
BENJAMIN
, 53, editor da Editora Contraponto e doutor honoris causa da
Universidade Bicentenária de Aragua (Venezuela), é autor de "Bom Combate"
(Contraponto, 2006). Escreve aos sábados, a cada 15 dias, nesta
coluna

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

LISTA OFCIAL DAS ESPÉCIES DA FLORA AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
INSTRUÇÃO NORMATIVA No , DE DE SETEMBRO DE 2008
O MINISTRO DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso de suas atribuições, e tendo
em vista o disposto no art. 27, § 6o, da Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003, e
Considerando os compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção sobre Diversidade
Biológica-CDB, ratificada pelo Decreto Legislativo no 2, de 8 de fevereiro de 1994 e promulgada pelo
Decreto no 2.519, de 16 de março de 1998, particularmente aqueles explicitados no art. 7o, alíneas “b” e
“c”; 8o, alínea “f”; 9o, alínea “c”, e 14 e na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da
Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção-CITES, ratificada pelo Decreto Legislativo no 54, de 24
de junho de 1975 e promulgada pelo Decreto no 92.446, de 7 de março de 1986;
Considerando o disposto nas Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, 9.605, de 12 de
fevereiro de 1998 e 11.428, de 22 de dezembro de 2006 e no Decreto no 3.179, de 21 de setembro de
1999;
Considerando os princípios e as diretrizes para a implementação da Política Nacional da
Biodiversidade, constantes do Decreto no 4.339, de 22 de agosto de 2002;
Considerando os resultados do estudo contratado por intermédio do Convênio
IBAMA/Fundação Biodiversitas no 46/2002 e a documentação disponibilizada por meio desse estudo à
Secretaria de Biodiversidade e Florestas, do Ministério do Meio Ambiente, e ao Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA, resolve:
Art. 1o Reconhecer como espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção aquelas
constantes do Anexo I a esta Instrução Normativa.
Art. 2o Reconhecer como espécies da flora brasileira com deficiência de dados aquelas
constantes do Anexo II a esta Instrução Normativa.
Art. 3o Entende-se por espécies:
I - ameaçadas de extinção: aquelas com alto risco de desaparecimento na natureza em futuro
próximo, assim reconhecidas pelo Ministério do Meio Ambiente, com base em documentação científica
disponível;
II - com deficiência de dados: aquelas cujas informações (distribuição geográfica,
ameaças/impactos e usos, entre outras) são ainda deficientes, não permitindo enquadra-las com segurança
na condição de ameaçadas;
Art. 4o As espécies consideradas ameaçadas de extinção constantes do Anexo I a esta
Instrução Normativa estão sujeitas às restrições previstas na legislação em vigor e sua coleta, para
quaisquer fins, será efetuada apenas mediante autorização do órgão ambiental competente.
Art. 5o Para as espécies consideradas ameaçadas de extinção constantes do Anexo I, deverão
ser desenvolvidos planos de ação, com vistas à futura retirada de espécies da lista, elaborados e
implementados sob a coordenação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade -
Instituto Chico Mendes e do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro-JBRJ e com a
participação de órgãos governamentais, da comunidade científica e da sociedade civil organizada, em
prazo máximo de cinco anos, a contar da publicação desta Instrução Normativa.
Parágrafo único. As espécies constantes do Anexo I a esta Instrução Normativa são
consideradas prioritárias para efeito de concessão de apoio financeiro à conservação pelo Governo
Federal e deverão receber atenção especial no contexto da expansão e gestão do Sistema Nacional de
Unidades de Conservação-SNUC, inclusive nos planos de manejo das Unidades de Conservação, bem
como nos planos de conservação ex situ conduzidos no âmbito dos jardins botânicos e bancos de
germoplasma brasileiros.
Art. 6o Para as espécies com deficiência de dados constantes do Anexo II a esta Instrução
Normativa deverão ser desenvolvidos estudos visando subsidiar o Ministério do Meio Ambiente na
definição do real status de conservação de cada espécie.
§ 1o A coordenação dos estudos mencionados no caput deste artigo caberá ao Instituto de
Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e ao Instituto Chico Mendes.
§ 2o As espécies constantes do Anexo II a esta Instrução Normativa são consideradas
prioritárias para efeito de concessão de apoio financeiro à pesquisa pelo Governo Federal.
§ 3o Às espécies constantes do anexo II não se aplica o disposto no art. 4o desta Instrução
Normativa.
Art. 7o A lista das espécies ameaçadas de extinção, constante do Anexo I a esta Instrução
Normativa, será revisada periodicamente, conforme diretrizes adotadas pela Comissão Nacional de
Biodiversidade-CONABIO, por recomendação da sua Câmara Técnica Permanente sobre Espécies
Ameaçadas de Extinção, Espécies Sobreexplotadas ou Ameaçadas de Sobreexplotação.
Art. 8o As espécies com deficiência de dados constantes do Anexo II a esta Instrução
Normativa e que de acordo com os estudos acima mencionados apresentarem informação científica
suficiente para serem consideradas ameaçadas de extinção serão objeto de publicação de nova Instrução
Normativa pelo Ministério do Meio Ambiente.
Art. 9o A inobservância desta Instrução Normativa sujeitará o infrator às penalidades e
sanções previstas na legislação específica.
Art. 10. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 11. Revogam-se as disposições em contrário, em especial a Portaria Normativa IBAMA
no 37-N, de 3 de abril de 1992.
CARLOS MINC

CLIQUE AQUI PARA VER LISTA OFICIAL: http://www.mma.gov.br/estruturas/ascom_boletins/_arquivos/83_19092008034949.pdf

EDUCAÇÃO MELHORA, MAS AINDA APRESENTA DESAFIOS - IBGE

Educação melhora, mas ainda apresenta desafios
A Síntese dos Indicadores Sociais 2008- Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira - mostra que, entre 1997 e 2007, caiu de 31,6% para 23,5%, o percentual de famílias com rendimento familiar per capita de até ½ salário mínimo. No Nordeste, essa queda foi de 53,9% para 43,1%. A Síntese verificou o fenômeno social Dinc (Double Income and No Children), ou seja casais sem filhos onde ambos possuem renda, representava, em 2007, 3,4% dos domicílios (1,9 milhão de casais), enquanto em 1997 eram menos de 1 milhão. Outra tendência observada foram 6,7 milhões de pessoas morando sozinhas, das quais 40,8% eram idosas. A Síntese revelou que, nesses dez anos, subiu de 53,6% para 57,1% o percentual de mulheres entre os universitários.
A taxa de analfabetismo das pessoas com mais de 15 anos caiu de 14,7% para 10%, no entanto, persistia um número elevado de pessoas que não sabiam ler ou escrever: 14,1 milhões de analfabetos, dos quais 9 milhões eram pretos e pardos e mais da metade residia no Nordeste. Melhorou, nesse período, o percentual de estudantes que cursavam nível médio na idade adeqüada (15 a 17 anos), passando de 26,6% para 44,5%. Por outro lado, nesses dez anos aumentou a desigualdade de acesso de brancos e pretos e pardos ao nível superior. Em 1997, 9,6% dos brancos e 2,2% dos pretos e pardos, de 25 anos ou mais de idade, tinham nível superior completo no país; em 2007, esses percentuais eram de 13,4% e 4,0%, respectivamente. As conseqüências das desigualdades educacionais se refletem nos rendimentos médios dos pretos e pardos, que se apresentam cerca de 50% menores que os dos brancos.
Em 2007, aproximadamente um terço das famílias vivia com rendimento mensal de até ½ salário mínimo per capita. No caso dos domicílios com crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, essa proporção subia para 46%. Somente 54,5% dos domicílios com crianças até 6 anos possuíam todos os serviços de saneamento simultaneamente. O alto índice de freqüência à escola nem sempre se traduz em qualidade do aprendizado. Em 2007, 2,1 milhões das crianças de 7 a 14 anos de idade freqüentavam escola e não sabiam ler e escrever. A pesquisa mostra também que, em 2007, aumentou a proporção de crianças de 10 a 15 anos que trabalhavam na própria casa e no domicílio do empregador.
De acordo com a Síntese, a contribuição da renda dos idosos representa mais da metade do total da renda domiciliar em 53% dos domicílios com idosos. Essas são algumas das conclusões da Síntese dos Indicadores Sociais 2008, elaborada com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2007), e que traz capítulos específicos sobre Aspectos demográficos; Educação; Domicílios; Famílias; Casamentos, separações judiciais e divórcios; Cor; Mulheres; Idosos e Crianças, adolescentes e jovens. Os resultados são desagregados por grandes regiões, unidades da federação e as principais regiões metropolitanas.
Casais com filhos já são menos da metade do total de famílias
A PNAD 2007 mostrou que, entre os arranjos familiares de pessoas com parentesco, 48,9% eram do tipo casal com filhos, contra 56,6% em 1997, devido, principalmente, à queda da fecundidade. No mesmo período, a proporção dos arranjos constituídos por casal sem filhos cresceu de 12,9% para 16,0%.
Em 2007, o Brasil tinha 6,7 milhões de pessoas morando sozinhas e 40,8% delas eram idosas
O crescimento da proporção de pessoas que viviam sozinhas (8,3% para 11,1%) é uma tendência verificada desde 1997, fruto da redução das taxas de mortalidade e do aumento da esperança de vida, especialmente para as mulheres. Em 2007, entre cerca de 6,7 milhões de famílias unipessoais existentes no país, 40,8% eram formadas por pessoas de 60 anos ou mais.
O valor médio mensal do rendimento familiar per capita em 2007 era R$ 624,00. Entretanto, metade das famílias vivia com menos de R$ 380,00 por mês, o valor do salário mínimo em 2007. Regionalmente, a distribuição de renda no país continua desigual: metade das famílias nordestinas viviam com até R$ 214,00, enquanto no Sudeste o rendimento mediano era de R$ 441,00.
Em dez anos, caiu o percentual de famílias com rendimento menor que 1/2 do salário mínimo
No período 1997/2007, caiu o percentual dos arranjos familiares com rendimento familiar per capita de até ½ salário mínimo. Em 1997, esse percentual para o conjunto do país era de 31,6%, mas caiu para 23,5% em 2007. No Nordeste, a queda entre 2002 e 2007, foi de pouco mais de 10 pontos percentuais (53,9% para 43,1%), provavelmente resultado de políticas públicas dirigidas às famílias mais pobres.
Em 2007, em 50,5% das famílias com filhos, estes eram menores de 16 anos. De 1997 a 2007, entre as famílias com todos os filhos menores de 16 anos, cresceu a proporção do tipo monoparental (com a presença de apenas um dos cônjuges): de 19,2% para 21,8%, o que é coerente com os dados do registro civil sobre o aumento das separações conjugais. O percentual das famílias monoparentais masculinas teve também um ligeiro crescimento, de 7,8% para 9,8% (de 278 mil famílias em 1997 para quase 445 mil em 2007).
Entre 1997 e 2007, os homens, independentemente de sua condição na família, continuam tendo taxas de ocupação superiores a todos os outros membros das famílias, mas elas diminuíram de 84,3% para 82,7%. É importante verificar que a taxa de ocupação dos filhos é maior nos arranjos chefiados por uma mulher (44,4%), contra 40,3% nas famílias com chefia de homem.
Brasil tinha 1,9 milhão de casais sem filhos onde ambos os cônjuges trabalhavam
Entre os 60,1 milhões de arranjos familiares existentes no país, em 2007, cerca de 39,0 milhões (65%) eram casais e, em apenas 38,6% desses, ambos estavam trabalhando e tinham rendimento do trabalho.
Segundo alguns estudos, as famílias compostas por casais sem filhos residentes no domicílio e ambos com rendimento são cada vez mais freqüentes, especialmente nas sociedades contemporâneas mais industrializadas. Esta tipologia intitulada DINC (Double Income and No Children) consiste num arranjo familiar em que, não precisando cuidar de prole, o casal pode se dedicar mais ao trabalho e ao lazer. Os dados da PNAD permitem uma aproximação a esse tipo de arranjo. Os casais em que ambos os cônjuges tinham rendimentos e em que as mulheres não tiveram filho representavam 3,4% dos domicílios (1,9 milhão de casais). Em 58,7% deste tipo de casal (que mais se aproximam do conceito DINC) a pessoa de referência tinha até 34 anos de idade, o que pode refletir um adiamento da fecundidade ou, ainda, a tentativa de garantir melhores posições no mercado de trabalho. Os rendimentos desse tipo de casal são relativamente elevados (3,5 salários mínimos per capita) os colocam entre os 10% com os maiores rendimentos na população brasileira.
6,4% das adolescentes com entre 15 e 17 anos são mãesEntre 1997 e 2007, a proporção de mulheres em idade reprodutiva (15 a 49 anos) com filhos nascidos vivos manteve-se em torno dos 63%, mas o número mulheres com apenas um filho subiu de 25,8% para 30,7%. Em 2007, a proporção das adolescentes de 15 a 17 anos de idade com filhos era de 6,3%, mantendo-se nos mesmos patamares de 1997. Norte, Centro-Oeste e Nordeste tinham as proporções mais elevadas, 9,4%, 7,7% e 7,5% e o Sudeste e o Sul as mais baixas (5%, ambos)
Escolaridade feminina é maior, principalmente no Norte e Nordeste
As mulheres brasileiras nas áreas urbanas do país apresentam, em média, um ano a mais de escolaridade do que os homens. No Distrito Federal, as mulheres apresentam a maior média de anos de estudo no país (10,4). A escolaridade delas é sempre superior à dos homens, principalmente no Norte e Nordeste, com destaque para o Piauí, onde a diferença é de quase dois anos a mais.
Mesmo nessas regiões onde os valores culturais são reconhecidamente mais tradicionais, as mulheres também têm se destacado na condição de pessoa de referência nas famílias. No Norte e no Nordeste, a proporção de mulheres nessa condição, é de 34,7% e 32,1%.
Em 2007, entre os arranjos familiares em que a mulher é a pessoa de referência, 52,9% eram do tipo monoparental (sem a presença de um dos cônjuges). Já nas unidades unipessoais, o percentual de mulheres é maior em decorrência da mais elevada expectativa de vida feminina. Também é interessante observar a baixa freqüência de arranjos familiares com homens na chefia sem a presença de cônjuge (3,3%) e com filhos.
As proporções de mulheres e de homens dirigentes estão menos distantes no Norte e Nordeste
Em 2007, somente 4,2% das mulheres (contra 5,5% dos homens) estavam ocupados na categoria de dirigentes em geral. Os dados da PNAD, em certa medida, contradizem o senso comum em relação à supremacia dos valores culturais tradicionais na determinação das ocupações assumidas por homens e mulheres do Norte e Nordeste. Nestas regiões, as diferenças entre os percentuais masculino e feminino que ocupam cargos de dirigentes são menores do que nas unidades da federação do Sul e Sudeste onde os valores culturais seriam mais avançados.
Enquanto no Piauí, por exemplo, o percentual delas (3,6%) até supera o dos homens (3,4%), no Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Espírito Santo os percentuais de mulheres dirigentes estão mais de 1,7 ponto percentual abaixo dos mesmos indicadores masculinos. Da mesma forma, os diferenciais encontrados entre homens e mulheres no Pará, Ceará, Pernambuco e Bahia são muito menores do que nas UFs onde os valores culturais, em princípio, não seriam tão determinantes na definição de postos que exigem maior qualificação e autoridade. Uma explicação poderia ser a maior escolaridade das mulheres naquelas mesmas regiões supostamente mais conservadoras.
Em dez anos, sobe de 53,6% para 57,1% o percentual de mulheres entre os universitários
Em 2007, entre os estudantes de nível superior, 57,1% eram mulheres, um aumento significativo em relação a 1997 (53,6%). No mesmo período, o percentual relativo aos homens caiu de 46,4% para 42,9%. No entanto, ainda existe um expressivo número de mulheres que não sabem ler e escrever, tanto no Brasil (7,2 milhões) quanto em países da América da Latina.
Em alguns países da região, as jovens mulheres tiveram sucesso na alfabetização, comparadas às gerações anteriores. No Brasil e na Bolívia, por exemplo, a taxa de analfabetismo das mulheres de 15 anos ou mais é cerca de 6 vezes maior que aquela encontrada para as mulheres de 15 a 24 anos de idade.
52% dos analfabetos de 15 anos ou mais estão no Nordeste
O Brasil ainda contava, em 2007, com 14,1 milhões de analfabetos entre as pessoas de 15 anos ou mais de idade - uma taxa de 10,0%. Houve redução em relação a 1997, quando a taxa era de 14,7%. A distribuição espacial desse grupo mostrava, em 2007, uma concentração (52%) no Nordeste.
O rendimento familiar é importante na questão do analfabetismo. No conjunto da população que vivia com rendimento familiar per capita de até meio salário mínimo, cerca de 18% eram analfabetos em 2007; já nas classes de rendimentos superiores a dois salários mínimos, o percentual era de 1,4%. O fenômeno do analfabetismo também está bastante relacionado às áreas rurais. A taxa rural (23,3%) era três vezes maior que a urbana (7,6%), embora a comparação com os dados de 1997 (taxa rural de 32,0%) mostre redução expressiva.
A universalização da educação primária é uma meta a ser atingida até 2015 pelos países signatários dos Objetivos do Milênio, entre eles o Brasil. Uma forma de mensurar os esforços nesse sentido é verificar a taxa de analfabetismo para a população de 15 a 24 anos de idade. Em 2007, 5,3% das pessoas nessa faixa etária eram analfabetas, e houve uma redução significativa em relação a 1997 (12,0%). Entretanto, as regiões Norte (6,0%) e Nordeste (6,5%), apesar de registrarem reduções expressivas, ainda possuem taxas que são quase o dobro das demais regiões.
Os programas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos podem representar uma resposta adequada a esse tipo de problema. No ano de 2007, 2,6 milhões de pessoas declararam freqüentar esses cursos, das quais pouco menos da metade (45,9%) estava em curso correspondente ao ensino fundamental e 20,7% em curso de alfabetização.
Percentual de estudantes do nível médio na idade adequada (15 a 17 anos) cresceu de 26,6% para 48,0%
A freqüência à escola cresceu bastante entre 1997 e 2007. No grupo de 0 a 6 anos de idade, em 1997, 29,2% freqüentavam escola, percentual que passou para 36,5% em 2002 e chegou a 44,5% em 2007. No subgrupo de 4 a 6 anos de idade, o percentual em 2007 era de quase 78%. No grupo de 15 a 17 anos, a taxa de freqüência também cresceu, saindo de 77,3% em 1997 para 82,1% em 2007.
Um indicador que qualifica melhor a situação educacional dessa faixa etária (15 a 17 anos) é a taxa de freqüência líquida.1 Somente cerca de 48% dos adolescentes estavam cursando o ensino médio, em 2007, apesar da melhora nessa taxa, que em 1997 era de 26,6%. A região Nordeste registrou um avanço considerável, no entanto ainda possuía a menor taxa entre as regiões, em 2007 (34,5%). O Sudeste tinha a melhor freqüência líquida de adolescentes entre 15 a 17 anos, cerca de 58%, indicador que chegava a 66,7% no estado de São Paulo. Esse indicador é bem mais favorável para as mulheres: cerca de 53,8% estavam cursando o nível adequado, contra 42,5% dos homens.
Vista pelo rendimento familiar, a taxa de freqüência líquida dos adolescentes de 15 a 17 anos mostra uma situação muito desfavorável para os 20% com menores rendimentos (28,2%) se comparada à dos 20% com maiores rendimentos (77%). Em 1997, a taxa para o primeiro quinto de rendimento era de 6,1%, passando para 16,8% em 2002.
Dos jovens entre 18 e 24 anos, 30,9% informaram freqüentar escola. Nessa faixa etária, os estudantes deveriam estar na universidade, mas bem mais da metade (57,6%) estavam cursando o ensino fundamental, médio ou outros (pré-vestibular, supletivo ou alfabetização de adultos), enquanto 42,4% estavam em cursos de graduação ou pós-graduação. Em 1997, esta última taxa era de 21,5%.
A defasagem série/idade no ensino fundamental é utilizada para a análise do fluxo escolar. Em 1997, o percentual de estudantes defasados era de pouco mais de 43,0%, reduzindo-se em 2002 para 32,3% e chegando a 25,7%, em 20072. As regiões Sul e Sudeste apresentavam, em 2007, as menores proporções, em torno de 16,0%. Chamam atenção as elevadas taxas no Norte (35,4%) e Nordeste (38,8%), que, em 2007, não atingiram os níveis do Sul e do Sudeste em 1997.
Em nenhuma das faixas etárias até 17 anos, atinge-se a média de anos de estudo esperada para a idade
A média de anos de estudo da população de 10 a 17 anos de idade aumentou entre 1997 e 2007 para todas as faixas etárias. Entretanto, a média não atingiu os 4 anos de estudo completos para as crianças de 11 anos de idade, que de acordo com o sistema educacional, deveriam ter, no mínimo, essa escolaridade, mas apresentaram, 3,3 anos de estudo. O mesmo ocorria com as crianças de 14 anos, que apresentaram apenas 5,8 anos de estudo, quando deveriam ter, no mínimo, 7 anos. Aos 17 anos, os adolescentes brasileiros também não tinham atingido a escolaridade esperada (10 anos de estudo), sendo a média de apenas 7,9 anos de estudo.
No conjunto da população brasileira de 15 anos ou mais, a escolaridade média, em 2007, era de 7,3 anos de estudo. Houve um aumento de 1,5 ano de estudo em relação a 1997 (5,8 anos) – o que evidencia uma melhora lenta nesse indicador. As diferenças entre as áreas urbanas (7,8 anos de estudo) e rurais (4,5 anos) são marcantes.
Hiato entre brancos e pretos e pardos com superior completo aumenta entre 1997 e 2007
Em 2007, a taxa de freqüência a curso universitário para estudantes entre 18 e 25 anos de idade na população branca (19,4%) era quase o triplo da registrada entre pretos e pardos (6,8%). Quadro que se repetia, com pouca variação, em todas as regiões.
Nesse nível de ensino, em todas as idades entre 18 e 25 anos, os estudantes pretos e pardos não conseguiram alcançar em 2007 a taxa de freqüência que os brancos tinham dez anos antes. Nesse intervalo de tempo, a diferença a favor dos brancos, em vez de diminuir, aumentou, passando, por exemplo, de 9,6 pontos percentuais, aos 21 anos de idade, em 1997, para 15,8 pontos percentuais em 2007.
Essas desigualdades se expressam nas informações referentes a pessoas com ensino superior concluído, que apresentam níveis bastante diferentes entre brancos e pretos e pardos, quadro que também tem se agravado. Em 1997, 9,6% dos brancos e 2,2% dos pretos e pardos tinham nível superior completo no país; em 2007, esses percentuais eram, respectivamente, de 13,4% e 4,0%. Ou seja, o hiato entre os dois grupos, que era de 7,4 pontos percentuais em 1997, passou para 9,4 em 2007.
Analfabetismo funcional cai mais entre pretos e pardos, mas desigualdade se mantém
Também em relação às taxas de analfabetismo, analfabetismo funcional e freqüência escolar, verificam-se diferenças significativas. Em números absolutos, em 2007, dos pouco mais de 14 milhões de analfabetos brasileiros, quase 9 milhões eram pretos e pardos. Em termos relativos, a taxa de analfabetismo da população branca era de 6,1% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, sendo de mais de 14% para pretos e pardos, ou seja, mais que o dobro da dos brancos.
Em relação à taxa de analfabetismo funcional, houve redução mais expressiva para pretos e pardos que para brancos, entre 1997/2007. Mas a desigualdade em favor dos brancos se mantém: em 2007, a taxa de analfabetismo funcional para essa população (16,1%) era mais de dez pontos percentuais menor que a de pretos e pardos (27,5%) – sendo que essa taxa dos pretos e pardos ainda está mais alta do que as dos brancos de dez anos atrás.
Uma outra maneira de enfocar a questão é observar a distribuição por cor ou raça da população que freqüenta escola com idades entre 15 e 24 anos. Na faixa de 15 a 17 anos de idade, cerca de 85,2% dos brancos estavam estudando, sendo que 58,7% destes freqüentavam o nível médio, adequado a esse grupo etário. Já entre os pretos e pardos, 79,8% freqüentavam a escola, mas apenas 39,4% estavam no nível médio. Por outro lado, enquanto o percentual de brancos entre os estudantes de 18 a 24 anos no nível superior era de 57,9%, o de pretos e pardos era de cerca de 25%.
A média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais também continua a apresentar uma vantagem de em torno de dois anos para brancos (8,1 anos de estudos) em relação a pretos e pardos (6,3), diferença que vem se mantendo constante.
Com 12 anos ou mais de estudo, rendimento-hora dos brancos é 40% maior que o de pretos e pardos
As conseqüências das desigualdades educacionais se refletem nos rendimentos médios dos pretos e pardos, que se apresentam sempre menores (em torno de 50%) que os dos brancos. Mesmo quando são considerados os rendimentos-hora de acordo com grupos de anos de estudo, em todos eles os brancos são favorecidos, com rendimentos-hora até 40% mais elevados que os de pretos e pardos, no grupo com 12 ou mais anos de estudo.
A distribuição das pessoas por cor ou raça entre os 10% mais pobres e entre o 1% mais rico mostra que os brancos chegavam a pouco mais de 25% dos mais pobres e a mais de 86% entre os mais ricos. Por sua vez, os pretos e pardos são quase 74% entre os mais pobres e só correspondem a pouco mais de 12% dos mais ricos. As variações desses percentuais por grandes regiões, embora reflitam as diferenças de distribuição por cor na população como um todo, mantêm as desigualdades.
Há, também, uma diminuição sistemática do percentual de pretos e pardos à medida que aumentam os décimos de rendimentos, com crescimento constante da participação dos brancos. No primeiro décimo, onde estão os mais pobres, aparecem quase 15% da população preta ou parda e apenas pouco mais de 5% dos brancos, sendo que no último décimo, o do mais ricos, esses valores se invertem, encontrando-se quase 16% dos brancos e apenas pouco mais de 4% dos pretos e pardos.
Quase metade dos jovens vivem em domicílios com renda per capita de até ½ salário mínimo
Em 2007, do total das 60,1 milhões de famílias brasileiras, 28,1 milhões (47,7%) contavam com pelo menos uma criança ou adolescente de até 14 anos de idade. A pobreza no país, embora tenha se reduzido nos últimos 10 anos, continua a afetar com muito mais intensidade as crianças e adolescentes. Em 2007, a PNAD revelou que 30,0% dos brasileiros viviam com rendimento familiar mensal de até ½ salário mínimo per capita. No caso dos domicílios com crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, essa proporção sobe para 46%. Chama mais atenção ainda o percentual de domicílios com rendimento familiar mensal de até ¼ de salário mínimo e com crianças, que chega a 19,6%. Em contrapartida, apenas 1,7% desse segmento da população vivia com rendimento familiar de mais de 5 salários mínimos per capita.
No Nordeste, 39,2% das crianças menores de 6 anos vivem com rendimento familiar mensal de até ¼ salário mínimo per capita
Os dados da PNAD 2007 mostram que quanto mais nova a criança, maior a probabilidade de estar em situação mais vulnerável, qualquer que seja a região do país. O Nordeste (51,6% da população total) é a região que reconhecidamente apresenta o maior percentual de pessoas com rendimento familiar mensal de até ½ salário mínimo (SM) per capita. Quando se destaca apenas a população jovem da região (de 0 a 17 anos), o percentual nessa faixa de rendimento até ½ salário mínimo (SM) per capita passa para 68,1%. Destes, 36,9% viviam com somente até ¼ SM de rendimento familiar. Entre as crianças menores de 6 anos do Nordeste, o percentual das que viviam com até ¼ de SM de rendimento familiar é ainda mais expressivo: 39,2%.
As regiões Sul (17,8%) e Sudeste (18,6%) são as que possuem o menor percentual de pessoas com rendimento familiar mensal de até ½ salário mínimo per capita. Conseqüentemente, a proporção de crianças nessa faixa também é menor nessas regiões (30,0% da população de 0 a 17 anos no Sul e 32% no Sudeste)
Mais da metade dos domicílios com crianças até 6 anos possuíam todos os serviços de saneamento
Apesar das melhoras nas condições de vida da população, ainda é baixo o número de domicílios com crianças de até 6 anos de idade que possuem condições adequadas de saneamento.3 Em 2007, apenas 54,5% dos domicílios com crianças possuíam todos os serviços de saneamento simultaneamente. Porém, há grande desigualdade entre os domicílios das famílias com rendimento familiar abaixo de ½ salário mínimo per capita com crianças, dos quais 38,4% estão em condições adequadas, e os domicílios das famílias com rendimento familiar de mais de cinco SM per capita com crianças (70,3%).
Mais uma vez, percebe-se que as crianças com até 6 anos de idade estão em situação mais vulnerável, já que, no total de domicílios do país, a proporção dos que possuem estes serviços é maior (62,4%), mesmo entre os domicílios com rendimento familiar mensal de até ½ salário mínimo (SM) per capita (42,0%).
Este dado é relevante tendo em vista que boa parte dos óbitos infantis tem causas ligadas à falta de saneamento básico, como, por exemplo, a diarréia. Portanto, a melhora do nível de saneamento tem impacto direto sobre as taxas de mortalidade infantil. É importante ressaltar, no entanto, que em relação a 1997, houve aumento da oferta desses serviços nos domicílios com crianças.
Em 2007, 2,1 milhões das crianças de 7 a 14 anos de idade freqüentavam escola e não sabiam ler e escrever
Embora entre as crianças e adolescentes de 7 a 14 anos de idade, faixa etária correspondente ao ensino fundamental, o ensino esteja praticamente universalizado (97,6%), os resultados da pesquisa mostram que este alto índice de freqüência à escola nem sempre se traduz em qualidade do aprendizado. Entre as 28,3 milhões de crianças de 7 a 14 anos, que pela idade já teriam passado pelo processo de alfabetização, foram encontradas 2,4 milhões (8,4%) que não sabem ler e escrever. Isto não significa que estas crianças não estejam na escola: 2,1 milhões delas, ou seja, 87,2%, das que não sabiam ler e escrever, freqüentavam estabelecimento de ensino. Deste grupo de 2,1 milhões, 1,2 milhão vivia no Nordeste do país.

Entre as crianças de 10 anos, idade adequada à 4a série, que não sabiam ler e escrever, 85,6% destas crianças estavam na escola. Aos 14 anos, idade em que se deveria concluir o ensino fundamental, o percentual de crianças que ainda não sabe ler e escrever é menor (1,7%), o que representa 58,1 mil pessoas. Porém, quase metade destas (45,8%) estava na escola. Chama atenção o número de crianças de 14 anos fora da escola, cerca de 204,8 mil.
No caso dos adolescentes de 15 a 17 anos, que deveriam estar freqüentando ensino médio, novamente a situação de rendimentos influencia sua possibilidade de freqüentar escola. A freqüência escolar deste grupo como um todo é de 82,1%, porém, chama a atenção a diferença entre a taxa dos 20% mais pobres (76,3%) e a dos 20% mais ricos (93,6%). Entretanto, os resultados são melhores que os de 1997 (55,7% e 87,7%). No período, a distância entre os mais ricos e os mais pobres baixou de 31,2 para 17,4 pontos percentuais. A disparidade ocorre em todas as grandes regiões e pode ser explicada, em parte, pela necessidade dos jovens mais pobres de trabalhar para ajudar suas famílias.
Aumenta o percentual dos jovens de 16 e 17 anos que se dedicavam exclusivamente aos estudos
A análise da condição de atividade dos jovens de 16 e 17 anos no período 1997/2007 revela que houve uma procura maior pelos estudos. Diminuiu o percentual daqueles que somente trabalhavam, de 16,5% para 10,2%, e daqueles que cuidavam dos afazeres domésticos, de 11,1% para 8,3%. Aumentou o percentual daqueles que se dedicavam exclusivamente aos estudos, de 45,5% em 1997 para 54,8% em 2007.
Antes de atingir 18 anos, muitos jovens já se dividem entre o estudo e o trabalho. Porém, a partir dos 18 anos, estudar torna-se privilégio de uma parcela ainda menor. Entre aqueles de 18 e 19 anos, 25,8% têm como atividade exclusiva o estudo, e no grupo de 20 a 24, apenas 10,1%. O percentual de jovens que apenas trabalham e não estudam é de 32,3% para o grupo de 18 e 19 anos e de 50,4% para o de 20 a 24.
Proporção de crianças de 10 a 14 anos que trabalham no próprio domicílio aumenta
As crianças que trabalham freqüentam menos a escola do que aquelas que não trabalham. Enquanto a taxa de freqüência escolar das crianças de 5 a 15 anos ocupadas era de 89,6%, a das que não trabalhavam era de 95,4%.
A atividade agrícola ocupa um número ligeiramente maior de crianças do que a não-agrícola (1,27 milhões contra 1,23 milhões). Entre as crianças de 5 a 9 anos, o percentual que está em atividade agrícola é maior (74,1%) do que entre as de 10 a 15 anos (49,2%). O ligeiro predomínio da atividade agrícola é evidenciado pela análise dos locais de trabalho das crianças de 10 a 15 anos. As fazendas, sítios e granjas são os estabelecimentos que mais utilizam o trabalho infantil, ocupando 36,5% destas crianças em 2007. Em 1997, o percentual era ainda maior (43,4%). As lojas, oficinas e fábricas vêm em segundo lugar, ocupando 24,5% das crianças. Este percentual também caiu em relação a 1997 (26,9%). Por outro lado, cresceu a proporção de crianças que se dedicavam ao trabalho doméstico. Trabalhavam no próprio domicílio onde moravam 5,4% das crianças em 1997 e 8,0% em 2007. No domicílio do empregador, trabalhavam 8,0% das crianças em 1997 e 9,1% em 2007. Aumentou ainda ligeiramente a proporção das crianças que trabalhavam em via ou área pública: de 5,0% em 1997 para 5,7% em 2007. Contudo, em termos absolutos houve queda, de 184 mil para 134 mil crianças trabalhando neste tipo de local.
A maior parte das crianças trabalhadoras (43,2%) contribuía, em 2007, com 10% a 30% no rendimento familiar. Cerca de 41,5% contribuíam com até 10% do rendimento e apenas 15,4% contribuíam com mais de 30% deste. Por fim, quando se investiga a idade em que começaram a trabalhar, percebe-se que uma boa parte das crianças ocupadas de 10 a 17 anos entrou no mercado de trabalho bem cedo, ainda antes dos 9 anos de idade, 19,1%.
Em 2007, o número médio de moradores por domicílio foi de 3,4 pessoas
Segundo a PNAD 2007, o número de domicílios particulares no Brasil alcançou cerca 56,4 milhões. O número médio de moradores por domicílio, que em 1997 era de 3,8 e 3,6 em 2002, caiu para 3,4 pessoas em 2007, resultado da queda da fecundidade e redução do tamanho médio das famílias.
A proporção de domicílios urbanos em 2007 alcançou 84,8%. Comparado com 1997 (81,1%), este valor apresentou um aumento de 3,7 pontos percentuais em 10 anos, refletindo o ritmo da urbanização. O percentual de domicílios urbanos com rendimento médio de até ½ salário mínimo per capita em 2007 apresentou uma queda em relação aos anos de 1997 e 2002, passando de 25,5% em 1997 para 27,4% em 2002 e caindo para 19,4% em 2007.
Crescimento da população de idosos representou mais que o dobro do crescimento da população total
Em 2008, a Síntese analisou as diferenças entre as condições de vida dos idosos na cidade e no campo e constatou: dos quase 20 milhões de idosos com 60 anos ou mais (10,5% do total da população), 16,5 milhões viviam na área urbana e 3,4 milhões na área rural. Na região metropolitana de São Paulo havia, em 2007, 2,1 milhões de idosos, enquanto na região metropolitana do Rio de Janeiro, eram 1,7 milhão (14,7% do total da população da região metropolitana do Rio de Janeiro). Quase metade do total de idosos das áreas rurais do País moravam na região Nordeste (1,6 milhão), enquanto em áreas urbanas, a região Sudeste concentrava 8,7 milhões de idosos. Enquanto a população brasileira apresentou, no período de 1997 a 2007, um crescimento relativo da ordem de 21,6%, para a faixa etária de 60 anos, este crescimento foi de 47,8%, chegando a 65%, no grupo de idosos de 80 anos ou mais.
A região Sudeste concentrava quase metade (9,4 milhões) dos idosos com 60 anos ou mais do país, seguida pela região Nordeste (5,1 milhões de idosos) e Sul (3,2 milhões). Centro-Oeste (1,2 milhão de idosos) e Norte (1 milhão) reuniam grupos relativamente menores nesta faixa etária. Em São Paulo morava, em 2007, o maior contingente de idosos do País (4,7 milhões), seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais (com aproximadamente 2,2 milhões), e Bahia (1,4 milhão). Roraima (21 mil), Amapá (32 mil) e Acre (39 mil) concentravam os menores grupos de pessoas com 60 anos ou mais.
2,5 milhões de idosos viviam em situação de pobreza, dos quais cerca de 1,2 milhão no Nordeste
De acordo com a Síntese, poderiam ser considerados em situação de pobreza, mais de 2,5 milhões de idosos (12,2%) no país, que viviam em domicílios cujo rendimento médio mensal domiciliar per capita era de até ½ salário mínimo. O percentual de idosos que moravam em domicílios nesta faixa de rendimento nas áreas rurais chegava a 20,2% do total de idosos destes locais, enquanto nas áreas urbanas era de 11,1%. A região Nordeste (24,2%) alcançou a maior proporção de idosos em situação de pobreza e a Sul (6,5%), a menor proporção. Em números absolutos, os maiores grupos de idosos de 60 anos ou mais em situação de pobreza moravam na Bahia (334 mil), Minas Gerais (265 mil) e São Paulo (248 mil). O maior contraste urbano/rural ocorria na região Sudeste (6,8% / 16,1%), e o menor na Região Sul (6,3%/7,1%). Em contrapartida, considerando a faixa de rendimento mensal domiciliar de mais de 2 salários-mínimos per capita, a proporção de idosos nas áreas urbanas (26,5%) era mais de três vezes superior a da área rural (8,1%).
Aumento da esperança de vida resulta nas famílias intergeracionais
A Síntese de Indicadores Sociais 2008 investigou o fenômeno das famílias intergeracionais, decorrente do aumento da esperança de vida, que possibilita a convivência de até três gerações em um mesmo domicílio. De acordo com a SIS, excluindo-se os domicílios de um só morador e aqueles de casal sem filhos, chega-se a cerca de 9,7 milhões e 38 milhões de moradores. Destes moradores, aproximadamente 30,2% eram crianças, adolescentes e jovens (0 a 24 anos); 36,2% tinham entre 25 a 59 anos; 29,1% tinham entre 60 a 79 anos; e 4,6% tinham 80 anos ou mais de idade. Regionalmente, o Norte e Nordeste, locais onde o número médio de filhos é maior, as proporções de crianças e jovens de 0 a 24 anos são superiores, 41% e 36%, revelando que o fenômeno da convivência intergeracional é ainda mais intenso.
Em 53% dos domicílios com idosos, eles são responsáveis por mais da metade da renda familiar
A contribuição dos idosos, em 53% dos domicílios com idosos, representa mais da metade do total da renda domiciliar, sendo esta situação ainda mais expressiva no Nordeste (63,5% dos domicílios). Em 2007, 84,4% dos 13,8 milhões de idosos com 65 anos ou mais recebiam aposentadoria e/ou pensão, proporção esta já alcançada, em 1997. Eram 61,2% aposentados, 14,8% pensionistas e 8,4% aposentados e pensionistas no total do país. A proporção de idosos residentes em áreas rurais que recebem benefícios era um pouco superior à urbana (88,0% e 83,6%). Nas regiões Nordeste e Sul, as diferenças eram mais acentuadas. A proporção de idosos aposentados que recebem pensão cresceu no período de 1997 a 2007: 4,6% para 8,4%. Na área rural da região Sul, o percentual dos que recebem os dois benefícios alcançou 19,4%, em 2007. Os idosos brasileiros com 65 anos ou mais que continuavam trabalhando eram 22,5% (cerca de 3,1 milhões de idosos), em 2007, sendo que a grande maioria (74,7%) eram aposentados. Na área rural, estes percentuais eram 46,9% e 84,9% e na área urbana 17,6% e 70%.
Existem mais idosas do que idosos nas cidades e mais idosos do que idosas no campo
A Síntese confirmou que o número de mulheres é superior ao de homens tanto no total do País quanto nas áreas urbanas, enquanto nas áreas rurais há mais homens que mulheres. No total do país, havia em 2007, 79 homens para cada 100 mulheres idosas de 60 anos ou mais. No grupo de 65 anos ou mais, eram 76 para cada 100, chegando a apenas 72 homens para cada 100 mulheres, na faixa de 70 anos ou mais. Nas áreas rurais, a razão de sexo era de 107 homens para cada 100 mulheres, enquanto nas áreas urbanas, era de 75 homens para cada 100 mulheres. A região Sul possui a maior diferença entre os sexos, (67 homens para cada 100 mulheres), seguida de perto pelo Sudeste (69 homens para cada 100 mulheres). Esses números resultam da migração rural/urbana feminina ser superior a masculina (as idosas dirigem-se com maior freqüência às cidades para residir com filhos/netos ou parentes) e pelo fato dos homens terem maior presença em atividades tipicamente rurais.
Mais da metade dos idosos das áreas rurais não tinham instrução ou tinham menos de um ano de estudo
A Síntese revelou que a proporção de idosos de 60 anos ou mais sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo, em 2007, era de 32,2% no país, sendo de 27,5% no total das áreas urbanas e 55% entre os idosos moradores de áreas rurais. Mais da metade (52,2%) dos idosos do Nordeste pertenciam a essa faixa de escolaridade. No Norte, o percentual era de 45,9% dos idosos, seguido por Centro-Oeste (36,9%), Sudeste (22,8%) e Sul (21,5%). O Piauí (58,2) era a unidade da federação com maior percentual de idosos sem instrução ou com menos de 1 ano de instrução, enquanto Rio de Janeiro (15,9%) apresentava o menor percentual. No Sul, as diferenças de percentuais de idosos com baixa escolaridade nas áreas urbanas (20,5%) e rural (25,5%) são menores que nas outras regiões, por exemplo o Nordeste urbano (40,6%) e rural (70,0%).
Taxa de fecundidade continua abaixo do nível mínimo de reposição da população
A Síntese revelou que a taxa de fecundidade total do país decresceu de 1,99, em 2006, para 1,95, em 2007, ficando abaixo do nível de reposição da população (2,1 filhos por mulher). Em 1997, a taxa era de 2,54. A região Norte (2,60 filhos por mulher) tinha a maior taxa de fecundidade, enquanto Sudeste (1,62) tinha a menor. Por unidade da federação, a taxa variava de 2,66 (Amapá) e Rio de Janeiro (1,57), muito abaixo do nível de reposição.
A densidade demográfica média da população brasileira em 2007 era de 22,3 hab/km2. A região Norte, que possui 45,2% da área total do país e 8,1% da população tem apenas 4,0 hab/km2, enquanto o Sudeste, concentra mais de 42% da população total, é a que tem a maior densidade, com 87,4 hab/km2.
A razão de sexo no Brasil (95,3 homens para cada 100 mulheres), se deve, em parte, à sobremortalidade masculina. Entre as regiões Metropolitanas a de Curitiba apresentou o mesmo valor da média nacional, enquanto as de Recife, Rio de Janeiro, Belém e Fortaleza mostraram que, para cada 100 mulheres, existiam apenas entre 87,8 e 89,1 homens.
Em 2007, a razão de dependência4 total era de 48,6%. A menor razão de dependência se encontra no Estado de Santa Catarina, 41,4%, enquanto no Acre o valor era de 66,5%.
Em dez anos, esperança de vida ao nascer aumentou 3,4 anos
O aumento absoluto e relativo da população idosa no Brasil é conseqüência do crescimento da esperança de vida ao nascer combinado com a queda do nível geral da fecundidade. De fato, a esperança média de vida ao nascer no País era, em 2007, de 72,7 anos de idade. A vida média ao nascer, entre 1997 e 2007, cresceu 3,4 anos, com as mulheres em situação bem mais favorável que a dos homens (73,2 para 76,5 anos, no caso das mulheres, e 65,5 para 69,0 anos, para os homens). Em decorrência, a taxa bruta de mortalidade que representa a freqüência com que ocorrem os óbitos em uma população, caiu de 6,60 ‰ (mais de 6,6 mortes por mil habitantes), em 1997, para 6,23 ‰ (6,2 mortes por mil habitantes), em 2007.
A taxa de mortalidade infantil continua em declínio, passando de 35,20 ‰ (35,2 por mil) para 24,32 ‰, entre 1997 e 2007. O Rio Grande do Sul foi o estado que registrou a menor taxa de mortalidade infantil (13,50 ‰) e Alagoas, com 50,00 ‰, apresentou a mais elevada, em 2007.
Nordestinos são mais da metade dos emigrantes brasileiros
A distribuição da população por Grandes Regiões de residência atual segundo o lugar de nascimento, em 2007, mantém as mesmas tendências verificadas no início da década de 1990, revelando certa estabilidade dos movimentos migratórios brasileiros. Centro-Oeste tem em sua composição o menor número de população natural (69,7%) e, conseqüentemente, o maior de migrantes (30,3%), sendo que, desses, 22,8% são provenientes das regiões Nordeste e Sudeste. Cabe ressaltar que Roraima e Distrito Federal são os dois estados onde encontram-se os menores percentuais de população natural, acarretando um maior número de migrantes na composição de suas populações residentes. Em 2007, o total acumulado de migrantes segundo as grandes regiões foi da ordem de 19,7 milhões de pessoas. O grupo de maior peso no contingente de emigrantes brasileiros foi o de nordestinos, com 10,5 milhões (53,5% do total de emigrantes). O Sudeste continua a ser o maior pólo de atração consolidado dos emigrantes nordestinos, uma vez que 66,7% se dirigiram para esta região. Verificou-se, também, que das 692 mil pessoas que vieram de países estrangeiros 71,6% tiveram como destino a região Sudeste.
Entre 2002 e 2006, reverteu-se a queda no número de casamentos formais
Os dados sobre casamentos, separações judiciais e divórcios da SIS 2008 são provenientes das Estatísticas do Registro Civil referentes a 2006. Em 1997, 2002 e 2006, o comportamento da nupcialidade legal5 teve variações diferenciadas regionalmente, tendo sempre elevações de 2002 para 2006, mas não atingindo o patamar de 1997 no Sudeste e Sul. Para o conjunto do País reverteu-se a tendência de queda dessa taxa, que foi de 6,4‰ (6,4 em cada mil) em 1997, para 5,7‰ em 2002, e para 6,5‰ em 2006. O crescimento entre 2002 e 2006 está ligado ao maior número de casais que formalizaram suas uniões consensuais, incentivadas pelo código civil renovado em 2002 e pelos casamentos coletivos promovidos desde então.
Em 2006, entre as mulheres, as maiores taxas de nupcialidade legal ocorreram nos grupos etários de 20 a 24 anos (30,0‰) e 25 a 29 anos (29,1‰). Observou-se significativa redução na taxa de nupcialidade entre mulheres menores de 19 anos em relação a 1997, reduzindo de 24, 2‰ para 14, 8‰, a mesma taxa do grupo etário 30 a 34 anos, o que evidencia uma mudança no que se refere a idade da mulher ao formalizar sua união, seja o primeiro ou demais casamentos.
Houve elevação da taxa de nupcialidade dos homens em todos os grupos etários a partir de 25 anos e redução nos dois grupos etários mais jovens (15 a 19 anos e 20 a 24 anos) em relação a 1997. As taxas observadas para os homens são, sistematicamente, maiores do que para as mulheres nos grupos de maior idade, com destaque para o de 60 anos e mais: de 3,4‰, para os homens e de 0,9‰, para as mulheres.
Em 2006, 85,2% dos casamentos foram entre solteiros. Porém, é constante a trajetória de declínio da proporção desse tipo de casamentos, passando de 90,1%, em 1997 para 85,2% em 2006.
É crescente a proporção de casamentos entre indivíduos divorciados com cônjuges solteiros. Os percentuais mais elevados são observados entre homens divorciados casados com mulheres solteiras. Também aumentou o número de casamentos entre divorciados.
_________________________________________________________________________________________
1 Que reflete a adequação idade/ nível de ensino cursado.
2 Os resultados de 2007 apresentados se referem somente ao universo dos que informaram estar cursando o ensino fundamental com duração de oito anos (71,8%). Esse corte foi estabelecido para adequar a comparação com os anos de 1997 e 2002.
3 Domicílios com condições simultâneas de abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede geral e lixo coletado diretamente.
4 Razão de dependência é o coeficiente das populações de 0 a 14 anos e 65 anos ou mais de idade pelo segmento populacional na faixa etária de 15 a 64 anos.
5 A taxa de nupcialidade legal é obtida pela divisão do número de casamentos pelo de habitantes e multiplicando-se o resultado por mil. Neste trabalho, foram considerados os casamentos e a população com 15 anos ou mais de idade.

Comunicação Social24 de setembro de 2008

MUITO MAIS QUE IMAGENS UMA LIÇÃO DE VIDA I






MUITO MAIS QUE IMAGENS UMA LIÇÃO DE VIDA II






sábado, 20 de setembro de 2008

GRANDES CURIOSIDADES GEOGRÁFICAS

A maior cordilheira
Cordilheira dos Andes, na América do Sul, com 8 mil quilômetros.

A maior ilha
Groenlândia, com 2.175.600 km2.

A montanha mais alta
Mauna Kea, no Havaí, tem 10.203 metros a partir do fundo do oceano Pacífico. Se for considerado apenas o pedaço que fica acima do nível do mar, a montanha conta com 4.205 metros.

A principal queda d'água
Angel, na Venezuela, com 979 metros de altura.

O lago mais alto
O mais alto lago navegável é o Titicaca, no Peru, 3.811 metros acima do nível do mar.

O lago mais profundo
Lago Baikal, Rússia, com 1.620 metros.

O maior golfo
Golfo do México, com 1.502.200 km2.

O maior lago
Mar Cáspio, entre Rússia e Irã, 372.000 km2 e 980 metros de profundidade.

O maior rio em extensão
Amazonas, com 7.025 quilômetros.

O maior vulcão
Gallatiri, Chile, com 6.060 metros.

O oceano mais profundo
Oceano Pacífico, com uma profundidade média de 4.267 metros.

O ponto mais alto
Monte Everest, no Himalaia, fronteira entre Nepal e Tibete, 8.850 metros acima do nível do mar.

O ponto mais baixo
Mar Morto, entre Israel e Jordânia. A superfície da água está 396 metros abaixo do nível do mar.

O ponto mais chuvoso
Monte Waialeale, no Havaí, com uma média anual de 11.680 mm.

O ponto mais frio
Estação de Vostok, na Antártida, -89,2ºC (21/07/1983).

O ponto mais quente
El Azizia, Líbia, 58ºC (13/09/1922).

O ponto mais seco
Deserto de Atacama, no Chile, sem chuvas do ano de 400 a 1971.

O número de países (em 2000)


África - 53

América Central - 20

América do Norte - 3

América do Sul - 12

Ásia - 44

Europa - 48

Oceania - 14

Total - 194



Os 10 maiores países do mundo

Rússia - 17.075.400 km2

Canadá - 9.976.139 km2

China - 9.561.000 km2

Estados Unidos - 9.519.666 km2

Brasil - 8.511.966 km2

Austrália - 7.682.300 km2

Índia - 3.287.590 km2

Argentina - 2.776.889 km2

Casaquistão - 2.717.300 km2

Sudão - 2.505.813 km2


Os 10 menores países do mundo

Vaticano - 0,44 km2

Mônaco - 1,95 km2

Nauru - 21,2 km2

Tuvalu - 24 km2

San Marino - 60,5 km2

Liechtenstein - 160 km2

Ilhas Marshall - 181 km2

S. Cristóvão e Névis - 269 km2

Maldivas - 298 km2

Malta - 316 km2

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

HORTOLANDIA - TUDO O QUE VOCÊ PRESCISA SABER

Hortolândia é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 22º51'30" sul e a uma longitude 47º13'12" oeste. A população recenseada em 2007 no município foi de 190.781 habitantes[3]. A área do município, segundo o IBGE, é de 62,224 km² e a sua altitude média é de 587 metros. A cidade é um pólo químico/farmacológico, e está se tornando um pólo tecnológico com empresas de grande porte tecnológico..O município está localizado entre os grandes pólos industriais do país, a 115 quilômetros de São Paulo e a 24 quilômetros de Campinas. Seu atual prefeito é Ângelo Augusto Perugini.
A região na qual Hortolândia está situada é a
Região Metropolitana de Campinas, que tem uma população estimada em 2006 de 2.620.909 habitantes com 19 municípios, sendo a nona maior região metropolitana do Brasil, correspondendo à 1,47% do território paulista.

HISTÓRIA
Em
1798 com a doação de terras da Coroa Portuguesa, as sesmarias, que eram ligadas a Campinas para Joaquim José Teixeira Nogueira. Proprietário de engenho de cana-de-açúcar, acabou consolidando sua estabilidade econômica, agrícola e pastoril por estas terras. Escravagista, foi pioneiro na plantação de café. Na época da abolição dos escravos, Francisco Teixeira Nogueira Júnior, seu neto, distribuiu uma área considerável para os escravos. Mas a doação, feita verbalmente, acabou roubada pelo médico americano Dr. Jonas, que cobrava cinco mil Contos de Réis por uma simples consulta.
As terras negociadas eram cercadas por divisas de vales e rios por espertalhões que se aproveitavam da ingenuidade dos escravos, principalmente no bairro Matão.
Como essa área não favorecia a plantação de
café, as terras foram dedicadas à plantação de algodão, cana e parte pastoril. Era considerada também o caminho principal que levava ao comércio de gado e plantações.
Hortolândia tem origem em
Campinas e Sumaré. Por volta de 1866, a área do município estava dividida em grandes e pequenas propriedades agrícolas. Esta região, pertencente à Campinas, se destacava nas produções de café, algodão e açúcar, além das culturas de subsistência. Os registros mostram que, no final do século XIX, aconteceram várias vendas de terra na região, que era denominada de Jacuba (do tupi-guarani, y-acub, "água quente"), “Sítio de Jacuba”, como dizem os documentos.Os documentos mencionam terras, mas pouco se referem a casas ou benfeitorias. Jacuba era ainda uma região pouco povoada e de fraca atividade econômica.
Jacuba era passagem de
tropeiros, colonos e escravos. Eles passavam por áreas próximas, onde hoje é o bairro Taquara Branca. À beira do rio faziam uma parada quase que obrigatória para descansar, dar água aos animais e até para pouso. Segundo historiadores, estas pessoas aproveitavam o descanso para comer um pirão chamado “Jacuba”, feito de farinha de mandioca, cachaça, açúcar e mel. Assim, por causa das denominações populares, o local passou a se chamar Jacuba.
O povoado começou a tomar expressão quando foi inaugurado, em
1896, o posto telegráfico. Mais tarde, em 1917, o posto telegráfico de Jacuba passou a ser estação ferroviária. Só em 1947 é que começa o seu crescimento, com a apropação do loteamento Parque Ortolândia, de propriedade de João Ortolan. Em dezembro de 1953, o povoado de Jacuba, pertencente ao Distrito de Santa Cruz, município de Campinas, foi elevado a Distrito de Jacuba, do município de Sumaré, emancipado na mesma época. Em 1958, Jacuba passa a ser conhecida como Hortolândia[4], distrito de Sumaré. Em meados da década de 70 é construído de fronte a Igreja de São Francisco de Assis, referência da comunidade católica local, o prédio onde foi instalado a sub-prefeitura do Distrito de Hortolândia que durante o processo de emancipação foi sede administrativa do primeiro governo municipal de Hortolândia, onde hoje funciona o posto de saúde da Vila Real. Trinta e três anos depois, em 19 de maio de 1991, Hortolândia emancipa-se de Sumaré, passando a ter uma identidade própria no processo de desenvolvimento da região.
Emancipação
Em
1979, o Distrito de Hortolândia tem como desdobramento do desenvolvimento industrial o avanço no setor comercial trazendo novas exigências para o distrito como a instalação de seu primeiro posto bancário, o qual se encontra em atividade até os dias de hoje. O crescimento relâmpago de Hortolândia resultou no crescimento dos recursos gerados pelo distrito. Na década de 1980, Hortolândia era responsável pela maior parte da arrecadação de Sumaré, ultrapassava os 60%. Era hora do distrito, que por tantos anos atuou como mero figurante no cenário regional, ocupar seu lugar de direito. A organização popular seguiu para o movimento pró-emancipação.
Os moradores queriam autonomia para definir o futuro de Hortolândia, os hortolandenses decidiram pela criação do município. Foi em
19 de Maio de 1991, que 19.081 mil eleitores votaram “sim” no plebiscito que decidiu pela emancipação político-administrativa do distrito. Nascia, assim, da vontade popular, o município Hortolândia, formado por 110 mil habitantes que escolheram a região para morar, vindas de várias partes do país, em pleno êxodo rural, quando o estado de São Paulo era o destino daqueles que buscavam oportunidades de trabalho e qualidade de vida. Criado através da Lei nº 7.764 de 30/12/91, Hortolândia emancipa-se de Sumaré, passando a ter autonomia sob o seu processo de desenvolvimento na região, apesar de ter sido criado em 1991 a administração só é implementada de fato, a partir de 1993.
Infra-estrutura e Desenvolvimento Urbano
Inserção Regional
Situado a 115Km da
capital paulista e a 24 Km de Campinas, o município de Hortolândia possui uma posição estratégica, entre grandes pólos de desenvolvimento. Por sua posição privilegiada, a região atrai grandes organizações industriais, além de estar cercada por grandes universidades. A localização geográfica do município se dá a oeste de Campinas, limitando-se ainda com os municípios de Sumaré e Monte Mor. Possui uma área de 62Km², sendo o menor município da Região Metropolitana de Campinas. O principal rio que corta o município é o ribeirão Jacuba. O município beneficiou-se economicamente por estar ao longo da Rodovia Anhanguera, ser limítrofe de Campinas e estar próximo ao Aeroporto Internacional de Viracopos. Mais recentemente foi implantada a continuação da Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) que atravessa o município, na região do Jardim Amanda. Esta rodovia permitiu importante acesso ao município através do trevo no entrocamento com a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101) em área próxima a empresa IBM do Brasil.
Há uma visível conurbação entre
Campinas, Sumaré e Hortolândia, sem uma clara identificação dos limites territoriais destes municípios. A interdependência física-territorial e sócio-econômica é um elemento de extrema importância na elaboração de planos e projetos para os municípios em questão.
Evolução Histórica da Urbanização
A análise da ocupação do território de Hortolândia, foi feita segundo dois períodos, utilizando-se como referência o levantamento aerofotogramétrico do
Instituto Geográfico e Cartográfico (IGC) de 1993, ano em que foi implementada de fato, a primeira administração da cidade. Até 1993, verifica-se que as urbanizações de Hortolândia ocorreram no entorno do núcleo original, próximo a Estação Ferroviária, com os loteamentos Ortolândia, Remanso Campineiro, Vila Parque São Francisco, Jardim Santana, Vila Real, Nova Hortolândia, Nossa Senhora Auxiliadora, entre outros.

Avenida do Shopping Metropolitano, Bairro Jardim Mirante.
Neste período, destaca-se ainda a urbanização das áreas próximas a
Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP101), que interliga o município à Via Anhanguera, destacando-se os loteamentos Jardim Rosolém, Sumarezinho, Santa Emilia, Santa Izabel, Santo Antonio, Nossa Senhora de Lourdes, Chácara Fazenda do Coelho entre outros. Havia portanto, até 1993, duas regiões urbanizadas na cidade: a região mais central e a região do Rosolém e Sumarezinho,sendo importante destacar que até 1993, a cidade possuía em torno de 90.000 (noventa mil) habitantes que residiam nestas áreas urbanizadas .
A partir de 1993 ocorre uma grande expansão das áreas urbanizadas do território de Hortolândia, em especial, pela implantação do loteamento Jardim Amanda, caracterizando como um loteamento de grande extensão e padrão popular, que provocou o alto crescimento populacional. Outras áreas foram loteadas e incorporadas a área urbanizada como os loteamentos Jardim Carmem Cristina, Estefânia, Santa Luzia, Laranjeiras, Jardim São Bento, Stela, São Sebastião, Adelaide entre outros. Mais recentemente surgiram loteamentos de padrão habitacional e de renda mais altos como Jardim Residencial Firenze, Parque Gabriel e Jardim Green Park Residence. Constata-se que as áreas mais centrais vem sendo utilizadas para empreendimentos habitacionais com padrões mais altos, contrastando com áreas urbanizadas nas regiões mais distantes do centro, com padrões habitacionais mais baixos e carentes de
infra-estrutura, como Jardim Nova Europa, Vila Guedes, Jardim Boa Esperança, entre outros.
Meio Ambiente
Clima
O município de Hortolândia está inserido em uma região na qual o clima é denominado
Tropical de Altitude, um clima mesotérmico com temperaturas amenas (Verão 25°C Inverno 18°C), e com chuvas concentradas no verão.
Uso do solo
Entrada principal pela
SP-101.
Uso residencial: A ocupação pelo uso
residencial se estende por todo o território, com residências unifamiliares de padrão médio e baixo. São raras as edificações multifamiliares e verticalizadas no município destacando-se apenas um prédio na região central e alguns prédios de 4 pavimentos destinados à habitação popular. Recentemente surgiram alguns loteamentos de padrão mais alto e começam surgir loteamentos fechados no município.
Geomorfologia
Com formas de relevo mais
homogêneas inseridas na área denominada Zona da Depressão Periférica Paulista, com diversidade de solos, predominando colinas médias com interflúvios mais estreitos, com drenagem de baixa densidade e solos variando de latossolos vermelhos a amarelos, próprios para culturas mecanizáveis; e ainda solos prodozolizados arenosos, próprios às pastagens e culturas ocasionais.
Matas
No
município verifica-se a quase total ausência de cobertura vegetal nativa, resultado de um histórico processo de uso da terra por monoculturas como o café e da pecuária bovina. Os fragmentos remanescentes de mata localizados nas áreas de proteção permanente (APPs) sofrem continuamente a pressão de assentamentos urbanos irregulares.
Hidrografia
O principal rio que corta o município é o
Ribeirão Jacuba, que inserido na bacia do Rio Piracicaba e do Tietê-Sorocaba, integrando o consórcio das bacias dos rios Piracicaba-Capivari e Jundiaí. Foram delimitadas no território 6 micro-bacias:
Micro-bacia do Córrego Taquara Branca: localizada parcialmente em Hortolândia e parcialmente em
Sumaré, é pouco urbanizada, com bairro isolado composto pelos loteamentos Chácara Planalto e Jardim Novo Horizonte, e o restante do território com áreas de pasto.
Micro-bacia do Córrego Terra Preta: região intensamente urbanizada, onde se localiza o
Jardim Amanda. O Córrego Terra Preta ou Boa Vista desemboca no Ribeirão Jacuba. Há possibilidade de recuperação das matas ciliares das áreas do entorno desse córrego onde se localizam as áreas verdes do loteamento.
Micro-bacia Lagoa Santa Clara: composta por áreas
industriais e residenciais é entrecortada pela Rodovia dos Bandeirantes. Trata-se de área em processo de urbanização, com muitas solicitações de aprovação de loteamentos. Este córrego contribui para o Ribeirão Jacuba.
Micro-bacia do Ribeirão Jacuba ou Hortolândia: é a principal micro-bacia do
município para onde contribuem grande parte das outras micro-bacias. O Ribeirão Jacuba corta o município e compõe-se de áreas intensamente urbanizadas, tanto residenciais como industriais.
Micro-bacia Vila Guedes: micro-bacia de pequena extensão, que contribui no
Ribeirão Jacuba. Compõe-se de equipamentos regulares isolados, como Jardim Nova Europa, Jardim Conceição e Vila Guedes. A região dispõe ainda de usos industriais. É preocupante a existência do lixão nesta micro-bacia.
Micro-bacia do Córrego da Fazenda São Joaquim: pequena micro-bacia parcialmente localizada em Hortolândia e
Sumaré, composta por terras ainda não urbanizadas.
Economia
A partir dos anos 70 com a interiorização da indústria paulista foi quando se deu o crescimento econômico do município de Hortolândia, por sua inserção na região de
Campinas, que se constituiu em forte pólo tanto industrial quanto agrícola possuindo uma estrutura diferente das outras regiões metropolitanas brasileiras.
Desse ponto de vista, Hortolândia tem uma localização privilegiada por ser um município limítrofe de Campinas, o mais importante pólo industrial do interior do estado e também por estar ao longo da via
Anhanguera o qual liga a Região Metropolitana de Campinas a grandes pólos como São Paulo.
Com a emancipação, Hortolândia foi beneficiada visto que o seu distrito abrigava indústrias que geravam cerca de 45% do Valor Adicionado Fiscal de
Sumaré. Não contando com uma base agroindustrial expressiva, não tendo uma política de desenvolvimento direcionada, a geração da renda da população e do emprego é centrada no setor industrial, além do setor de comércio e serviços. Sua estrutura industrial é formada também por empresas de alta tecnologia e que necessitam de mão-de-obra especializada.
Com mais de 120 anos de registros históricos, 15 deles com status de município, Hortolândia desponta na
RMC (Região Metropolitana de Campinas) como uma cidade com grande potencial de desenvolvimento econômico. Atualmente os tipos de estabelecimentos do município de Hortolândia estão distribuídos da seguinte forma: 375 indústrias, mais de 2 mil estabelecimentos comerciais, 6040 estabelecimentos de prestação de serviços e 529 de outros usos, e 5337 prestadores de serviços.
A cidade é sede da multinacional
IBM, que se instalou aqui em 1972. A empresa está situada no condomínio industrial Tech Town, que abriga outros empreendimentos de grande porte. É em Hortolândia, também que estão a Dow Corning, líder na fabricação de silicone e, ainda, a Belgo-Mineira, a Magneti Marelli, GKN, BSH e o laboratório farmacêutico EMS, referência na produção de medicamentos genéricos. Em 2007, outras empresas de grande porte intalaram-se no município como a Dell, segunda maior fabricante de computadores do mundo e a Wickbold, do ramo alimentício.
O desenvolvimento industrial deve-se à localização privilegiada da cidade no Estado. A proximidade de Hortolândia do
Aeroporto Internacional de Viracopos, a presença de importantes vias rodoviárias ao seu redor e o fato de estar numa região de grande concentração de desenvolvimento no país, considerada pólo científico e industrial, são fatores primordiais e definitivos para atrair empreendimentos. Um cenário favorável de crescimento econômico mas ainda com muitos desafios a serem superados. O salto populacional e a falta de investimentos em infra-estrutura resultaram numa cidade de grande potencial, porém, com muitas ações por se fazer. De forma resumida, a cidade representa a síntese dos municípios da RMC, com problemas a serem superados e uma amplitude de crescimento e desenvolvimento a olhos vistos.
Na segunda metade da
década de 90, o Valor Adicionado Fiscal de Hortolândia saltou de R$ 870 milhões em 1995 para R$ 1,2 bilhão em 2000, tendo um pequeno decréscimo em 1997, porém voltando a crescer nos anos seguintes, fato que ocorreu principalmente devido à expansão do setor industrial. O setor de serviços ainda que com menor desempenho, é o segundo grupo de atividades em destaque, o comércio tem uma pequena parcela de participação, fato este que ocorre devido à fraca presença do comércio atacadista e pelo baixo dinamismo do comércio varejista que é basicamente voltado para o abastecimento da população local, sofrendo com a concorrência do comércio do município pólo. Ainda assim percebe-se um crescimento do setor de comércio e serviços local.
Na indústria o maior desempenho é liderado pelo ramo de materiais elétricos e de comunicações, correspondendo a 60,3% do Valor Adicionado Fiscal da indústria local, seguido por outros dois setores que também se destacam: materiais de transporte (12,5%) e produtos mecânicos (10%). No total do valor adicionado da
Região Metropolitana de Campinas, o município tem se mantido em torno de 4%, ocupando a 5ª posição superado por Campinas, Paulínia, Americana e Sumaré. Alguns ramos de Hortolândia tem alta participação no total respectivo da Região Metropolitana de Campinas, como o de material de transporte (6,3%), mecânica (12,6%) e material elétrico e de comunicações (28,7%).
Principais empresas localizadas no Município
IBM
EMS
Dell
Amsted Maxxion
Group Technologies
BSH
Dow Corning
Magneti Marelli
GKN
Sanmina-SCI
Celestica
Trafo
Bemaf
Belgo-Mineira
Wickbold
Lanmar
AçoService
Cozinhas OLI
Gonvarri
Magal
Indústria Paulista
Nature's Plus
Polimec
Safetline
Tornomatic
Pró-tipo
Tech Town/Inpar
Horizon Cablevision

Demografia
População
Hortolândia destaca-se na
Região Metropolitana de Campinas por apresentar elevado crescimento populacional, desde quando ainda era distrito de Sumaré. Caracteriza-se por ser estritamente urbano e receber grandes contingentes populacionais. Este fluxo deve-se a proximidade com Campinas, núcleo-sede da região. O baixo custo de suas terras , o menor custo de vida em relação à Campinas, e fácil acessibilidade, estimularam corrente migratória de mais baixa renda para Hortolândia.
Os municípios ao redor de Campinas apresentam crescimento populacional superior ao da sede da Região Metropolitana de Campinas. No caso de Hortolândia, o município cresceu 7,78% ao ano entre
1991 e 2000, taxa bastante alta, se comparada com as taxas de Campinas e Região Metropolitana que são de 1,52% e 2,56%, respectivamente. Este crescimento decorre da intensa migração de famílias de baixa renda em busca de emprego, e terras de menor custo em relação à cidade pólo, o que acabou criando problemas de infra-estrutura urbana e social.
O crescimento demográfico da cidade de Hortolândia em números absolutos como visto anteriormente é o maior quando comparado com o crescimento das cidades limítrofes à Campinas; sendo grande parte da sua constituição motivada pelo processo migratório (67,42%), o que coloca Hortolândia como município que recebeu o maior fluxo migratório de toda a
Região Metropolitana de Campinas, na década de 90.
Censo de 2000
Densidade demográfica (hab./km²): 2452,14 (Maior densidade demográfica da Região Metropolitana de Campinas)
Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 14,08
Expectativa de vida (anos): 72,20
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,34
Taxa de Alfabetização: 92,40%
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,790
IDH-M Renda: 0,700
IDH-M Longevidade: 0,787
IDH-M Educação: 0,883

Etnia
Etnia: Inicialmente, formadas por várias colônias européias, espanhóis e italianos, a população de Hortolândia é formada por migrantes de vários estados do Brasil, como
Paraná, Minas Gerais e Região Nordeste.
Grupos Etários
Seguindo a trajetória nacional no padrão
demográfico, Hortolândia apresenta queda relativa na participação da parcela mais jovem da população, fato decorrente da mudança do perfil da composição familiar, que tem se verificado no país. O município acompanhando a tendência nacional, têm visto sua população envelhecer.
Além de constatarmos que a dinâmica populacional de Hortolândia segue os padrões
brasileiros, também verificamos fenômeno semelhante àquele que ocorre nas regiões metropolitanas, ou seja, a população é mais jovem nas cidades do entorno da cidade pólo, tendo em vista os processos migratórios ocorridos nas décadas de 80 e 90. Em 2000, enquanto 40,69% da população de Hortolândia tem idade até 19 anos, em Campinas esta fração corresponde a 33,3%, e para a população com mais de 40 anos, temos em Hortolândia, 23,5% do total, e em Campinas nesta faixa temos 31,6% da população.
Urbanização e Densidade Demográfica
Hortolândia, no ano 2000 têm densidade demográfica de 2.438 hab/Km2, um número bastante alto, quando comparada à
Região Metropolitana de Campinas que é de 640,6 hab/Km2 e também ao Estado de São Paulo que têm uma média de 149 hab/Km2. A alta densidade demográfica é decorrente da pequena extensão territorial do município, e principalmente pelo fato do território ser essencialmente urbano, inexistindo áreas rurais e de preservação ambiental.
Renda
Apesar da localização privilegiada em relação à dinâmica econômica da região, isto não vem se refletindo em uma renda per capita correspondente. Os dados presentes no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil com base nos censos de 1991 e 2000 apontam os municípios de Hortolândia,
Sumaré e Monte Mor como os detentores dos piores valores de renda per capita da Região Metropolitana de Campinas, com valores de R$ 259,10, R$ 291,61 e R$ 258,31 respectivamente, enquanto o eixo formado por Paulínia, Campinas, Valinhos e Vinhedo apresenta valores superiores a R$ 500,00. Os valores de renda per capita vem crescendo em todos os municípios da Região Metropolitana de Campinas, em comparação com 1991, mas infelizmente Hortolândia situa-se no grupo dos municípios onde este crescimento vem ocorrendo com menos intensidade de R$ 226,97 em 1991 para R$ 259,10 em 2000.
Quanto à distribuição desta renda nos municípios da
Região Metropolitana de Campinas, os 10% mas ricos da população vem apropriando entre 30% a 50% da renda, e entre os municípios com percentuais menores nesta apropriação de renda encontra-se Hortolândia com 31,99 em 1991 e 34,02 para o ano de 2000, mas acompanha a tendência da maioria dos municípios de crescimento da participação na apropriação da renda do segmento mais rico da população. Já para os 40% mais pobres da população os índices de apropriação da renda não chegam a 20%, tendo como maior valor 17,36% para o município de Santa Bárbara d'Oeste no ano de 1991. Hortolândia com 15,93% em 1991 e 13,05% no ano de 2000 encontra-se entre os cinco municípios com os melhores valores. Em concomitância com o crescimento da apropriação dos 10% mais ricos a participação na renda dos 40% mais pobres vem caindo em quase todos os municípios da RMC, fenômeno de concentração de renda típico de momentos de recessão ou baixo crescimento econômico.
Igreja Católica
A
arquidiocese de Campinas é responsável territorialmente pelas paróquias dos municípios de Hortolândia, Indaiatuba, Monte Mor, Paulínia, Sumaré e Valinhos, e também pelas dioceses sufragâneas de Amparo, Bragança Paulista, Limeira, Piracicaba e São Carlos.
Cultura
Desenvolvimento cultural
O desenvolvimento cultural de Hortolândia tem sido de grande destaque na
RMC, e sua identidade está sendo construída de forma sólida e constante, tendo como foco a música instrumental e a cultura popular. Hoje é possível encontrar na cidade, manifestações culturais das mais diversas vertentes e isso tem ajudado a vencer os altos indices de violência registrados no passado e a aumentar a auto-estima dos moradores.
Em parceria com o
Ministério da Cultura (MinC), a cidade conta com três pontos de cultura, que desenvolvem projetos de música instrumental, violão popular, teatro, vídeo e musicalização infantil. Além desses projetos, é possível ter contato com elementos do hip-hop, com catira, roda de viola, artesanato, samba de roda, entre outros. A cidade tem uma grande representatividade na cultura afro-descendente tendo como principais nomes as Mães Dango e Eleonora. Duas bibliotecas municipais com dois ramais e um quiosque de leitura, atendem cerca de 25.000 leitores/ano (fonte: Secretaria Municipal de Cultura). Além disso, Hortolândia conta com um Infocentro e uma Casa Brasil. As apresentações culturais da cidade se concentram no Auditório Arlete Afonso do colégio adventista IASP e em seis auditórios das escolas de ensino fundamental.
Educação básica
A rede municipal de ensino da cidade é composta por 33
escolas de educação infantil atendendo 8.936 alunos, 20 escolas de ensino fundamental atendendo 15.351 alunos, 43 salas de suplência atendendo 1.711 alunos e uma escola de educação especial atendendo 560 alunos. Já a rede estadual atende 26.341 alunos em 26 escolas.
Apesar de Hortolândia possuir uma baixa renda familiar e per capita, o município apresenta 6 escolas particulares no ensino fundamental, 4 no ensino médio, 2 faculdades particulares e 3 estabelecimentos de nível técnico.
Educação profissional e técnológica
Hortolândia possui uma Escola Técnica -
ETEC Hortolândia, constituída por cursos ténicos nas áreas de Informática, Administração, Secretariado e Nutrição. Destaca-se o curso de Informática, que qualifica profissionais técnicos na área de Programação. São ministrados componentes curriculares de desenvolvimento de software, nas linguagens C e Java. Os profissionais formados saem aptos ao mercado de trabalho na área de informática, em especial, na área de programação de software.
A cidade também foi incluída no plano de expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica do
Ministério da Educação, sendo ela uma das cidades-pólo para implantação das novas unidades descentralizadas do CEFET-SP. Na RMC, duas cidades foram agraciadas com a implantação das novas unidades no plano do MEC. Além de Hortolândia, Campinas também receberá uma delas. A previsão é de que até 2010 estas unidades estejam prontas.
Apesar da instalação do
pólo tecnológico em Hortolândia, a maioria da mão-de-obra empregada nessas empresas, constitui-se de material humano importado de outros centros (São Paulo, Campinas, etc). A cidade ainda carece de uma Faculdade Tecnológica, apesar de já haver sido autorizado pelo Governo do Estado, a instalação de uma Unidade da FATEC (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo), mediante convênio com o município, todavia, não houve interesse de ambos os poderes, na instalação desta Unidade da FATEC.
Ensino superior
A cidade possui hoje duas intituições de ensino superior, uma é a
Faculdades Hoyler que possui campus em várias cidades, que teve como fundador o Dr. Siegfried Hoyler que como professor, atuou na Escola de Administração de Empresas, da Fundação Getúlio Vargas, tendo sido titular na cadeira de Administração de Recursos Humanos e Psicologia, na Universidade Mackenzie.
A outra intituição é o
Instituto Adventista São Paulo (IASP), que é o terceiro campus do UNASP (Centro Universitário Adventista de São Paulo), composto de três campus, com cursos de graduação e pós-graduação, e possui todos os níveis de educação, desde a educação infantil até a superior.
Há um projeto em andamento da cidade ter uma unidade da Los Angeles University
, a universidade anunciou que tem interesse em implantar uma unidade em Hortolândia.

Futebol
Em 2006 a cidade de Hortolândia ganhou um time de futebol profissional, o
Sociedade Esportiva Vitória. Hortolândia sempre foi marcada pelo futebol amador que nos finais de semana agitam os campos da cidade. O futebol é tão importante que no ano de 2006 a cidade foi agraciada com um time profissional. Ainda no ano de 2006, a prefeitura inaugurou o primeiro estádio de porte profissional com condições aprovadas dela FPF, o Estádio Municipal José Francisco Tico Breda, ou apenas Tico Breda como é conhecido na cidade, o estádio localizado no Complexo Poli Esportivo Nelson Cancian, no Jardim Nova Hortolândia, foi reformado e ampliado rapidamente para que pudesse atender as exigências da FPF e receber jogos do SEV Hortolândia. O campo não fica devendo para nenhum do mesmo porte no estado de São Paulo.
Saúde
O município conta com 1 hospital maternidade, o
Hospital Municipal e Maternidade Governador Mário Covas, 3 pronto atendimento, 5 unidades básicas de saúde, 8 programas de saúde da família, além de ambulatórios de saúde mental, de especialidades e de fisioterapia e 1 Centro de Referência de Saúde Mental para Criança e do Adolescente, 1 centro e reabilitação e 1 programa de atendimento domiciliar.
Compõem ainda os serviços desenvolvidos pela prefeitura municipal o centro de zoonoses, responsável pelo controle de doenças transmitidas por animais, e a divisão de vigilância em saúde composta pelas seções de saúde epidemiológica e
vigilância sanitária.
Estação ferroviária
O posto telegráfico de
Jacuba foi construído longe de qualquer ponto de Campinas, município no qual a estação. estava localizado na época. Com o tempo, formou-se em volta um povoado, que, em 1916, acabou por fazer com que o prédio do velho posto fosse adaptado para estação, o que leva a crer que a data de sua inauguração, 1917, na verdade seja apenas a época dessa transformação. O bairro, que em 1955 ainda mantinha seu nome original, acabou sendo desmembrado junto com Sumaré, tornando-se parte deste e alterando o nome para Hortolândia. Em 1991, tornou-se município, mas a estação foi desativada; em 1996 servia apenas como alternativa de comunicação quando havia algum problema em Boa Vista. Hoje está abandonada.
Companhia Paulista de Estradas de Ferro (1917-1971)
FEPASA (1971-1998)
Linha-tronco - km 62,605 (1958)
Inauguração: 01.04.1917 com trilhos
Uso atual: fechada
Data de construção do prédio atual: 1917
Feriados municipais
19 de Maio: Aniversário do município
20 de Novembro: Dia da Consciência Negra
Transportes
Rodovias
O Município de Hortolândia conta com uma rede rodoferroviária privilegiada, que através da
Via Anhanguera e da Rodovia dos Bandeirantes, liga a cidade à capital do estado; pela Rodovia Dom Pedro I com o Sul de Minas Gerais, municípios do Vale do Paraíba e ao eixo Rio-São Paulo, possui também um fácil acesso à Sorocaba, através das interligações da Anhanguera e Bandeirantes com a Rodovia Castelo Branco, e ao Aeroporto Internacional de Viracopos.
Dentro do contexto regional, a
SP-330, no trevo da Rodovia Anhanguera, faz a ligação para Paulínia, entre Sumaré e Hortolândia, a SP-304, Rodovia Luiz de Queiroz, liga Hortolândia a Sumaré, Nova Odessa, Americana e Piracicaba; a SMR-020 interliga Sumaré e Hortolândia, com uma pista pavimentada; a SMR-040 interliga Hortolândia a Monte Mor, com uma pista pavimentada.
A cidade tem como vias rodoviárias:
SP-101 - Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença - (Campinas/Monte Mor)
SP-348 - Rodovia dos Bandeirantes
Ferrovias
Atualmente Hortolândia tem linhas que cortam o território da cidade administradas pela
Brasil Ferrovias, que parte de Campinas passando por Hortolândia e indo para Sumaré, de lá parte para outras cidades do interior do estado e Sul de Minas Gerais, e estão reduzidas a poucas viagens diárias de trens cargueiros, com locomotivas movidas a diesel a uma baixíssima velocidade, que transportam cargas para outras cidades de São Paulo.
Transporte urbano
Linhas Urbanas
O município de Hortolândia é entrecortado por linhas urbanas, e intermunicipais, estas com ligação a
Campinas e Sumaré. Atualmente existem cinco linhas urbanas, a saber; (Parque do Horto até Novo Ângulo), trata-se de itinerário que corta o município no sentido Norte/Sul, interligando duas áreas muito urbanizadas, passando pela Região Central; (Jardim Amanda até Jardim Carmem Cristina), linha ligando bairros populosos, estendendo até o Jardim Conceição no limite do município com Campinas; (Jardim São Pedro até Parque Orestes Ongaro), linha que liga estes bairros utilizando-se do eixo da Avenida da Emancipação; (Jardim São Sebastião até Jardim Nova Hortolândia), liga os dois bairros passando pela Região Central; e (Jardim Amanda até Jardim Rosolém), linha que liga os referidos bairros passando pela região central.
Linhas Intermunicipais
Linhas Interurbanas – (
Campinas – Hortolândia): As linhas metropolitanas adentram todo o território de Hortolândia, ligando os bairros com Campinas através de 20 linhas intermunicipais que cortam o municipio, utilizando-se principalmente da Avenida da Emancipação e Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101). O sistema de linhas metropolitanas demonstra a dependência de Hortolândia com o município de Campinas. Esta dependência é reflexo da exportação de trabalhadores e estudantes para Campinas, por exemplo representando um movimento pendular diário tipico de regiões metropolitanas. Infelizmente, a população hortolandense torna-se dependente deste transporte oferecido por três empresas de ônibus e pelo sistema ORCA (sistema alternativo) com baixa qualidade de serviço comparando a outras cidades da Região Metropolitana de Campinas.
Linhas Interurbanas – (Hortolândia –
Sumaré): Estas linhas também adentram todo o território de Hortolândia através de 11 linhas e se interligam com Sumaré através das estradas localizadas na Região Oeste da cidade.
Corredor Metropolitano Noroeste: A implantação do Corredor Metropolitano (em fase de implantação) pode representar uma oportunidade de reorganização do sistema de transporte na cidade, através de racionalização das linhas urbanas, que além da função de interligar os bairros, também alimentaria o corredor. Desta forma seria possível restringir a utilização do território de Hortolândia pelas linhas intermunicipais
.
Administração
Prefeitura
Atualmente, o poder executivo na cidade é exercido pelo
prefeito Ângelo Augusto Perugini (2005/2008), pelo vice-prefeito Enoch da Silva e pelos dez secretários municipais nomeados pelo prefeito, além do chefe de gabinete Odair Marques da Silva, que compete controlar e supervisionar as atividades desenvolvidas pelos órgãos integrantes da estrutura organizacional do gabinete do prefeito municipal, coordena o relacionamento entre as decisões do executivo com suas secretárias municipais.
Câmara
O poder legislativo do município, a Câmara Municipal de Hortolândia é composta por doze
vereadores. O atual presidente da câmara (2007/2008) é George Julien Burlandy (PR) e o vice-presidente Gervásio Batista Pozza (PT). Além do 1º secretário Clodomiro Benedito Gonçalves (PSB) e o 2º secretário Paulo Pereira Filho (PMDB).

1º DE MAIO - DIA DE LUTA

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Conflito na Serra Pelada - Sebastião Salgado

DIA DAS MÃES - UM GRANDE DIA

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08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

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UMA REFLEXÃO SOBRE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

PENSAMENTO VIVO

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele ou por sua origem ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta." Nelson Mandela

“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos as verdadeiras testemunhas. Esta é uma idéia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que os outros sobreviventes escreveram, inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo do poço. Os que o fizeram, e viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram mudos”

Primo Levi, escritor italiano, foi um dos 23 sobreviventes entre os 649 judeus que foram encaminhados para Auschwitz com ele em abril de 1944.

A Terra em 100 Anos

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A FORMAÇÃO DA TERRA

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O UNIVERSO MACROSCOPICO E O MICROSCOPICO

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O Universo que existe em você, e você que existe no universo

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LOVE IS LOVE

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Reflita sobre o mundo

Simone de Beauvoir

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Pense sobre o mundo